domingo, 21 de setembro de 2014



Declaração Universal

Declaro-me ao universo...
Sou côncavo sua inteiramente em verso
Inverso feito para mim em retas paralelas medidas
És metade inteira minha dessa e d’outras vidas...

Eterno amor mais terno e louco também...
Meu tempero perfeito é só você... Mas ninguém!
Minha possessão livre e espontânea
Essências poéticas nosso universo em coletânea

Meu condor que voa livre em mente
Com asas de poema equaliza o som dormente
Sem dor nenhuma sem pena é grã fino libertador
Elegante é a sentença que nos condena amor

Amar nas nuvens nos umbrais do céu...
Penetrar no limiar de nossas fronteiras
Iluminar o sol e a lua com nosso fogaréu
Inventar luau e fazer sarau nas estrelas...

Declaro aqui meu universo complexo...
Sem complexidade nenhuma digo... Eu sou!
Faço-te simplesmente meu par convexo
Encaixe perfeito quando no peito de você estou

Infinitas asas nossas que se cruzam nos autos
Alçam voos altos despertam nossos instintos 
Contidos no infinitivo do ser mais primordial
Do fundo d’alma faz acordar com sonho real...

Son Dos Poemas
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