domingo, 21 de setembro de 2014



Selfie Velório

Não cabe num poema...
Parece comédia sem a pipoca no cinema
Um selfie assustador valha-me “nosso senhor”!
E o morto ali deitado intacto com esse horror

Um selfie desrespeitoso perto demais era o close
Com um celular ela sorria com bico fazia pose
Posando como fosse festa mostrando os dentes
Sem se importar com parentes do morto presentes

Era o que se sabia ser, observava uma câmera fria...
Uma máquina de fazer imagem pedia x sorria...
Em meios á mil flash de fotografia levante sem hora 
Selfie de velório sem respeito sim senhora!

E a imagem do velório tinha outra imaginação
Uma figura fria que postaria a exposição
E o cortejo exposto do morto eram fotos postais...
Sem choradeiras eram samambaias em fatos reais

Cachoeira era rio d’ espelho d’águas lacrimais
O cortejo prosseguia entre fatos e fotos abissais 
Mas o infortúnio era mesmo o selfie clicado
E o mundo ignorava o ser que fotografava...
Lado á lado...

Son Dos Poemas
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