quinta-feira, 24 de julho de 2014



Findo Conto

Declaro ser nada meu desapego...
Mais de mil tormentas meu desassossego
Sem sobras se quer para explicar o não...
Só existem sombras onde havia paixão

Nada mais haverá...
Não há rosas somente espinhos
Sem fala extinguem-se os carinhos
Sobre tudo é a roupa que o nada usará...


Sem o conto e sem a magia...
Somente laudas de poesia incolores
Cerceando o bom privilégio da companhia...
Sórdida fantasia que sopraram dissabores

Findo conto de amor que se fez acalentar...
Fim de todas as noites e manhãs de amor
Triste é a sina quando se apercebe desamor
Dez amores vezes dez vai fazer-se extirpar

Quando aconteceu de o amor se expulsar?
Sem brigas sem nada só o silêncio ouvirá
Tudo é tão pouco quando não desejamos mais
Infindos são os detalhes das pupilas iguais...

Sem o brilho da íris só o desbotamento
Insignificante amor que aprazeirou... Só momento...
Empedrou corações no sacro lar sepultou no peito
Tudo se perdeu no lacre d’ alma... Só sonho desfeito...

Quando o amor infinito deixou de ser bonito?
Quando o não gritou sim?...Sim é finito!
Diz pra mim...
Sem o marco inicial... Marco fim.

Son Dos Poemas



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