quinta-feira, 29 de agosto de 2013





Azul Do Mar

Sombreado da noite celeste clarão
Galopa na luz no corcel azulão
Um brilho intenso tão lindo tão seu
Cruzando as fronteiras no céu apogeu
Empoeirado de estrelas centelhar

As fagulhas que faz afugentar
Criaturas da noite com sua oração
Galopa na luz celeste azulão
Refletindo a sombra do seu alazão
Cavalgando com passos do coração

Desliza na relva na mata molhada
Procura à amada iluminando o chão
Flutua num lume feito de ilusão
Em neon azul pinta a escuridão
Suavizando o reflexo dessa paixão

Que abrasa a alma e incendeia
Viaja sem rumo e serpenteia
Partilha com a noite os lençóis floridos
Entre rosas e espinhos entretidos
Um menestrel dos sonhos desmedidos

Um alarido que dá vida e luz
Estridente é a espada que o conduz
Ao ranger dos dentes cortando em cruz
Os sentidos que faz libertar o olhar
Que corta as montanhas e o faz divagar

Seduz e faz encontrar
Em neon azul
Sonhar...

Sonia Gonçalves






Coração Celta

Meu coração é de etnia celta
Sua rítmica entoa canções em flautas
Bate descompassadamente a falta
Aquela que grita seu nome em notas altas

Habitam em florestas suntuosas
Povoando o globo em etnia
Meu coração de alma celta majestosa
Voando liricamente em ventania

São dos celtas as rosas mágicas
Da mitologia como Belenus o sol poente
Do arco que atira as flechas trágicas
Que enfeitiça o coração deixando-o doente

A clarividência dos elfos faz do amor verde harmonia
Cantos célticos clarões de cores gritos de sereias
Lendas mitologias celtas deuses em sintonia
Cavaleiros druidas resguardados em rituais de magia

Saxões e dragões com línguas de fogo sobrenaturais
Tribo de bretões com arcos e flechas medievais
Gauleses com seus mantos de peles de animais
Espírito das florestas rochas e fendas temporais

Fadas gnomos magos e grão
Nudez de belas ninfas em enormes rochedos
Pássaros bicam sementes em ventos e vinhedos
Rebentos nascem do solo com brotos rasgando chão

Labirintos secretos passagem em túneis de catedrais
Amores valentes e guerreiros com elmo de ferro
Segredos que ungem a cabeça com ervas medievais
Esculpindo serafins em esculturas de barro

Meu coração celta é um poema imaginário...

Sonia Gonlçalves

Son Dos Poemas

Rosa De Vidro

Silêncio não planejado...
Dia calado que a boca não grita
Voz do vento não sussurrado
Lágrima de vidro que o olhar súplica

Rosa silenciosa orvalhada em negro
Boca beijada que a língua cala
Lágrima que escorre o amor de vidro
Aroma sem perfume que o silêncio exala

Sonhos de cristais de cinderela triste
Vento sem litoral e sem montanhas frias
Brisa que chora em silêncio assiste
Todas as manhas sem manhãs de poesias

Silêncio entre dentes riscando recados
Sem os rompantes tão famigerados de amor
Sem matar a fome abortando os pecados
Sem indiferença abraçados com a dor

Rasgando nos ares intempestivos
Com brados incompreensíveis em mente
Amargurando o doce passivamente
Trancafiando o peito sensitivos

Conectados em pensamentos de raízes
Sofrendo... Dimensionando o amor.
Sintonizados em arco-íris e matizes
Transformando vidro em lágrima e flor

Rosa de vidro tão transparente e pura
Apaixonada pelo cravo eternamente...
Petrificada como água mole em pedra dura
Pelo sal da terra hoje e sempre.


Sonia Son Dos Poemas