terça-feira, 30 de setembro de 2014



Amor De Poesia

Dia após dia em que o sol nasce poesia...
No ventre faz sôfrego ao por do sol mear o dia
Noite após noite traz alvorecer triste e solitário
Debruçar o colo num cordão de lágrima em escapulário

Amor de poesia é morrer logo cedo e ouvir um poema gorjear
Acordar com versos cálidos ouvindo pássaros farfalhar
Permanecer prostrado nos limiares das soleiras 
Se abraçar cruzado sentir-se inspirado ao tocar as roseiras

Atravessar pontes percorrer os caminhos
Romper as fronteiras gigantes libertar os passarinhos
Abrir a gaiola d’alma e com toda calma deixar voar
Amor de poesia é ter sempre um poema ímpar pra ser o par

Encontrar pra se perder amando no limiar dos versos
Ficar inteiro dividido entre a razão e os complexos
Ter a língua travada nos dentes apaixonar-se perdidamente
Se achar diversas vezes na poesia bebida quente

Amar em poesia é aquecer amor e comer literatura
Ficar em chamas vermelhas como cerejas flambadas
Degustar como sobremesa a lua em brandura 
Dispor o sabor ocre das estrelas doces e salgadas...

Posicionar os planetas alinhando a sintonia
Recolher os cometas em grande festa á boêmia
Á fantasia sonhar pra fazer alvorecer...
Uma lua cor de rosa leva só cem anos pra acontecer...

Son Dos Poemas
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