quinta-feira, 24 de julho de 2014



Arrebataste-me Da Lua


O golpe mortal veio do cupido...
Espanto de maio foi ouvir teu gemido
Pó de ferir-me cultuando amor amigo
Choro diamante... Ficar sem poesia deve ser castigo!

Refugiava-me nas estrelas quando caí...
Em seu colo de sepulcro preconcebido
Cogitando assassinar um poema lindo
Lido horizontalmente... Cremando as cinzas me esvaí...

Fragmentos de versos alados ao lado de auroras...
Fizeram me lembrar... Poesia tem alma e ás vezes chora
Acolhidas suas lágrimas furta a cor de mausoléu
Imensos são os sentidos de tristeza á mar e céu

Constância adversa em sinonímia diversos...
Uma rixa diversificando a morte inexata
Poema de poesia nua verdade é abstrata
Um retrato da vida sem real sentidos...

Um poema anacoluto assusta-me e jaz
Ceifando os bons auspícios, austeros é morte!
Lápide de sua imagem, lençóis de destino só sorte...
Faz sustar minh‘ alma e roubar-me a paz...

Imutável minhas fantasias faz do amanhã abrigo 
Molham explicações listrando de chuva meu olhar
Sepultando meus sonhos antes mesmo de sonhar
Desperta minhas quimeras fazendo-me jazigo...

Melhor seria nunca deitar ou morrer...
Arrebatou-me da lua poetizou meu viver
Ofereceu-me poesia em dimensão, cosmos e amor...
Ofertou-me o sol com seu esplendor

Retratou-me rosa...
Matizou-me em prosa,
Tantos versos com cheiro e buquê...
Para quê?


Son Dos Poemas



Findo Conto

Declaro ser nada meu desapego...
Mais de mil tormentas meu desassossego
Sem sobras se quer para explicar o não...
Só existem sombras onde havia paixão

Nada mais haverá...
Não há rosas somente espinhos
Sem fala extinguem-se os carinhos
Sobre tudo é a roupa que o nada usará...


Sem o conto e sem a magia...
Somente laudas de poesia incolores
Cerceando o bom privilégio da companhia...
Sórdida fantasia que sopraram dissabores

Findo conto de amor que se fez acalentar...
Fim de todas as noites e manhãs de amor
Triste é a sina quando se apercebe desamor
Dez amores vezes dez vai fazer-se extirpar

Quando aconteceu de o amor se expulsar?
Sem brigas sem nada só o silêncio ouvirá
Tudo é tão pouco quando não desejamos mais
Infindos são os detalhes das pupilas iguais...

Sem o brilho da íris só o desbotamento
Insignificante amor que aprazeirou... Só momento...
Empedrou corações no sacro lar sepultou no peito
Tudo se perdeu no lacre d’ alma... Só sonho desfeito...

Quando o amor infinito deixou de ser bonito?
Quando o não gritou sim?...Sim é finito!
Diz pra mim...
Sem o marco inicial... Marco fim.

Son Dos Poemas














Abraços 


Abraços condição que nos acalma
Abraços são afagos carinho d'alma para alma
Abraços com meu braços os teus 
Com as pernas abraço os sonhos meus


Abraços é fiel expressão de colo e calor
Seja entre homem e mulher ou passarinho
Criança ou quem gostar de carinho
Abraçar é oferecer pétalas de amor em flor


Abraços para o amor de amizade 
Para saudar quem chega na estação saudade
Despedida para quem parte passagem de ida
Abraçar quando revê faz-se lágrimas sentida


Abraçar é uma magia celestial
Beijar a alma é abrigar no peito essencial
Abraçar é doce tem gosto bom
Dá-nos prazer como um sonho bombom...


Terno é abraçar com o coração
Ouvir tum tum no peito a mais bela canção
Abraçar é dançar com a esperança
Esperar o abraço é sentir e se criança


Abraços em confrarias...
Irmandade do abraço com som fraternal
Em comunhão com a beleza do ser interior
Com todo esplendor da chama e fervor


Abraçar o espírito é congregar amor!


Son Dos Poemas



Portal Inverso

Um cartão postal inverso...
Raio que atravessa meu portal
Corta-me ao meio afinal submerso
Vejo um filete arquitetônico... Tão real...

Paralelo com a realidade... Perfeito...
Alcança feito uma lança o coração acerta
Como uma lâmina fria atravessa o peito
Arranca-me gemidos faz minh ‘alma inquieta

Balança minha estrutura de fibra
Estardalhaça como cristais desequilibra
Faz meu corpo vibrar em desesperação
Navegar sobre lágrimas salmourar emoção

Aterrissar... Recolher âncoras alçar velas
Ofuscar a visão, amotinar... Ignorar as caravelas
Ver um submarino amarelo em seu mundo
Faz romper meu elo cair num sono profundo

Mudo absurdo o submarino amarelo...
Mil flashes fulminantes afundo de verdade
Felicidade que se espalha pela cidade
Thor que abraça, faz tour de graça, joga o martelo...

Entender o ato um silêncio imediato submerso
Aceitar o fato que alguns são mestres a bordo
Caminhar na proa á toa mergulho e acordo...
Me sentido côncavo de um com verso...


Bojudo com tudo agosto posto virtual
Oposto ao meu gosto exposto irreal
Suposto segredo meu sol convexo...
Som de universo sem nexo aqui anexo...

Meus versos incompreensíveis sintetizados...
Pesados, sonhados, abreviados...

Son Dos Poemas




Meio

Eis que de repente ouço um barulho
Ele se aproxima espanta o clima
Abraça-me com seus lábios de orvalho
Dá-me um beijo de cinema...

Um novo desfecho encena 
Faz cena ensaia segura e escreve
Atrevido promete ser breve talvez neve...
Alucina na noite serena chove e acena

Trintão menino ganha um dia brinde
Com vinho e lareira acende incide 
Assim acontecem trinta e uma preces
Sem pressa friamente amanheceres

Dias galantes matreiros excitantes...
Estreante nesse palco mensal
Ritual que cumpre contrato anual
Promessas insinuantes interessantes

Um moço atraente fino e elegante
Frívolo mais sincero metade amante
Itinerante seja um mês diamante
Climático e brilhante, suavemente quente...

Ele vem pomposo orgulhoso...
Todo particular pronto pra te encantar
Encontrar nas ondas do marulho amar
Eu juro... Julho meu amor jubiloso

Meu noivo de novo...
Aceito dançar!...
...Julho!


SOn Dos Poemas





Sonia Son Dos Poem

Duas bocas?...Dois Poemas= 4 Mãos


Sob Minha Lente

Sob a lente angular do meu olhar
Você!...Homem caça e predador
Felino que tem o porte sedutor...
Seu desejo frenético meu encantar

Sua trama entranhas tabuleiro rei em chama
Seus músculos atraentes enrijeceres
Saboreio teu beijo em delícias flores seres...
Toco teus cabelos macios com ar de dama

Sob minha lente você é grau espetacular
A máxima das poções de magia boa
Arrepios e excitação atiça meu cio de leoa
Artifícios de mago que enfeitiça o luar...

Dobro-me em tua reverência suntuosa
Serpenteio em tua língua de poética picante
Maliciosamente respiro em tua boca arfante 
Sem dizeres beijo tua boca majestosa...

Oferece-me o empíreo de percepção e sorte
Bebo tua poção entre desejos e garoa
Inspiração que desliza você rio eu canoa
Inspira-me estar em teu abraço forte...

Orgástico prazer reino de lírios em concepção...
Instantes de ternura fervura e alquimia
Desfrute em meu ventre jorrados de poesia
Um oásis criado na lente da imaginação

Nosso amor está em tudo sem estar
Na fonte das águas correntes ou no mar
Nada é quando nada levas em lavas vulcão
Erupção é fonte que conspira e jorra paixão...


Som Dos Poemas

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Helio Ramos de Oliveira


Ângulos de seu corpo que compõe sua volúpia
Lasciva mulher que conduz a sedução em seu olhar de caçadora
Mistura de Diana, Helena e Afrodite
Olhar felino que com suas garras rasga a pele
Serpenteia ao sentir com prazer a cura que aquece e refresca
Pantera mulher que busca o que quer
Seus cabelos soltos acariciado pelos sonhos
Tempestades de seu âmago tonifica o músculos
Corpo em carne faz a alma solta
Deslizes nos lábios o beijo na boca
Sortilégio da magia que encanta com sua poção
Ânsia e loucura tempera o instante
Desejos se correspondem com deslizes em toques
Arde as entranhas sensíveis pelo atrito da possessão
Movimentos deliciosos do encontro do paraíso
Verte do cálice a anunciação
Um mar alvo jorra em uma explosão vulcânica
Rompe o ar com o som dos gemidos e urros
Sussurros e desespero
Orgástico prazer do encontro
Fera que solta faz do amor sua liberdade
Soberana mulher que realiza os sonhos em seu reino
Liberdade é saborear o nada e conduzir - se ao tudo


Helio Ramos de Oliveira





Não Provoque

Não tente entender poderá se surpreender...
Meu universo é luz sobre o trigo celestial
Essa cor de rosa é simplesmente meu ser
Rosa choque minha cor natural

Faz parte da minha condição...
A cor que rosa versa é singular sedução...
Mulheres de Atenas antena de liberdade...
Garras que me apreendem á verdade!

Sou bela dona simples por acaso mortal...
Sou flor enfeitiçada cor de rosa acrídeo surreal
Há casos que borram aurora rosa de boreal...
Vestir de rosa um gafanhoto verde pode ser real...

Acasos faz aparecer no céu florão
Chamar de estrelas ponto de luz na escuridão 
Breu de trevas nos campos ou no gramado...
Sempre há um cheiro de perfume nu pecado

Gotas de equilíbrio que o rosa lança...
Orvalha num ramo de trigo esperança
Sensação de eterna idade criança...
Plenitude e bonança vida que vibra e dança

Suplico o pão sagrado de todo dia como e desejo
Luz de sabedoria... Poesia... Pra embriagar beijo!
Amor mais lindo vê rosa de aparição
Sonhos versados em dupla combinação

Pra provocar é cor de rosa choque canção
Assim canta Rita Lee eu escrevo versão...
Posso me abrir em rosa em qualquer estação
Num parolar incessante ser tua melhor sensação...

Sopra equiparar canta o grilo
Só pra equilibrar em absoluto sigilo...


Son Dos Poemas

segunda-feira, 21 de julho de 2014


Pensamentos são folhas

Pensamentos são folhas mortas...
São folhas caídas deitadas no chão
Pensamento é semente da mente dimanas
São palavras que o vento sopra ao coração...

Tolices que um dia alguém pensou em dizer
Sensações que a mente captou sem querer
Prelúdio para despertar a consciência do ser
Fazer a leitura do destino e perceber...

Pensamentos distantes semblantes q' análogas
Me encantando com os contos das fábulas
As metáforas das águas do rio o cio das palavras
Tantos parágrafos interrogações e parábolas...

São tantos motivos emotivos cativantes
Trazem-me vida aos dias sóis inspirantes
Tristezas, alegrias, euforias...
Bocas em silêncio gritantes falam-me poesias...

Depoimentos ciumentos, carinhos...
Vislumbram teu tempo teu mundo el ninhos 
Minha língua sedenta padece á míngua
Apreende aprende em ti contígua...

Pensamentos que pensam serem azes capazes...
De lerem nos olhos risonhos teus sonhos...
Supõem seus amores, suas dores vorazes
Seu mundo cursores sua iris as cores castanhos

Pensamentos cheiro e flores lhe querem ofertar...
Pensamentos sabidos meus sábios sentidos apensar 
Á pensar destemidos, sofridos, intelectos e senso reais
Doces poetas indiscretos secretos obversos sensoriais...

Quão gestos discretos mil reversos temporais
Fazem sombra á sombra interpretam sinais...
Poetas assombram sua sombra inversos naturais
Aflando a vida nos presságios espirituais...

Pensamentos são folhas já mortas...
Viram palavras beijam a boca de cortesia
Coisas loucas q'êxtase!...Absortas... 
Viram poesia... 


Son Dos Poemas


Acordei Poesia


Acordei num sonho de fantasia... 
Em reinado de pura magia
Em meio ás nuvens meu eu menina...
Senti sabores doces vi Cora Coralina


Em outras sendas desfilava a meiguice 
Com seus contos calorosos estava Clarice
Contagiei-me pelo seu jeito sedutor 
Era mesmo a Lispector com seu ar dominador...


Liberta de pudores num reino de nostalgia
Com olhar languido e tímido Meireles surgia...
A pintora Cecília professorava poesias líricas...
A Poetisa recitava escrevia as rimas ricas


Do outro lado da vereda imaginária...
Acesa brilhava luz, vinda de uma linda candelária 
Muitas flores belas entre elas Flor Bela Espanca
Menina poeta, esculpia lágrimas em pérolas de esperança.


Lindo sonho meu momento nirvana...
Abracei um lume de estrelas sem saber ...Era Quintana
Ouvi sua alma soluçar... Era a torneira á pingar...
Gotas de sabedoria impregnava o ar...


Eis que de repente despertei poesia...
Em meio à garoa fina que caia, Pessoa partia...
Eu lhe disse... Até um dia Fernando!
Até lá vou remando... Nesse imenso mar amando!


Son Dos Poemas