quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Chuva De Carinho



Chuva De Carinho

Então pergunto...
Por que mereço tanto?
Não sou pop star nem santo(a)
Olho a minha linha do tempo...conto...

Ao vento pergunto interrogo ao contento...
Arqueando minhas sobrancelhas medito
Milhões de fagulhas centenas d' estrelas
Recolho as porções de centelhas ás dezenas

Tão boas energias emanadas puras e plenas
Tantas almas livres amadas...
Compartilhar amor ás centenas
Cronologicamente o encontro de nossas linhas

Meus amigos carinhosos tantas carinhas caras
Face á face fazem tanto sentido...
Tornam a página perfeita e o natal mais bonito
Com arte e tantas amizades raras

Tenho-os na conta do coração amigos cintilantes
Entre as joias mais caras todos lindos e valiosos pingentes
Tantas saudades de conhecê-los...
Sê-los e sabê-los...

Por isso fiz este poema 
Sem rosas sem flores sem minha açucena
Somente eu apenas...
E vocês meus lindos poemas...

Son Dos Poemas


Feliz Natal Queridos

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

De Que São Feitos Os Dias?




De Que São Feitos os Dias?


De que são feitos os dias? 
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.
Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inactuais esperanças.
De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.
Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...
Cecília Meireles, in 'Canções'
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Dias São Feitos De Quê?


Dias são feitos de quê?
Pensamentos insistentes,
Desejos (in) coerentes,
Saudades de você...
Entre abraços e beijos,
Bons momentos relâmpagos,
Esperar com esperança,
Felicidade d’uma dança...
Tantos crimes e pecados,
Adágios, temas, poemas,
Plágios, emendas cinemas,
São tantos os recados.
Existimos no coração dos dias;
No cio do seu interior voraz,
Em união sem sentido fugaz,
Dentro dos dias sofismas...

Son Dos Poemas






Meu Misticismo


Meu Misticismo

Meu ismo de amor inebriante
Altruísmo meu que d’mim renuncia
Abandona-me aos afagos de amor reflorescente
Bebe em minha fonte de fantasia eminente

Mística é à tarde que me permeia paraíso
Maciça a arte que de tu me roseia preciso
Margeia meus horizontes ás sombras das oliveiras
Dá-me inspiração ás folhas molhadas d’minhas parreiras

Misticismo que conduz em mim tuas cordilheiras
Penumbra dos sons das Serras da Mantiqueira
Sonho meu que me faz mística doravante
Mistificar as cascatas nas fontes alvas e dissonante

Clara vidência que me faz tua em águas claras
Cristalina como açude em desertas miragens
Desertora de mim travestida de mil personagens
Persona grata e afável ao teu amor como as gemas raras

Cara á cara somos nós feiticeiros proeminentes
Palmados até os dentes armados d’amor pungentes
Místico foi o tocar d’ sino que fez trepidar as entranhas
Mágico momento ao toque do ventre das montanhas...

Sina desta magia que faz encontrar e digerir poesia...
Lado espiritual navegante d’ águas d’simbologia
Amor e magia em aparição espantosa
Metamorfose quais borboletas e asas cor de rosa...

Ismo desesperado por amar provinda 
Idas e vindas amor que ama e nunca finda...

Son Doa Poemas

Esse Homem



Esse Homem

Que me venha assim de repente...
Chegue com fome e tentação de serpente
Que venha ele sugestivo e vadio
Desalinhe meus cabelos resvalando meu cio
Seja meu vício despertar de libido
Sussurre em meu ouvido
Palavras de amor indecente atrevido...

Venha a mim esse homem de mil faces
Morda meus lábios prenda-me nos braços
Molhe minha língua com beijo
Ensaboe meu sonho entre meios devaneios e desejo
Vinde que estampo sua pele com batom
Silencio-te, acalmo-te, alegro-te com meu som...

Faço contato com sua estampa felina elegante
Floresço-te com minha essência diamante
Mostro-te meu lado selvagem feminina excitante...
Venha-me esse homem com asas de paixão
Com seu gosto peculiar e cheio de tesão...
Faça minha manhã mágica com sua aparição

Fale dialeto das poesias ousadas e sedutoras
Traga sua língua em fogo mil tentações pecadoras
Deixe meu corpo em febre delirante e quente
Diga que inventei seu amor árduo e carente...

Conte-me suas fábulas e faça de mim seu reinado
Beije minha boca recheie meus pulmões de pecado
Venha a mim esse homem com amor enlouquecido
Dê-me seu ar d’ hálito quente envolvente enfurecido
Instigue minha ousadia dê asas á sua poesia amada
Diga que sou sua cúmplice andorinha errante avoada
Faça de mim sua ilha d’ fantasia mais louca imaginada

Traga-me seu aroma de homem sedutor
Espalhe sobre mim sua fragrância em lume...
Água d’ cheiro d’ amor puro... Perfume-me...

Son Dos Poemas



Som D’minha Morte

Sou vida um dia morte saberei...
Assim do pó sou bem vinda,
Ao pó bem vinda serei
Sê mente que não se finda... 

Então semente estarei...
Um dia rosa sobre meu corpo haverá
Ao pé da rosa d’mim abrolharei...
Sabe-se lá se poderei ouvir o sabiá...

Serei folha dobrada ao vento espirituoso
Avivando meu epitáfio lavrado no mar suntuoso
Hoje o som d’minha morte toca canção d’vida...

Sacramentada em poema de viver majestoso
Porém se morte já feita seja mágico e luminoso
Fazer a travessia como uma poesia lida.

Son Dos Poemas
O Livro D' Mim

O livro de mim se escreve assim...
Um som um poema falante
Uma nuvem de fantasia olhar d'amante
Páginas em branco sem fim...

Um lance bumerangue que vai e volta
Enche os pulmões de ar inspira e solta
A gargante que arde emudecida
As expectativas os sabores dual vida...

Dois lados da moeda cara e coroa 
Um livro um côncavo um convexo
Uma poesia um poema inverso anexo
Tantos complexos que n'alma avoa

Nunca pensei ser um livro, mas sou também...
Nunca pensei ser eterna nem ser de ninguém
Imaginar imaginei ter asas feito uma gaivota
Voar em minhas fantasia endireitar minha asa torta

Meu livro é escrito pelo princípio sem final
Rabisco que faz de mim ser tão frágil enquanto mortal
Imortal serão meus escrito espalhados pela ventania
Cada verso um manuscrito inspirado n'alma de poesia...

Meu sonho num passado distante....
Um mar de poesia um eu navegante
Tão pouco sei sem querer de mim
Vejo a lua no céu prateada em mar fim.

Son Dos Poemas

sexta-feira, 14 de novembro de 2014






Ventos Da Colina

Nosso mundo inversos unos
Únicos neste universo tão nosso castelo
Elo com belo amar em versos fecundos
Inspiração de nosso amor paralelo...

Unindo os corações com intensidade
Vento que poliniza o som e equaliza
Sintetiza com ecos definha saudade...
Vontade que nos toma em desejos protagoniza

Agoniza o vento da colina com voz do amanhecer
Desperta com fúria nosso amor na neblina
Descortina as memórias em silencioso gemer
Escreve nossa história no orvalho no atalho da colina...

Faz dos meus dias amantes quais damas celtas
Como fosse uma ave triste nas montanhas desertas
Abraço meu capricho de amor mais amado
Desenhado no meu coração poeta apaixonado...

Amor que enlouquece e ressuscita em prazer...
Desatina meus sonhos e destina meu ser
Ser tua musa sempre nua em ti alvorecer...
Amar-te na lua na rua e assim florescer

Soprar-te o vento perfuma-te as narinas
Marcar teus lábios com meu batom em rimas
Beijar teus versos com minha língua faminta...
Alma felina feminina e absinta...

Sentir o vento desafinado nas colinas uivantes
Contrariar as regras das pedras que rimam brilhantes
Amar você com o coração e olhos de amante
Beijar você adormecer e acalmar seu semblante...

Son Dos Poemas



sábado, 1 de novembro de 2014

Novembro Floral





Novembro Floral

Novembro é o protagonista agora  
Adentra nesse clima de primavera  
             Passaram-se um ano de espera eu lembro...
       O rugido do tempo acordou novembro...

O silêncio ficou nos sonhos ocultos
  Discreta as horas passadas são vultos
    E o culto agora é á vida em evolução...
         Personagem ávida da gente personificação

         Achega-se novembro aproximando verão...
        Traz uma rosa na boca e um poema na mão
    Abraça o horizonte com os olhos e acena
          Impregna o ar em aroma e faz valer a pena...

Espalha fragrância de magia avena...    
Garoa em flocos de poesia plena           
Flores de camomila inspiram poema    
Noites estrelada e poética extrema...    

   De novo poesia chuva d’ouro que abrolha
      Fé e esperança pede novembro em desfolha
    Vai libertando o semestre estilhando          
Fragmentando lembranças acumulando 

Conta lágrimas d’chuva atemporal        
Folhas secas e pálidas de verso floral    
Chora em gotas de dilúvio o coração     
Afinados com novembro nessa estação   

Ouço uma sinfonia com som erudito      
Linda melodia de novembro bem dito!


Son Dos Poemas



Amor D' Feitiço

Por isso passei bem eu sei...
Um amor de feitiço que nunca esperei
Acender magia em meu olhar
O sorriso nos lábios ao seu encontrar


Pisar em plumas de fantasia desvairada
Beber-te os beijos com ar de magia encantada
Abraçar o céu nessa feitiçaria
Confeitar d’estrelas sua poesia...


Ao tocar-te a língua com sabor de sedução
Sentir teu gosto doce meu preferido sensação...
De tocar o céu com os pés sem sair do chão
Saborear teu feitiço doce e margear com a mão


Ser musa de seu poema inspirado
Cativa por um longo beijo enfeitiçado
Apaixonando os passarinhos fogem dos ninhos
Livres como João de barro em solo sozinhos


E a retórica grita com voz de vento
O alimento é amor de nós como fosse unguento
Suaviza e dá calmaria viciante...
Livra-nos d’uma agonia petulante


Amor de feitiço foi o que colhemos...
Sonho com sabor de maçã 
Aroma d’manhã que enfeitiçamos...


Son Dos Poemas



quarta-feira, 29 de outubro de 2014



Desejos Doces

Sonho... Tão doce e açucarado...
Beijos teus lábios de pão de mel doce melado
Doce deleite é você minha via láctea desejado
Vontade de comer... Como papo de anjo doce pecado

Meu chocolate branco e amanteigado
Guloseima de mel paraíso imaginado
Sonho que valsa em meu paladar predileto
Feito bombom de licor com sabor secreto

Um doce de leite que nunca faz enjoar
Une nossas calorias só para nos adoçar
Adocicar nossos beijos de brigadeiro
Derreter á primeira mordida até o derradeiro

Em cada fatia de sonho saboreio um beijo teu...
Tentação de chocolate você diamante meu
És floresta minha de fantasia que verseja
Calda mais doce do marrasquino minha cereja...

Meu manjar dos deuses em forma de quindim
Sabor supremo que surpreende do começo ao fim
Meu pudim de leite condensado sem confeito
Meu eterno bem casado de amor perfeito

Amor meu aos pedaços minha queijadinha...
Meu eterno pé de moleque minha cocadinha...
Será sempre meu camafeu com nozes e avelã
Minha essência de baunilha minha bala de hortelã

Meu fio de filosofia com folia vã...
Minha glucose favorita com aroma de hortelã
Maçã do amor vitrificada e transparente
Chocolate meio amargo que apimenta a língua da gente...

Son Dos Poemas



Ilusão De Óptica

Ilusão poética que me domina o visual...
Ser sonhadora acreditar em poema imortal
Eu quando poesia sou chuva que dança...
Quando chuva sou verso em consonância

Acredito que o acaso é traço d’outra existência
Em suma com a natureza sou plena consciência
Sou como as flores que exalam aroma com refulgência
Tenho um lume de poesia em minha essência

Sinto o perfume no lume das cores do mundo
Juro com o coração e a mão no ventre fecundo
Acendo as chamas com o fogo da minha doce ilusão
Imagino me perco na agonia num amor de imensidão...

Queimo de paixão insana na brasa desse desejo
Desejar quem sempre me ama e deseja meu beijo
Arde minha pele e boca sedenta até sente a tua
Com sabor de fruta madura descascada crua e nua...

Ao sabor de fantasia sob minha ótica poesia...
Ser exótica ao navegar nas rimas desse mar de fantasia
Margear teus sonhos teus devaneios em plumas
Vagar pelos ares do infinito como bolhas d’ espumas...

Ilusão de óptica a minha que olha o todo bonito...
Ouve seus sons em intenso silêncio q’ ecoa num grito
...Leia-me poema falante e cala tua poesia com beijos...
...Leia-me poema falante e mata d’uma vez meus desejos...

Son Dos Poemas

Preciso É Ser Amada

É tão preciso quanto as horas de verão 
Um tic tac com incessante precisão 
Sendo assim preciso mesmo é ser amada
Fazer d' minh'alma pura e encantada

Dessedentar a boca tua com toda avidez
Matar todos os teus desejos de uma só vez...
Dizer que você é meu tudo nunca me canso
Danço como as águas de um riacho manso...

Penso e logo componho uma melodia...
Letra em verso que ao vento lanço...poesia...
Escrevo mesmo no tempo sem tinta ou caneta
Minha virtude está em saber-se imperfeita

Perfeito mesmo é o som do vento que ouço...
A voz do poema distante que rima aquele moço...
É como uma locomotiva movida a suor e vapor
Um poeta mágico e fervoroso um sol esplendor

Diz-me coisas lindas que conto ao mundo meu amor...
Fala com mil metáforas e conta também meu beija flor...
Quando sussurra ou se cala exala fragrância em cores
Espalha pela pele folhas de beijos sem pudores

Escreve n' alma nossa história reinventa 
Com pão e paixão aflora a fome e a sede aumenta...
Alimenta meus desvarios poéticos e excita...
Há sempre uma luz de sol que deflora amanhã bonita...
Um presente em aparição... Acredita...

Son Dos Poemas

Canto Para A Chuva

Não apresse há prece que o céu faz á distância...
Com efeito, acontecer gotas de chuva em abundância... 
Deixa chorar a natureza onde há lágrima fluir
Cobrir com manto o horizonte como sempre sobrevir

Nuvens cinza quebram o silêncio ameaçador
Com pingos d’água prometem chover amor
O céu está extasiado abobado sem tom anuncia
Hoje é o dia de inspirar e recitar som em poesia...

Chover para molhar o cio dos meus lábios 
Escorrer poemas pelas cabeceiras dos rios e lagos
Regar esperança sobre as flores e os gineceus
Alagar cachoeiras e plantar sonhos nos olhos meus

Canto para a chuva vir molhar meu coração...
Inundar e trazer poema em lua cheia de inspiração
Trazer um banho de chuva para o meu bel prazer
Deitar sobre as montanhas, florestas e fecundar o nascer...

Canto para a chuva molhar e redimir os pecadores...
Alinhar amores ao universo libertar os sonhadores
Lavar ‘ almas deixar pairar em meio ás águas d’ chuva
Acalmar a ventania cobrir com poesia as parreiras d’uva

Canto para a chuva em cada folha do vento celeste
Faço prece poetizo nas quatro pontas do ventre terrestre
Canto para a chuva cair sempre em ritmo de poesia
Tocar notas cristalinas com elegância e maestria

Canto á chuva que dança com passo deixo ver....
Espero em esperança chover...

Son Dos Poemas

segunda-feira, 20 de outubro de 2014



Poema e Poesia

Quando poema e poesia se encontram...
Os versos se entrelaçam em trovas dançam
Numa ode erudita unem-se em amor e semelhança
Poesia escreve emoções e a sentença é esperança...

O verso é composto de pureza e magia...
E assim faz poema com gosto sentir sabor de poesia
Ter afinidade com tudo que o princípio anuncia
A melodia lírica é só som... Analogia...

Poema abraça poesia desnuda, não fala se cala e o ar verseja...
Eleva-se nas estrofes escandalizadas veste-se fala e beija
Cruzam as barreiras d’ almas imperceptíveis do ser verbejam
Ouvem sons aos ouvidos inaudíveis, despertos velejam...

É sobre humano o querer que une clara e gema...
Numa opereta perfeita poesia, alma que aceita poema...
Ouvem os cânticos dos anjos amam em harmonia
Decoram-se na ponta da língua recitam poesia...

Quando poema encontra a poesia cria epopeia...
Escreve amor nas estrelas compõe uma odisseia...
Poema e poesia se misturam nas rimas tântricas
Fazem-se poetas rabiscam nas nuvens românticas...

SOn Dos Poemas

Carta Para Poema 

A quem se intitular possa...
Ser o mais lindo poema endossa 
Adoça meus lábios delineados de batom
Impregna meu paladar com seu gosto bom

Seja poema meu desenho universal
Escreve em meus sonhos e vida real
Desperta minha mais linda fantasia
Sussurra em meu ouvido tua genealogia...

Faz de mim tua mulher tua poesia...
Saboreia em minha boca toda poção de magia
Poema amado meu escrito oriundo
D' amor e fantasia puro bonito e profundo

Tatua minha pele com tuas insignias e letras
Desliza em meus fios trança rimas perfeitas
Descreve nossa vida de aventura e aparição
Refaz todos os passos em literatura versão...

Meu poema amor em dedicatória...
Escrever pra você é reaver nossa história
Minha inspiração é o sempre que me faz pensar
Fulguras no brilho dos meus olhos a intenção d'amar...

Meu poema escrito nos sons do silêncio falantes...
Amado entre gracejos e risos hilariantes...
Delírio é fazer-me inspirar e fazer-te diamante
Unir poema e poesia inventar romance d'amante

Escrevo a ti meu poema amado e amante...
Assino aqui...em nome de poesia delirante....

Son Dos Poemas


O Corcel misterioso

Um ser alado, calado... Negro como a noite sem luar...
Acendia velas em candelabros, somente com o brilho do olhar...
Negras eram as pupilas brilhantes, semelhantes estrelas do mar.
A pelagem denotava linhagem em porte majestoso, 
O negrume da crina reluzia no escuro absoluto e espantoso,
O perfume q' emanava d' dama á noite, flor com olor portentoso
Cobria o dorso animal, um manto liso, maravilhoso...
Rompia os fios do silêncio enegrecido , um canto um gemido,
Som de mistério trazia eco d’outros tempos, ouvia-se o rugido...
Reluzia em lume de brilho como um diamante negro atemporal
Voava contra o tempo, com asas de vento, um pégaso irreal...
Melodioso o silêncio suspirava melodia, ouvia-se... My Immortal...
Havia um cavaleiro encantado encantador era peregrino um viajor...
Espalhava folhas amarelecidas pelo tempo amor...
Deixava rastro no vento e pegadas nas nuvens de poesia e fumaça
Desenhava, escrevia nas estrelas, com giz de cera, elegância e graça...
Conspirava encontro misterioso com sons de magia e fantasia...
Clandestino era seu destino que escrevia poesia...
Cavaleiro sem divisa cavalgava na brisa dos pastos verdejantes 
Trazia nas mãos um poema no bolso uma gema de diamante
Um corcel fantasma intrigante uma sombra sobrenatural
Espantava os pirilampos dos campos de neve branquejados
Cruzava os céus de sete amores suspirantes e arquejados
Lardeava aos quatro cantos amores ao vento desfraldados
Um cavaleiro e um cavalo, um rei sem seu vassalo,
Soberania sem o manto, mistério e encanto d’um cavalo
Diz a lenda... Que um cavalo negro mágico é incandescente...
Sem cavaleiro em sua montaria voava pelos ares da poesia livremente
Surgia como estrela cadente feito relâmpago de repente...
Transformava-se num feiticeiro, um cavaleiro fino e elegante
Suas longas madeixas embranquecidas pelo tempo esvoaçante
Assustador era seu relinchar sombrio...Luz e penumbra enfeitiçante 
Misterioso o seu olhar perdido e vazio nos ventos uivantes...
Causava espanto em meio ao nevoeiro que orvalhava intrigante 
Havia um olhar de donzela, uma rosa na janela e um diamante...
Essa é a lenda de um corcel misterioso enegrecido...
Um cavalo ou cavaleiro magia de um feiticeiro desconhecido...
SOn Dos Poemas

Meus Professores Poemas 

Aprendiz que me faz pupila de ti aluna...
Ter sustento em teus pilares completar a lacuna
Beber genuinamente tua fonte de saber brilhante
Faz-me pedra preciosa gema de diamante 

Será o poema do professor sujeito...
Ou o professor sujeito do poema?
Será ele quem é da poesia amor perfeito
Ou será amor perfeito da poesia dilema?

Professores são poemas falantes...
Versos professados consonantes
Com magnitude e harmonia 
Ensinam histórias, ciências ou geografia...

Matemática, literatura e poesia...
Mestres ilustres com inspiração e sabedoria
Tantas matérias unem em unidade ensinar 
Multiplicidade que torna seu plural singular

Em suma matérias compõem sapiência...
Chamo-os de poema por pura eloquência
Assim minha retórica faz-se canção e destoa
Com formatação meio lúdica vira gaivota e voa...

Revoa em minhas palavras em lumes de versos
Homenagem singela aos professores diversos
Confessos são meus brasões clarões emblema
Resumo suntuoso meu professor precioso poema....

SOn Dos Poemas


Eu Morena 

Pele que o sol tocou e adorou...
Dourou-me d'ouro brilhante 
Fez-me açucena em flor diamante
De cor cintilante me adornou...

Nua é minha pele em cor de avelã
Castanha aromada de rosas de hortelã
Transparência que me faz doce como a cerejeira
Ser lua e ser mel para ser amada a vida inteira

Minha pele morena faz-me matizada
Cem por cento eu enluarada
Sou como a sombra que a lua clareia
Uma morena felina na lua cheia

Sou mulher feminina e serenada
Alva é minha alma romântica apaixonada
Provocada danço até tango na varanda nua...
Mostro minha cor de jambo faço ciúmes pra lua...

Tão alva essa musa dos poetas declamada
Face a face me prateia dá a deixa aclarada 
Decanta-me com teu cheiro madrugador insinuante...
Oh, lua!... Que me enciuma com olhar de dia amante...

Rouba minha fala ao som do cravo e do piano 
Grita meu nome com sonoro som palaciano 
Clareia-me e cala perfuma-me de canela em cor
Faz-me serena pele flor plena lua morena amor...

SOn Dos Poemas

terça-feira, 14 de outubro de 2014


Mosaico De Ocasião

Neste caso faz sim o ladrão clandestino...
Rouba-me quase sem querer dizer...
Dispersa de mim a razão de ser
Sequestra meu coração esse paladino...

Deixa-me mais aluada precisamente
Faz-me súdita rainha em completude
Nessa ode imensa nossa odisseia ser plenitude 
Cativa é meu ser de você ternamente...

Inundada em águas de querer bem...
Prateada como a lua e pranteada também
Embalso meu mosaico com bálsamo de amor
Aromatizado de você perfumado encantador...

Apresto esses meus desejos emoldurados
Beijos de maçã com toques flambados
Digerindo meus sonhos agridoces e apimentados
Fecho meus olhos devoro meus pecados

Bebo louco amor na fonte, porém...
Mais e mais me sinto num labirinto refém
Navego em seus segredos meu medo do mar...
Afogo-me em minhas lágrimas sem medo de amar ...

Faço sentença de ti meu poema
Nesse imenso mosaico mote meu tema
Enquadro romance d'estrofes empoemados...
Meu mosaico de amor em versos apaixonados

Son Dos Poemas

domingo, 12 de outubro de 2014



Mero Sabor De vida

Contida num riso doce do olhar
É o sabor da vida do espetacular
Hoje não bate corda nem ciranda
Não há bonecas nem corda bamba
Não há mais circo nem som de bumbo
Não tem bailarina nem soldadinho de chumbo...
A ilusão é diferente difere da gente 
Interfere no mundo aptidões e tecnologia
Nada se cria tudo se copia
Tece-se sonhos modernos nova utopia
Rabisca na tela no teclar poesia
Som de magia de novos tempos
Novos brotos novos rebentos
Não se ouve mais o vento gemer 
Só o sibilar do silêncio do amanhecer
O grilo que falava não é mais falante
E aquela voz cantante agora é gritante
Sem brincadeiras sem bambolê
Tudo é formatado só clicar pra ler
Sobrou o bom e velho clichê
Ser feliz é tudo que importa...
Tanto pra mim como pra você...


SOn Dos Poemas


Criança Feliz

Em nuvens de algodão doce...
Nas lembranças que um sonho me trouxe
Uma infância que não tenho saudade
Não, não foi ruim... Era bem assim... Assim...


Divertia-me brincando em Quixeramobim
Era protegida por um Anjo menino 
Com pequenas asas e nome de Querubim
Eu sabia que índio criança era curumim...

Desconhecia o que seria um Arcanjo enfim...
Nem sabia que existia Serafim 
Era tudo simplicidade simples assim...
Gostava de comer papo de anjo e amendoim

Brincava de braços e olhos abertos 
Via um mundo lá fora me achava esperta
Corria queria ter meus pais perto e a porta aberta
Tudo eram doces biscoitos e sonhos secretos...

Abria os braços e podia voar então...
Pensava criança me via avião...
Respirava a natureza com alegria divina
Imitava os pássaros com fantasia menina...

Achava ter poder de voar e voava...
Acreditava e por acreditar logo amava
Sonhava com monstros e quimeras na janela 
Tinha medo do escuro que pairava nela...

Hoje posso jurar e não juro...
Sei que o breu pode apagar e acender o escuro
E o meu encanto prevalece em meu ventre
Voar é tudo que mais me apetece será sempre...

Morar em Quixeramobim e brincar?
Conheço não, só rima para acompanhar...
A liberdade é pura magia só para combinar
Sei que posso me vestir de asas e voar...
Ser poesia...

Son Dos Poemas

Pureza De Criança



Pureza De Criança

Toca meu coração solo como poesia...
É Como ouvir pássaros em sinfonia
Nos gestos de criança há mil serenatas 
Nos índios meninos que tocam suas flautas...

Em sintonia faz da natureza lindas sonatas
Caçam, nadam, brincam nas árvores das matas...
Vivem sem nada com melhor de tudo que há
O toldo seu mundo cabe num pequeno patuá....

Toda abóbada, o sol, encanto com o mar...
Meninos meninas se banham de luar...
Tudo é tão perfeito se relevo ou se chuva
Na folha da palmeira, na parreira no orvalho da uva...

Índio curumim ser de pureza e magia
Dança dança com próspero dá alegria... 
Canta encanta n' alma criança há folia...
Bebe a chuva que dá o céu reverencia...

Qual um perfume de flor faz enaltecer
Com mãos pequeninas pede para o céu chover...
Curumim sempre criança de ontem a diante
Faz-me voltar á infância lembrança das águas da fonte...

Criança ilha pequena ode grande fantasia
A mais linda das operetas som de melodia...
A perfeição mais perfeita que posso ver
Uma fonte de sabedoria, eterno é o aprender...

Son Dos Poemas

Toda Luz

Toda luz que emana do ser 
Vontade do querer bem querer
Todo amor e ternura que domina
Toda brandura d'alma que ilumina

O reluzir da paixão no peito
Sentir que encontrou seu par mais perfeito
Sorrir o espirito ao se amarem
Ouvir até as paredes sussurrarem

Identificar o código d' alma amada
Na presença das luzes em revoada
Acariciar o coração d'outro e suspirar
Sorrir como bobo só por beijar...

Toda luz que faz a gente saber...
Viver sem nunca mais conseguir esquecer
O sonho de uma noite de verão estrelada
A esperança tomando seu lugar já esperada

Lágrimas que se misturam aos acontecimentos
Entre tristeza felicidade e melancolia
Suspiros de saudade felicidade agonia...
Euforia de fazer poesia com sentimentos

Amar a cada minuto e momento...
Perceber que as nuvens deslizam em movimento
Assustam os moinhos que giram com medo do vento
Amar e amar está no DNA o conhecimento...

Son Dos Poemas

sexta-feira, 10 de outubro de 2014


Mais Um Sorvete?

Tempos de brincadeiras infantes
Uma vez foi e nunca mais dantes
O sorvete tomado no palito coladinho
O sorriso rasgado e os lábios geladinho


Mais um sorvete sempre poderá repetir
Ir e vir tomar bem gelado quantas vezes pedir
Sentir os dedos melados adocicados de sonhos
de todos os sabores cores e tamanhos

Já o tempo...Esse o vento eleva e levou
A infância com rapidez de um pássaro voou
Voltar já não se pode ser criança
Mas pode-se brincar e ter sim esperança

Fazer um brinde com suco de fruta no palito
Tomar um sorvete de poema escrito
Convidar os amigos á ler e partilhar 
Como fosse um sorvete cremoso degustar...

Morangos framboesa chocolate sensação
Tomar mais um sorvete fazer da vida nova canção
Mudança de rumo de sabor outros sorvetes chegando verão
Há verão então com uma andorinha abrindo nova estação

Haverá sempre sonhos de sorvetes para derreter
A vida quente ou gelada, bebida para nosso deleite
E bel prazer...

Son Dos Poemas

O Menino mágico

Vivia em cima de um pessegueiro
Brincava pelas árvores o dia inteiro
Só não se atrevia chupar limões 
Tinha medo dos espinhos dos espetões
Aprendia tudo o que podia na maior farra
Dançava corria e tocava guitarra...
Tocava gaita só de marra...
Porém, gostava mesmo de subir na mangueira
Do alto sentir perfume das flores da laranjeira
Galgava os galhos perto das nuvens mais altas
Sentava-se e pegava sua flauta
Tirava um som com notas bem altas
Respirava a vida em ser magia
Um dia tocaria saudade 
Em vossa majestade
Seria rei...




Son Dos Poemas

Vagalumes

Acordei hoje com a alma incandescida
Havia poesia por toda parte amanhecida
Até a fronha tinha um desenho de margarida

Para meu espanto estava eu enrolada á vida
Num manto de poesia de vaga-lumes 
O ar estava impregnado de luz e perfume


Causou-me espanto todo esse encanto...
Reluzia no ar uma nuvem de poesia
Um disse me disse de luzes que acendia

Num parolar florescente 
Asas farfalhavam incandescentes...
Era um lume de fantasia que se espalhava

Tocava com as mãos e tudo brilhava
Com avidez eu via a vida que acontecia...
Ouvia as cores do incandescer 
Dizia...Só por hoje e sempre poesia

Ao amanhecer... 
Quero amar você...

Son Dos Poemas

quinta-feira, 9 de outubro de 2014


O Viageiro

Era um cavaleiro bem atrevido...
Um menestrel Inteligente e divertido
Voava decidido em seu alazão, tocava violão
Nessa era era bem calmo em outras eras não...

Era um cavaleiro viageiro corajoso...
Um deus do sol mensageiro luminoso
Espalhava raios de ternura com seu figurino
Conquistava as donzelas com seu jeito menino...

Tocava também harpa bandolim e reco reco...
Tinha sorriso de querubim tirava som das estrelas fazia eco
Mostrava-se cavalheiro bem atraente também...
Um grã guerreiro cavaleiro valente sol d’amor refém...

Travava longas batalhas com dragões e serpentes
Viajava nas asas das fantasias mais eloquentes
Era solitário andante Dom Quixote encantador
Relvejante nas manhãs insólitas sonhador

O tal viajante era um cavaleiro errante viajor
Procurava sua amada em raios de luares louco amor
Percorria nas nuvens as veredas galopantes...
Apaixonado por poesia era poema sempre amantes

Viageiro era pertencente aos mares austrais 
Aspirante marinheiro num céu azul marinho envolto á cristais...
Era um cavaleiro de todos os tempos atemporais... 
Viajava no vento pelo amor de poesia a queria sempre mais...

Son Dos Poemas

Sonho Estrelado

Havia nas montanhas um sol de magia
Um menino poeta que escrevia poesia
Todos os versos que ele lia comia
Uma bela manhã ao romper do dia...

Percebeu que havia sonhado com a felicidade
Em seus olhos um brilho de saudade espelhava
Desejou de coração a mulher que tanto amava
E num manto de paixão e sonho a encontrava

Era um sonho estrelado onde tudo acontecia
Foi então que desenhou com suas mãos poesia...
Escreveu n’alma sua um verso que dizia... Minha...
Felicidade Lua amada que me perturba e desalinha...

Tudo era tão misterioso que o desejo fazia chover
E a Lua suspirava só pra clarear e fazer amanhecer
As estrelas no céu bailavam em movimento de alento
E o pensamento do poeta espalhava flocos de vento

Procurava estrelinhas nas linhas crepusculares
Assim se achava grafado nas entrelinhas unicelulares
Pairava num silêncio bom em plenos ares
Viajava num tango em sonhos pra Buenos Aires...

Seguia guiado pelo signo de Salomão em pentagrama
Trançando os fios do universo desfazia a trama
Amaria em todas as cinco pontas da estrela
Sua poesia sacerdotisa e poderia tocá-la e vê-la...

SOn Dos Poemas

quarta-feira, 8 de outubro de 2014


Lua De Sangue

A Terra abraça a lua se encontrando
Produz tons e nuances avermelhando
Sombreia a própria lua que fica encantada
E apaga as estrelas para ser beijada

Ruboriza vermelha incandescente
Num eclipse lunar com brilho de diamante
Onde a lua é abraçada sutilmente
Ocultando face amante deslumbrante

Acobertou a lua a Terra com seu manto avermelhado
Abraçaram-se com ar de candeeiro enfeitiçado 
Escureceu os canteiros para serem fecundados
Semeou pólen de poesia em grãos por todos os lados

E a terra hermafrodita amou a lua numa poesia
Nos lençóis da natureza pura e nua vestiu fantasia
Esqueceu o sol por uns segundos e se despiu
Deixou-se abraçar pela Terra que a possuiu...

Fascinante é o palco iluminado de lua tonalizada...
Onde a Terra toca e ama com sentido figurado
Num encontro da natureza aglutinante e fulgurado
Com a lua prateada cintilante e vermelhada...

Participando de uma orgia espetacular...
Lua e sol Terra e estrelas num eclipse lunar
A magia de um balé em fusão de ventre
Está entre as nuvens estelares é viver o sempre

Son Dos Poemas

Bem Assim



Bem assim...
 Para você e para mim...
Ando eu ou você tem que andar 
No mesmo rumo e direção sem fim...
Fortalecer seu coração se encontrar...

Abraçar as noites e o amanhecer
Revestir-se de flores por melhor ser
Sentir o perfume que tem a madrugada
Impregnar-se de orvalho beber a alvorada

Pode ser até por obrigação... Intuição...
Mas minha opinião é sempre educação
Respeito por cada ser vivente é evolução
Aceite e poderá ser semente de boa geração

Misturar-se-á ao pó da terra como bom grão
Adubará os campos e o universo compaixão
Será você a paixão de Deus florescerá do chão
Plantação perfeita em simbiose tonar-se-á pão...

Em um existir de reciprocidade
Todo ir e vir infinitamente são cordialidade
Ter de volta é dar para receber bondade
Perceber o sol e a lua e irá ás estrelas de verdade...

Você será música em puro ar de sintonia...
A vida alegre ou triste será som de melodia
Alimentará os pássaros em perfeita harmonia
Dará de comer em suas mãos servirá poesia

Será importante como um faraó... Magia...
Meu rei será sempre você meu sol de fantasia
Se repetindo e renascendo nessa dinastia 
Se agregando á mim como um ramo de poesia...

Son Dos Poemas

domingo, 5 de outubro de 2014


O Conto Sem Fim

Confidenciava um Anjo ao mago Merlim
Descrevia tudo tim tim por tim tim...
Gesticulava o silêncio com olhar de querubim
Falava pra lua do seu amor sem fim...

Era um imenso conto um sol de esplendor...
Mil e uma noites um conto infinito de amor
Apaixonados com inspiração extrema...
Havia um par perfeito bolsa livro e poema

Um livro sem páginas com cheiro de rosa açucena...
Desvendavam mistérios na flor da pela morena
Escrevia para mim um escriba romanceiro...
Narrava então os fatos com linda voz de feiticeiro

Puro encanto era o conto que contaria
O mago era um poeta menino que meu riso ria...
Ou seria menino poeta que a lua tanto amava....
Só sei que nada sei era assim que imaginava...

Lembro-me que era dia porque era de manhã....
Escrevia eu um romance com cheiro de romã
Ou seria gosto de maçã com goma de hortelã?
Bem que avalia assim inspiraria poesia de talismã...

Em cena estavam sempre poesia e poema
Um conto de amor Sherazade com sabor de cinema 
Unanimidade em ser magia intuía assim seu valor
Espelhava estrelas por todo canto de mim... Amor...

Era um sonho de encontro com toques de clarim...
Esculpidos nas nuvens de algodão doce
Mil e uma noites de amor sem fim...

Son Dos Poemas


Modelo D'Opinião

Um dicionário de democracia
Intenções de intento invento ou fantasia...
Modelo de opinião política 
Essa é a real questão analítica

Opiniões críticas que expressam pensares
O som do pensamento livre caminha pelos ares
Democrática é a mente que até mente p' gente
Faz-nos acreditar no melhor e sente...

Que tudo possa mudar... Pressente...
Com uma dança das cadeiras que se assenta
Quem não tiver papas n'língua pimenta experimenta
Discursa e intenta para ser primeiro regente...

O presente está em opinar quem vai ancorar no cais...
Todos têm uma opinião duas ou três vezes mais
Assim sempre foi nem sempre se fez o convite...
Mas domingo é dia esse é o mês dê palpite!

É como nuvem d'esperança...
Milhares de opiniões pra ver quem dança
Na ponta do pé na extremidade da lança...
Nossa ansiedade adulta e pensar de criança...

Que na lua acredita porque vê...
Na politica escolhe e avalia porque crê
Na biografia escancarada como um livro lê...
E até inspira poesia com um tema clichê...

Son Dos Poemas

sexta-feira, 3 de outubro de 2014



A Lenda Do Vento

Toda vez que ele soprava era um evento...
Despertava o outono que dormia sono lento
Toda vez que o gato miava respondia sonolento
O gato com sede mia eu diria cem por cento...

Era assim que acontecia esse acontecimento
O vento era um poema com saber sedento
Amor como lenda espalhava “ele” o vento ciumento
Apaixonou-se pelo moinho como forma de alento

Pelo caminho sua semente brotava rebento
Mas o vento se sentia sozinho gemia ao relento...
Intuía seu destino como um mago portento
Necessitava d’uma poção mágica pó d’unguento

Pode também perguntava... Ter pé de vento?
Porém tudo que precisava a brisa trazia nevoento
Gotas de magia que continha o tal pode unguento?
Contava aos carneirinhos todo seu sentimento...

Assim divulgava a lenda real era agonia...
Com parcimônia a insônia se perguntaria
Indagava se o vento... Cantarolava ou gemia?
Era de dor frio ou saudade que estremecia?

Tremia a voz dos ventos uivantes que respondia
Sussurros vêm dos morros dos diamantes que ao sol reluzia
Entenda e aprenda divulgue essa lenda de fantasia...
Ao sabor do vento e das fantasias tudo vira poesia..

Son Dos Poemas