domingo, 21 de setembro de 2014



Poesia Adormecida

Sou poesia amor que é vibração...
Ardor de a dor guardar para si só sensação
Adormecer em fronhas com cheiros de lírios
Sentir amor e ouvir o cantar dos grilos

O sibilar do vento em som agudo
O criar de tudo em criado mudo
O som dos passarinhos calados
A prece dos amantes enluarados

Isso me faz poesia ser adormecida
Despertar em lentidão das profundezas 
Abraçar o mundo e suas incertezas
Saborear a vida um pouco mais atrevida

Equiparando o sempre que é ar de amor
Arde amor em minhas entranhas vias
Margeia com fusão rende-me ' alma ás poesias
Paralelamente faz-me corresponder e compor

Estranha confusão forja-me 'alma são complôs
Uma conspiração das chapadas místicas e platôs
Em absoluta resolução traçada em comum
Laudas rabiscadas famintas de amor e profundo jejum...

Ver uma poesia estendida em versos cálidos 
Em meio ao vapor dos hálitos sedentos
Composto uniformemente por matérias oníricas
Escrevendo na folha verdes brancas e líricas

Uma poesia transparente que súplica
Que o amor seja como sempre antes...
Tão vital como águas para elefantes...

Som Dos Poemas
(Imagem escultura (Yves Pires)
Postar um comentário