terça-feira, 30 de setembro de 2014


D' Onde Vem?


D' Onde Vem?

Tudo que nosso universo tem?
Onde toca aquela melodia que nos cai tão bem?
Excita-nos e leva-nos ás estrelas também...
Para onde vão tantas certezas incertas que vêm...

Todo o bem que se quer...
Homem animais criança mulher
D'onde vem todo o bem?
Que se espalha pelo horizonte e além...

Veem em ondas gigantescas
Em nuvens de passarinhos pitorescas
Das cordilheiras quais descem as chuvas
Á gotejar sobre os parreirais e cachos d’ uvas...

D'onde vêm as gotas d' orvalho serenadas...
Lacrimadas nas folhas secas e cascatas espelhadas
Tanta beleza que nos abraçam a distância...
Manto de tantos mundos repleto de charme elegância 

D'onde vem tanto bem da humanidade?
Tanto querer sem forma sem vaidade...
D'onde vêm todas essas diversidades existentes...
Fauna e flora e as águas das fontes correntes?

D’onde vem o beija-flor e os hibiscos?
As papoulas trovões e coriscos...
De onde será que virá ou irá pelo ar tudo isso?
Para onde voam as gaivotas solitárias?...

Son Dos Poemas

Preciso-Te

Como a própria borboleta do ar pra voar...
Te preciso para poder me doar
Preciso-te como a terra precisa da chuva
Como a folha da parreira o vinho da uva...

Preciso dizer viver-te em meu ser lubricamente
Polir teus devaneios como meu diamante
Vadiar nas estrelas no brilho do seu semblante
Ir á Marte ou Júpiter com meu instinto de amante

Dobrar-me ao meio amar-te inteiramente
Navegar teu veeiro de poesia literalmente
Dar-te cortesia oferecida belamente descritiva
Tantas alusões e suposições cria a mente alusiva...

Preciso-te para poder saciar...
Toda essa saga romântica sobre ti derramar
Beber de você meu elixir de vida na fonte
Sanar minha sede de hoje ontem e dante...

Ter você num véu de cascatas cristalinas...
Como as águas d’ fronte diante nascentes de rimas
Fina essência sua q’ me alimenta sustenta e me alucina
Gêmea alma minha q’ assim cativa uni verso á sina...

Preciso-te como as estrelas do céu pra brilhar
Como a noite precisa da lua com seu manto lunar
Preciso da boca tua para não mais precisar
Desatar essa sangria desfazer o nó ao te beijar...

Preciso-te amor eternamente junto de mim...
Porque nessa e noutra vida suspirada
Acharei uma maneira de dizer-te enfim...
Amar-te-ei sempre e serei de ti sempre a amada...

Son Dos Poemas

Aroma D' Vida

Perfumes que impregnam as narinas
Espalham cheiro de vida pelas surdinas
Descortinam os amores possíveis
Aglutinam outros perceptíveis...

Entra-o bem cedo pela luz da janela...
Espanta meu medo de viver nela
Tantos são os aromas e sabores
Amoras...Incógnitas d' amores...

Fragrâncias das flores e dos pecados
Cheiros de vida são dos Anjos recados
Olores de sonhos compassos esvoaçados
São como pingentes em nós pendurados...

Minha visão é meu som do coração...
Um som de verdade ao sol da razão
Um condão do mundo pura inspiração
D'onde nada virá tudo em linda canção

Uma alusão em pecado e perdão
Assim eu digo toda nudez será castiga não
Castigo é querer matar o amor que se sente...
O amor por si só ama e castiga a mente

Eloquente mente que nos conta verdade...
Quando os astros se alinham em cena saudade
Despencam lembranças como meteoros brilhantes
Iluminam o céu do meu dia com raios d'diamantes...

Son Dos Poemas


Dueto Comigo Felice

Se terminou de ler um livro,
Comece ler outro...
Se terminou uma historia de amor, 
Comece outra...

A deixa é não parar para não esfriar a comida,
Que seja ingerida descascada crua ou cozida...
De repente, ouve-se a sineta tocar e é hora da partida
E q’ levaremos senão o quê debela à vida?

A vida é pé de renovação uma planta do bem...
Dê sempre sementes novas á luz da imaginação
Se renovar... Haverá flores á cada estação;
Sempre mudado o tom e o som também...

Seja como o dia, terminado outro começa e vem...
E assim com o inevitável acontecer a morte
Poderá dizer eu vivi tive essa boa sorte
Até a minha volta...

Dalcio De Felice/Son Dos Poemas


Bem Vindos Sejam

Arte é sinônima indivisivelmente
Mas indivisível é a arte singularmente
Um plural de virtudes em criação visível
Uma arte singular em inspiração invisível...

Um jeito todo peculiar é a tela de si pintar
Falar ao inexplicável tudo que não se pode explicar
O que impressiona é arte em silêncio expressar
Falar, calar, gesticular, tudo ter forma e se formatar...

Fazer arte é atear fogo na mente e incandescer
Exprimir o que se sente com arte é prazer tecer
Ver como inexprimível é amor ao se conhecer
Contar ás estrelas solos segredos faz encanecer

Agrisalhar os fios e a pele aos dentes ranger
Incorporar ao espírito o que um dia tanger 
Fazer pulsar infinitamente a razão do coração
Bater aceleradamente com o calor da emoção...

Novas faces velhas histórias memórias reminiscentes
Somente o vento tem as respostas em leva d’ dantes 
Observada pela alma tal qual ponderava Platão 
As recordações mais importantes são como canção

Nunca se esquece d’ alma q’ aquece insistentemente
Indelével é o ser que nos apalpa clandestinamente... 
Lembranças em nuances traduzem o intraduzível 
Abraça o que sente sem compreender o inatingível...

Pedir para a lua traduzir o que ao mar quer dizer
Com lente de aumento todo sentimento ler...
Em cada entrelinha atinge o limiar d’nossas linhas
Entrelaçar nossos horizontes ao alvorecer...
Amar ver luzes e estrelinhas...

Son Dos Poemas



Hoje Apela Amanhã 

Vivi hoje apelarei amanhã...
Pela manhã vaguei com meu sorriso sozinha
Bebendo o mel da vida como fosse abelha rainha
Em recordações na boca senti teu gosto de maçã

Logo cedo passeei no meu mundinho...
Entre roseiras e folhas vi ramos com passarinho
Ao olhar para as laranjeiras lembrei-me de você...
Ouvi o cantar das coleiras e me pareceu tão clichê

Contemplei as macieiras suspirando
Vi o amanhã de ontem e fiquei pensando...
Porque logo hoje vi teu ser nos meus olhos
Não estava no fundo era como areia abrolhos...


Águas que afloram ás margens vindas do fundo
Da superfície d' tua imagem que dá meu mundo
Sem cair levanta meus desejos mais insólitos 
Como uma estrela cadente ou meteorólitos


Um meteorito solto que oscila no espaço 
Sou assim vontade louca de me prender em seu abraço
Faço então declinar minha realidade ao amanhecer
Dar vazão aos meus sonhos por tanto querer...


Ainda viver e apelar sempre ao sol de amanhã
Deixar que tu fosses meu sonho bala doce de hortelã...
Abrigar nas coisas loucas minha vã filosofia pôr...
Meu mel na sua boca com um beijo de amor...


Hoje pela manhã vaguei em meu pensamento
Vi você em mim, mas quem me beijou foi o vento...
Son Dos Poemas

Folclore Brasileiro *







Folclore Brasileiro *

Impossível falar do folclore brasileiro
E não se lembrar de Monteiro...
Era ele quem contava as lendas dos habitantes do mato
Sim, falo dele mesmo Monteiro Lobato...
Homem sensato engraçado e sempre cordato 
Narrador escritor das fábulas mais lindas é fato!
Falo dele o grande escritor infantil?
Ora, ora, onde isso já se viu?
Monteiro escrevia para as crianças e adultos 
Do munto inteiro e do Brasil 
Eu mesma fui sua leitora voraz
Desde a pequena infância até adolescência que jaz 
Passando para a idade madura então já não tinha mais cura
Era viciada nas estórias de fatos e boatos do Lobato.
Como falar de folclore e não falar do Monteiro?
Aquele cruzeiro no céu deve abrigá-lo em seu brilho 
Num alto retrato...Sim, ele mesmo Monteiro Lobato!


Son Dos Poemas...


Ramalhete D’Pensamento

Colhido pessoalmente na boca do vento
Um ramalhete de intenso pensamento 
Em ramos de flamboiã sob minha ótica
Minha árvore frondosa e simbiótica...

Metáforas em parábolas destemidas
Arremessadas no tempo com analogia
Desenhando palavras em alfa e bélicas 
Numa guerra de fantasia amor e poesia

Um ramalhete de gesto teu em amor...
Meu amado camaleão mágico e sedutor
Faz cintilar minha cor e avivar-me a vida
Margear em sua tela me fazer inserida

Molda todo o meu ser em sua carência
Carência minha que reclama sua ausência
Tua também cuja minha é penitência
Sinto a falta tua e amarga minha existência

Toquei-te a alma nua n’lua de nossa consciência...
O arrepiar dos pelos pelos apelos que há em nós
O auge da magia acontece quando nos ofertamos sós 
Respiramos toda poesia que havia em nossa essência...

Te vivi tive e te vi como uma miragem boa...
Deixei minhas asas em você abertas
E agora meu pensamento á toa voa
Busca-te nas estrelas foge de mim desertas...

Son Do Poemas




Meu Som Primaveril

Invadiu minha janela um sol de arauto
Uma voz de incauto das trombetas-cheirosas
Impactou meu jardim encantando as rosas
Anunciou primavera com prosa de vento

Trouxe seu tempo espalhou sobre as flores
Um árduo sentimento rubro de coloração 
Uma temporada nova dessa velha estação
Meu mensageiro das flores matizado de cores...

Grito silencioso segredos contados á luz e capela
A culpa é da primavera com ar de sedução mais bela
Enrama ramos das oliveiras como Adão em sua costela
Com insinuação cultiva um luzeiro em chama de vela...

Desabrolha no peito a mais linda constelação
Faz chover flores do céu consuma desesperação
Despe tua lua amada veste d’ estrela teu coração
Estreita nossos laços amarra a mais forte paixão...

Queima minh’ alma derrete-me calmamente
Com ar de amor adocicado arde amor ternamente
Primaveril é nossa ligação simbiótica aparente
Rima com todas as flores em ordem poética existente

Flor q’ pé de beijo é poetisa e deseja
Pede beijo em estação das flores q’ tu verseja
Amor d’ estações d’outono é primavera que veleja
Colore com teu carinho a boca que te cala e beija...

SOn Dos Poemas




Cheiro D' Primavera

Ouço o cheiro primavera ar...
Sinto seu calor a flor da pele ruborizar 
Escuto sonoros cânticos dos penhascos e grotões
O parolar dos passarinhos farfalhando os corações...
O eco atravessa rouco rompe os portões e faz som de S
A natureza grita para o inverno louco ou dá ou desce...
Passagem para a primavera chegar e se assentar
Acender as flores estrelas e a luz aflorar
Assim ouço os passos da primavera se aproximar...
Silenciosamente com asas de natureza á revoar 
Lentamente vai colorindo a visão com múltiplas cores
Despertando quem dormia com aroma e sabores...
Espalha seu perfume de mulher nas narinas do inverno
Se despedindo com um beijo longo ao vento leve e terno...
Vejo seu desdobramento sobre os campos florir
Os girassóis com seus dentes amarelos querendo sorrir
E os miosótis azuis em tom celeste á eclodir
Acariciando o céu namorando a vida real
Mostrando a faceta fazendo careta á luz boreal
Destacando o cravo nos jardins ao sol da margarida
Com todas as flores dando boas vindas á prima querida 
Desabrochando a estação mais linda e perfeita
Florescendo os corações margeando o peito
Aquecendo o oposto esquerdo e direito
Desse jeito... Espero, outrossim,
O dia amanhecer no horizonte sem fim
Colher botões em flores de amor perfeito assim, assim...
Ao modo e jeito floral da primavera de mim
Fazer de abrigo seu peito...Aquecida...
Setembrina menina linda em flor renascida
Bem vinda prima querida...
Valeu a espera pode entrar primavera...

Son Dos Poemas



Tempestade D’Amor

O dia que a poetisa...
Recebeu sopro de amor em forma de brisa
Carinho dos quatro cantos do planeta
Tempestade ar de amor d’forma perfeita

A magia das palavras do bem emanadas
Imenso sol de energias boas concentradas
Afagando minh’ alma com preciosidade
Fazendo-me feliz realmente de verdade!

Uma tempestade de amor me choveu
Gotas d’carinho e amizade meu coração leu
Fez-me sentir dentro do coração seu amor
Um véu descortinado á meu louvor 

Os sons mais lindos entoados para mim
Brinde dos Anjos que me fizeram tim tim!
Asas d’amigos abraços além dos meus horizontes
Rompendo a fronteira das mentes aos montes...

Almas estreladas lampejos de toda idade...
Voando até mim trazendo lume de felicidade
Anjos vestidos de amigos me abraçaram
Imenso cordão composto mil faces desfilaram...

Criaturas do bem que me quer também...
Beijos de bênçãos... Amém!

Son Dos Poemas


Meu Avesso D’ Mim 

Meu lado direito é composto
Você alfa de mim poema homérico
Somado ao seu algarismo numérico
Compondo assim nós dois setembro a gosto

Ao nosso gosto de amor puro primaveril
Fazendo fusão num mar de sonho juvenil
Reverenciando sempre outono que nos uniu
Desabrochando amor perfeito igual flor se abriu 

Abril ou maio junho e todos os meses
Renovando nossos votos outras mil vezes...
Nossos signos gráficos traçado no infinito
Nosso encontro tramado amor mais bonito

Duo jeito de amar uno e seletivo
Oxigênio d' meu pulmão meu ar tão vivo
Amor da vida minha direito místico
Águas d' minhas lágrimas em oceano pacífico

Paixão vinda das estrelas complacentes
Amor d' minha alma heranças jacentes
Meu grande amor de sempre á mim inerente...
Safira do meu caminho pedra transparente...

Você senhor do meu destino enfeitiçado
Sem poderio nenhum bem entrelaçado
Meu príncipe nascente das águas claras
Meu diamante perdido entre as joias mais raras...

Meu caríssimo sonho arrebatador
Sempre amado meu elo verdadeiro amor...

Son Dos Poemas

Se Reticências...

Se reticências houver...
Qual será o couvert?
Se eu dispensar o talher...
Devorar-te sem garfo e faca do jeito que me couber
E se comer-te amor aos pedaços usando colher
Ainda serei tua musa e deliciosa mulher?
Será meu amor perfeito o prato d' entrada
Ou será amor e paixão a mais gostosa salada?
E se eu ousar pensar que tudo posso...
Que tudo do nada é tudo nosso
Comer a sobremesa antes do prato principal 
Posso me apossar de você etcetera e tal...
Servir meu doce pra você e provar o teu sal
E se eu ousar experimentar nosso tempero?
Beber teu delicioso licor e tua água de cheiro
E se me apaixonar por seu sabor de aventura?
E se te tomar creme com café Chantilly e gostar da mistura
E se eu ousar te buscar como Riobaldo por Diadorim?
Não caberia amor no universo dentro do mundo sem fim...
Os sertões não seria essa grande vereda de mim
E se eu ousar para você mel doar 
Quebrar o imenso jejum...
Fazer de um prato único dois em um...
Adocicar-te por inteiro até enjoar...
Voar feito abelha colher todo o néctar do ar 
Possuir você na terra e presentear com luar 
Entregar-me de corpo alma e coração amar...
E se eu te quiser viver...
E se você me quiser também querer...

Son Dos Poemas


Amor De Poesia

Dia após dia em que o sol nasce poesia...
No ventre faz sôfrego ao por do sol mear o dia
Noite após noite traz alvorecer triste e solitário
Debruçar o colo num cordão de lágrima em escapulário

Amor de poesia é morrer logo cedo e ouvir um poema gorjear
Acordar com versos cálidos ouvindo pássaros farfalhar
Permanecer prostrado nos limiares das soleiras 
Se abraçar cruzado sentir-se inspirado ao tocar as roseiras

Atravessar pontes percorrer os caminhos
Romper as fronteiras gigantes libertar os passarinhos
Abrir a gaiola d’alma e com toda calma deixar voar
Amor de poesia é ter sempre um poema ímpar pra ser o par

Encontrar pra se perder amando no limiar dos versos
Ficar inteiro dividido entre a razão e os complexos
Ter a língua travada nos dentes apaixonar-se perdidamente
Se achar diversas vezes na poesia bebida quente

Amar em poesia é aquecer amor e comer literatura
Ficar em chamas vermelhas como cerejas flambadas
Degustar como sobremesa a lua em brandura 
Dispor o sabor ocre das estrelas doces e salgadas...

Posicionar os planetas alinhando a sintonia
Recolher os cometas em grande festa á boêmia
Á fantasia sonhar pra fazer alvorecer...
Uma lua cor de rosa leva só cem anos pra acontecer...

Son Dos Poemas


Amor Precioso

Para me equilibrar te preciso
Ver-te tocar-me com amor precioso
Falar a língua dos Anjos gloriosos
Para quando calar falar á sós com os arcanjos 

Tocar novamente uma sinfonia no coração
Oferecer para Deus um buque de poesia em canção
Para que me perdoe e me conceda o poema
Num contrato assinado pela vontade suprema

Pedir pra que tenha seu amor nesse plano
Fazer-te feliz em todos os meses do ano
Para ouvir-te dizer te amo te amo
Sussurrar as palavras e aquele nome que chamo...

Beijar tua boca e louca fazer amor de virada
Acariciar teus cabelos ser tua insônia pela madrugada
Preciso tanto daquele teu beijo no ventre
Esvanecer em teus braços e ter seu carinho para sempre...

Preciso desse amor precioso pra dançar...
Com alegria ver toda a leveza que sente em me amar
Ao cobrir-me com o manto de seus beijos de absinto
É minha precisão pra ter felicidade é verdade não minto

Amor te preciso... Em prece pedi p' Divino
Que trace novamente todo o nosso destino
Reescreva novamente poema e poesia no infinito
Conceda essa dádiva para esse amor mais bonito...

Son Dos Poemas


Mais Um Dia Sol 

Mais um dia...
Um sol de poesia
Aos poucos um dia de cada vez
Ontem hoje e amanhã talvez

Mas sempre mais e mais uma vez
A doce magia que o Eterno faz e fez
O sol vem nos beijar e aquecer
Pode ser que orvalhe pode até chover...

Sim...O amor pode acontecer...
Encontrar-se em magia amar o ser
Ter prenda apreciada e amada compreendida
E a infinita bondade etérea será sim concedida...

A sinceridade faz a verdade crer
Em tudo que envolve magia depois de chover
A vontade vem do céu em tocar o mar...
O amor vem junto também depois de amar

Mesmo que você olhe o sol e não possa ver
Sabemos com certeza ele não deixou de nascer
Está nas alturas sem brilho por ora
Mas quando chega sua hora...

Ele brilha o dia e rompe a aurora
Espanta a noite faz ela ir embora
Mas tudo com paz e harmonia
Afinal..Noite ou dia suspira poesia.

Son Dos Poemas

Moro Em Ti Poema

Morro cada vez que te declamo
Pra reviver em teus braços e escrever-te amo!
Meu poema rabiscado clandestinamente
Escrito nas nuvens em teu céu de furta cores Instintivamente...
Encontrado como tesouro sob o sol do poente
Faz-me morrer e viver de amor cada vez que te releio
Nada é onde nado navegando em teu amar alheio...
Arejo meus desejos revivo teus beijos tatuados em minha boca
Ouço teu amor que me enlouquece e imagino sua voz rouca...
Como uma andorinha abraço-te com minhas asas rosa
Perfumo-te com minhas pétalas rubras amorosa 
Á cada dia te amando mais e mais perdidamente
Sempre esperando pelos beijos teus
Sonhando em acordar em você os sonhos meus
Meu amado que me faz alienada do mundo
Despertar num chão de estrelas num sono profundo
Amado cavaleiro de minh’ alma branda
Presente para minha majestade guirlanda
Meu diadema de pedras preciosas que me cinge
Meu doce pecado devorador minha esfinge...
Faz me acreditar naquela Pessoa que disse... 
Que “O poeta finge”...
Finge não sentir o que sente para amenizar se engana
E noutra versão que falou Quintana...
”Bom mesmo é morrer de amor e continuar vivendo”
Morro em ti poema para sempre viver em teu amor...

Son Dos Poemas 

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domingo, 21 de setembro de 2014




Sem Rumo

Perturba-me saber-te amar e ser assim
Loucamente com sede na fonte sem nunca ter fim
Martírio ou suplicio?...Eufonia...
Conspirar das estrelas nossa poesia!

Agonia é saber que se deseja tanto
Roubar-te o beijo e lançar-te o encanto
Aquecer-me em seu manto de amor tântrico
Resvalar-me em você e beber-te romântico

Esquecer em seu peito meu coração
Ver-te em todas as estrelas da constelação
Ir á marte despudoradamente no céu ir e vir...
Ouvir seu cântico de amor e ver o silêncio sorrir...

Ficar perdida em sua estação sem rumo
Sem saber a onde ir perder a direção e prumo
Sentir lentamente o amor tomar conta d’meu ser
Envolver-me em fibras de linho eterno bem querer...

Beber todo o ar do planeta ao estar contigo
Deixar nascer todas as orquídeas do mundo consigo...
Beijar-te a face incendiar-te a boca com a língua em fogo
Abraçar tuas garras soltar as amarras e virar este jogo...

Passear com você na lua cheia de encantamento
Colher poesia na boca tua e nua me mostrar para o vento...
Ouvir teus urros e gemidos como um lobo 
Escrever um epílogo com teu sorriso mais bobo 

Correr pro teus braços com beijo quente de vapor
Abrigar minha loucura na tua insanidade... Amor...

SOn Dos Poemas






Ah Tenta Ação

Sempre atenta á toda ação
Há no ar um buquê de primavera 
Um cheiro de perfeição...
Flores e aroma de d'nova aurora

Uma longa espera ao som da imaginação
Tão longa era a era da tentação...
Um jardim de Eva e uma costela de Adão
Nus lençóis d’ noite faz a lua vestir a escuridão...

Espalhar suave fragrância com gosto de fantasia
Manter um elo com romance apaixonado
Aromatizante é o perfume que exala poesia
Um fast -food que vicia em fatia de sedução e pecado

Onde há fumaça dizem há incêndio ou amor
Que poderia dizer desse seu ar sedutor?
Há tanta ação em expansão nesse olhar pecador... 
Bem poderia ser eu sua maçã tentadora supor...

Com exatidão ser inexato ao mar e a luz
Ter plenidão ser paixão e não serpente q’ te seduz...
Nossa bem aventurança um sol de esperança é cura
Uma dança de folia poção de magia tão doce loucura...

Ah, tentação... Que ostenta e atenta...
Com boca seca com desejo drena sedenta 
Com alma apega e com o beijo enxuga e abusa
Com a lábia lambuza ousa e usa e usa...

Son Dos Poemas



Teu Beijo Longo

Sem tua boca a minha fica oca de desejo
A língua afoita fica louca assediar beijos
Em nu versejo um imenso cordel de intenções
Qual fantasma fantasia poesia e pari sensações...
Fantástico colar de versos e tece pérolas de alusões

Ilusão e aventura alinham e gravam 
Crava no peito inspiração de papel
Desafiante é o destino que faz de repente um cordel
Esticando cordão com paixão umbilical
Sorrindo apertando os olhos em laço real

Numa dança de folia valsando em leitura
Pra beijar tua boca com avidez e loucura 
Beber teus lábios melado de mel d’ candura
Num gole só engolir toda sua literatura
Dobrar minha língua neste céu embocadura

Aproveitar com prazer por merecer e saber
Que amor é diferente de paixão o tempo não cura
Não há hora ou lugar pra tocar o coração em livramento
Filtrar do sangue as impurezas e amar sem censura
Perder a razão dar vazão a emoção e abraçar o vento

Criativo é sentir paixão sofrer como um cão sem ter
Livre voar em pensamento e caçar como um gato o ser
Abrir as cortinas do palco da vida ver fotos e fatos
Sentir impacto exato é o amor que de fato faz o ato
Vivenciar e amar num primeiro contato de imediato

Tantos são os aparatos que se faz presente
Ao acender como fogo a lamparina clara é vidente
O pavio tão curto é o estopim que incendeia a mente
E a fumaça entorpecente forma nuance é serpente
Embriaga e enfeitiça os amantes Literalmente

Eternamente jura secreta de amor se faz 
E quem carrega se verga nesse vento de leva e traz
Sabe que côncavo e convexo é um encaixe eficaz
Deita-se sobre diamantes e a íris brilhantes seduz
Abre-se um manto de poesia de sedução e luz

Son Dos Poemas




Mundo Da Lua 

Uma vez um dia...
Na alvorada chovia poesia
Passos risos e suspiros inerentes
Um livro de poema... Presentes...

O céu outonando simplesmente
Orvalho autografando a novela escrevente
Ator e atriz protagonizando sol e açucena 
Antagonista o tempo corta a cena que pena

Toda nudez seria sim em poema cativada
A personagem ficaria eternamente apaixonada
E a poesia mencionada seduzida sedaria 
Dia sim dia assim amor maior aumentaria...

Estação alianças flores e desesperanças...
Amor lua crescente novas esperanças
E a cada fase cheia o vazio a decepcionava
Entendimento do ser imperfeito marejava...

Em quarto minguante a lua pranteava
Colhia o que havia plantado em clima ativa
Em cada nova fase novamente enluarava
Nua rosa vermelha em redoma de vidro sonhava...

Um dia estaria em você ensandecida de amor
Como um eclipse lunar do sol abraçando a lua
Despirei minha fantasia em sua boca flor de pele nua...
Vestindo sua alma de diamantes brilho e cor

Son Dos Poemas


Sonhos Poéticos

Queria ser tua menina meu poeta trovador...
Encontrar você na lua e morrer em ter-te amor
Encantar-te-ia com versos mágicos te seduziria
Com meus lábios sedentos os teus margearia...

Queria ser tua menina meu poeta encantador...
Como a chuva inspiraria teu coração escritor
Com a língua molhada provaria teu sabor
Em tuas asas me aqueceria do frio em teu calor

Queria ser tua menina meu doce menestrel
Adoçar o sal da tua vida dar-te um pouco de mel 
Ser tua musa e canção tocada como bandolim
Ninar você em meu colo bem perto de mim

Queria ser tua menina meu poeta estopim
Acender os teus desejos em meus beijos festim
Adormecer tua boca e despertar com versejos enfim...
A sós acendermos felicidade do começo sem fim...

Queria ser tua menina meu poeta Romeu
Queria sim ser sua Julieta e para sempre amor teu
Ser tua pequena seu ramalhete de violetas
Ser seu copo de leite seu lume de borboletas

Queria ser tua menina poeta poesia da tua vida
Queria ser seu jardim de céu num campo de margarida...

Son Dos Poemas


Selfie Velório

Não cabe num poema...
Parece comédia sem a pipoca no cinema
Um selfie assustador valha-me “nosso senhor”!
E o morto ali deitado intacto com esse horror

Um selfie desrespeitoso perto demais era o close
Com um celular ela sorria com bico fazia pose
Posando como fosse festa mostrando os dentes
Sem se importar com parentes do morto presentes

Era o que se sabia ser, observava uma câmera fria...
Uma máquina de fazer imagem pedia x sorria...
Em meios á mil flash de fotografia levante sem hora 
Selfie de velório sem respeito sim senhora!

E a imagem do velório tinha outra imaginação
Uma figura fria que postaria a exposição
E o cortejo exposto do morto eram fotos postais...
Sem choradeiras eram samambaias em fatos reais

Cachoeira era rio d’ espelho d’águas lacrimais
O cortejo prosseguia entre fatos e fotos abissais 
Mas o infortúnio era mesmo o selfie clicado
E o mundo ignorava o ser que fotografava...
Lado á lado...

Son Dos Poemas


Poesia Adormecida

Sou poesia amor que é vibração...
Ardor de a dor guardar para si só sensação
Adormecer em fronhas com cheiros de lírios
Sentir amor e ouvir o cantar dos grilos

O sibilar do vento em som agudo
O criar de tudo em criado mudo
O som dos passarinhos calados
A prece dos amantes enluarados

Isso me faz poesia ser adormecida
Despertar em lentidão das profundezas 
Abraçar o mundo e suas incertezas
Saborear a vida um pouco mais atrevida

Equiparando o sempre que é ar de amor
Arde amor em minhas entranhas vias
Margeia com fusão rende-me ' alma ás poesias
Paralelamente faz-me corresponder e compor

Estranha confusão forja-me 'alma são complôs
Uma conspiração das chapadas místicas e platôs
Em absoluta resolução traçada em comum
Laudas rabiscadas famintas de amor e profundo jejum...

Ver uma poesia estendida em versos cálidos 
Em meio ao vapor dos hálitos sedentos
Composto uniformemente por matérias oníricas
Escrevendo na folha verdes brancas e líricas

Uma poesia transparente que súplica
Que o amor seja como sempre antes...
Tão vital como águas para elefantes...

Som Dos Poemas
(Imagem escultura (Yves Pires)


Folclore

Conta-se a lenda 
Que havia uma sereia...entenda...
É apenas um conto de folclore
Desses que espanta e a vida colore...

Deixa a face alegre e mais divertida
Conta as histórias mais assombrosas 
Aquelas bem ao pé do ouvido...gostosas...
Sussurros e arrepios que espantam as rosas

Um tratado de lendas e peculiaridades
Costumes que habitam os vales e lugares 
Das matas dos sacis e curupiras
Habitantes das florestas encantadas

Num universo de mistérios dos lugarejos
Dos contos de cordéis em bocas de beijos
Lendas de cordões que esticam os versejos
Em fronhas de algodão bordadas de desejos...

Lua cheia de lumes de vaga-lumes...
Fadas e gnomos e almas penadas
Seres que viraram lendas em estória contadas
Fábulas inventadas tradições adaptadas

Danças de ilusões até boto da cor de rosa
Cantigas que cirandam em roda de prosa
Homem que vira homem depois de virar lobisomem
Sereias que encantam navios e nos mares somem

Um mundo de lendas encantadoras das marés
Cânticos de acalantos nos suspiros de Gaia e xamãs
Mãe que abraça as lendas contidas em noites e manhãs
Berço de nosso passado sonhos sedutores...

Nossos percursores em sonhos de doravante
Lendas de tesouros e Iaras das águas dos diamantes
Guardados no infinito do ventre
Lendas folclóricas contos do sempre e sempre...

Son Dos Poemas


Amor Precioso

Para me equilibrar te preciso
Ver-te tocar-me com amor precioso
Falar a língua dos Anjos gloriosos
Para quando calar falar á sós com os arcanjos 

Tocar novamente uma sinfonia no coração
Oferecer para Deus um buque de poesia em canção
Para que me perdoe e me conceda o poema
Num contrato assinado pela vontade suprema

Pedir pra que tenha seu amor nesse plano
Fazer-te feliz em todos os meses do ano
Para ouvir-te dizer te amo te amo
Sussurrar as palavras e aquele nome que chamo...

Beijar tua boca e louca fazer amor de virada
Acariciar teus cabelos ser tua insônia pela madrugada
Preciso tanto daquele teu beijo no ventre
Esvanecer em teus braços e ter seu carinho para sempre...

Preciso desse amor precioso pra dançar...
Com alegria ver toda a leveza que sente em me amar
Ao cobrir-me com o manto de seus beijos de absinto
É minha precisão pra ter felicidade é verdade não minto

Amor te preciso... Em prece pedi p' Divino
Que trace novamente todo o nosso destino
Reescreva novamente poema e poesia no infinito
Conceda essa dádiva para esse amor mais bonito...

Son Dos Poemas



Mais Um Dia Sol 

Mais um dia...
Um sol de poesia
Aos poucos um dia de cada vez
Ontem hoje e amanhã talvez

Mas sempre mais e mais uma vez
A doce magia que o Eterno faz e fez
O sol vem nos beijar e aquecer
Pode ser que orvalhe pode até chover...

Sim...O amor pode acontecer...
Encontrar-se em magia amar o ser
Ter prenda apreciada e amada compreendida
E a infinita bondade etérea será sim concedida...

A sinceridade faz a verdade crer
Em tudo que envolve magia depois de chover
A vontade vem do céu em tocar o mar...
O amor vem junto também depois de amar

Mesmo que você olhe o sol e não possa ver
Sabemos com certeza ele não deixou de nascer
Está nas alturas sem brilho por ora
Mas quando chega sua hora...

Ele brilha o dia e rompe a aurora
Espanta a noite faz ela ir embora
Mas tudo com paz e harmonia
Afinal..Noite ou dia suspira poesia.

Son Dos Poemas



Tempestade D’Amor

O dia que a poetisa...
Recebeu sopro de amor em forma de brisa
Carinho dos quatro cantos do planeta
Tempestade ar de amor d’forma perfeita

A magia das palavras do bem emanadas
Imenso sol de energias boas concentradas
Afagando minh’ alma com preciosidade
Fazendo-me feliz realmente de verdade!

Uma tempestade de amor me choveu
Gotas d’carinho e amizade meu coração leu
Fez-me sentir dentro do coração seu amor
Um véu descortinado á meu louvor 

Os sons mais lindos entoados para mim
Brinde dos Anjos que me fizeram tim tim!
Asas d’amigos abraços além dos meus horizontes
Rompendo a fronteira das mentes aos montes...

Almas estreladas lampejos de toda idade...
Voando até mim trazendo lume de felicidade
Anjos vestidos de amigos me abraçaram
Imenso cordão composto mil faces desfilaram...

Criaturas do bem que me quer também...
Beijos de bênçãos... Amém!

Son Dos Poemas



Meu Avesso D’ Mim 

Meu lado direito é composto
Você alfa de mim poema homérico
Somado ao seu algarismo numérico
Compondo assim nós dois setembro a gosto

Ao nosso gosto de amor puro primaveril
Fazendo fusão num mar de sonho juvenil
Reverenciando sempre outono que nos uniu
Desabrochando amor perfeito igual flor se abriu 

Abril ou maio junho e todos os meses
Renovando nossos votos outras mil vezes...
Nossos signos gráficos traçado no infinito
Nosso encontro tramado amor mais bonito

Duo jeito de amar uno e seletivo
Oxigênio d' meu pulmão meu ar tão vivo
Amor da vida minha direito místico
Águas d' minhas lágrimas em oceano pacífico

Paixão vinda das estrelas complacentes
Amor d' minha alma heranças jacentes
Meu grande amor de sempre á mim inerente...
Safira do meu caminho pedra transparente...

Você senhor do meu destino enfeitiçado
Sem poderio nenhum bem entrelaçado
Meu príncipe nascente das águas claras
Meu diamante perdido entre as joias mais raras...

Meu caríssimo sonho arrebatador
Sempre amado meu elo verdadeiro amor...

Son Dos Poemas


Se Reticências...

Se reticências houver...
Qual será o couvert?
Se eu dispensar o talher...
Devorar-te sem garfo e faca do jeito que me couber
E se comer-te amor aos pedaços usando colher
Ainda serei tua musa e deliciosa mulher?
Será meu amor perfeito o prato d' entrada
Ou será amor e paixão a mais gostosa salada?
E se eu ousar pensar que tudo posso...
Que tudo do nada é tudo nosso
Comer a sobremesa antes do prato principal 
Posso me apossar de você etcetera e tal...
Servir meu doce pra você e provar o teu sal
E se eu ousar experimentar nosso tempero?
Beber teu delicioso licor e tua água de cheiro
E se me apaixonar por seu sabor de aventura?
E se te tomar creme com café Chantilly e gostar da mistura
E se eu ousar te buscar como Riobaldo por Diadorim?
Não caberia amor no universo dentro do mundo sem fim...
Os sertões não seria essa grande vereda de mim
E se eu ousar para você mel doar 
Quebrar o imenso jejum...
Fazer de um prato único dois em um...
Adocicar-te por inteiro até enjoar...
Voar feito abelha colher todo o néctar do ar 
Possuir você na terra e presentear com luar 
Entregar-me de corpo alma e coração amar...
E se eu te quiser viver...
E se você me quiser também querer...

Son Dos Poemas


Declaração Universal

Declaro-me ao universo...
Sou côncavo sua inteiramente em verso
Inverso feito para mim em retas paralelas medidas
És metade inteira minha dessa e d’outras vidas...

Eterno amor mais terno e louco também...
Meu tempero perfeito é só você... Mas ninguém!
Minha possessão livre e espontânea
Essências poéticas nosso universo em coletânea

Meu condor que voa livre em mente
Com asas de poema equaliza o som dormente
Sem dor nenhuma sem pena é grã fino libertador
Elegante é a sentença que nos condena amor

Amar nas nuvens nos umbrais do céu...
Penetrar no limiar de nossas fronteiras
Iluminar o sol e a lua com nosso fogaréu
Inventar luau e fazer sarau nas estrelas...

Declaro aqui meu universo complexo...
Sem complexidade nenhuma digo... Eu sou!
Faço-te simplesmente meu par convexo
Encaixe perfeito quando no peito de você estou

Infinitas asas nossas que se cruzam nos autos
Alçam voos altos despertam nossos instintos 
Contidos no infinitivo do ser mais primordial
Do fundo d’alma faz acordar com sonho real...

Son Dos Poemas



Feitiço Sensual

Sons e enigmas rasgados em códigos decifrados...
Vontades e lambejos lampejos rendilhados de sonhos...
Rompantes desejos versejos e espontaneidade
Sonoridade absoluta aos som da sensualidade 

Tempestade de amor lúbrico é seu elixir 
Licor com sabor de absinto que me faz sentir
Lascivos tantos desejos á flor d’peles despidas...
Devassas são as mordidas na ponta da língua lambidas...

Sob as asas do nosso prazer e volúpias 
Sem culpa deleito você minha intenção resoluta
Amor que descrevo em tapetes de fantasias
Fetiche que faz unir amor e cio com perfeição absoluta

Consentido entoa mantra tântrico faz conexão
Nosso mel de carisma é rima afrodisíaca apura sedução
Excita-me teu sabor exótico de poeta lírico
Embriaga-me teu perfume masculino com cheiro cítrico

Teu olhar sedutor me querendo despir ao paladar
Tua louca ansiedade querer possuir-me e amar
Mil desejos e carícias insanas e picantes... 
Um manto de loucuras e delícias excitantes...

Nossa cumplicidade nossos templos e gemidos...
Fragmentos soprados é música d’ poemas ouvidos
Lábios que sorriem tênues e ares sedentos... Sons...
Excitantes são os beijos que trocamos... Bons...

Son Dos Poemas



A Culpa É Das Entranhas

Vem das entranhas de minh’ alma e coração...
Minha ânsia e volúpia desgovernada sem compaixão
Nossa transição em transação das nossas vidas
Trama das entranhas nossas com paixões coloridas...

Suave é a brisa que minha boca beija com atrevimento
Toca meus lábios sedentos com sua língua e ares de vento...
Acende minha libido e desperta minha criatividade
Poder de concentrar em nada essa é a pura verdade...

A culpa é das entranhas que tramaram nossa junção
Juntando poeira das estrelas e pé direito em construção...
Arquitetaram encontro do sol com a lua naquela estação
Espalhando primavera pelos campos botões e florão ...

Amor tão literal e visceral que nos deixa invisíveis
Ser sua gueixa sem nenhuma queixa ter colunas flexíveis
Aproveitar essa deixa e viver sonhos possíveis... Amar...
Fechar os olhos e imaginar-se encontrar margear...

Velejar pelo mundo em águas doces oceânicas vadiar...
Virar meu lado direito pelo avesso em escritura
Beber a seiva da vida bruta em tua essência pura
Uma loucura púrpura como uma flor de lótus amar...

Son Dos Poemas