sexta-feira, 5 de setembro de 2014



Redoma 

Sino meu destino que faz repicar mais... 

Som de longe além do silêncio das catedrais 

Vento que me perfura com fragmentos reais 

Inflama velas acesas nas chamas de castiçais 



E minha pele reclama enfinca solos cristais 

Sem explicar rio d’ lágrimas na fonte mananciais 

Sorrio e corro triste na face há temporais... 

Atemporal solidão me expressa em sais lacrimais... 



Recolhida é poesia arde amor que teceu 

Sabida sê vivida amar o que lhe ascendeu 

Solidão que derretida amor sólido amanheceu 

Lágrima que lava vulcão acenderia por ser seu... 



Sob redoma de cristal quebraria á risca... 

Vergaria seus caprichos mais insanos 

Sua aurora de menina tolamente mística 

Sem hora arriscaria voar sem aeroplanos... 



Doo longo silêncio d’mim catedral ecoa... 

Minha jornada tão íntima que poesia apregoa 

Som debela calado valsa pensamento á toa 

Sem asas de ave alada faz-se alado e avoa... 



Recebe licença poética para chorar e garoa... 

Dor no peito é sôfrego sem água é rio e canoa... 

Geme baixinho feito o vento e finge ser pessoa... 



Son Dos Poemas

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