quinta-feira, 13 de março de 2014



Divagando Sempre

Quanto tempo pode durar?
A chama infinita pode queimar...
Quantas serão as bocas á alimentar?
Quantos sempre poderão elas sentenciar?

Fulgurar no infinito entre risos de amor
Sempre ir onde tiver que ir ser lenha e lenhador
Acender a fogueira da sempre eterna paixão
Sempre queimar a língua ardente em combustão

Arder de amor infinitamente e diferente...
Perceber que sempre será desse carente
Receber deste o cortejo como um cavalheiro
Sentir acender ao beijo como luz de candeeiro

Ser vela flutuante para sempre marinheiro
Jurar para o sempre aceso como farol navegador
Aportar em águas mansas à cor dando em multicor...
Adormecendo e acordando sempre sempre sonhador

Sem querer explicar a trama que tricota...
Voar sem explicação como uma linda gaivota
Fazer uma resenha da forma mais explicita
Eternizar a palavra sempre em poesia infinita

Saber que o sempre para sempre será...
Sempre que os lábios pronunciar ou calar
Encontrará a carne e beijará o espírito
Silenciando a voz com grito de amor no infinito...

No limiar do sempre ser fortaleza
A palavra sempre nunca será certeza...  


Sonia Son Dos Poemas

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