quarta-feira, 19 de novembro de 2014

De Que São Feitos Os Dias?




De Que São Feitos os Dias?


De que são feitos os dias? 
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.
Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inactuais esperanças.
De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.
Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...
Cecília Meireles, in 'Canções'
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Dias São Feitos De Quê?


Dias são feitos de quê?
Pensamentos insistentes,
Desejos (in) coerentes,
Saudades de você...
Entre abraços e beijos,
Bons momentos relâmpagos,
Esperar com esperança,
Felicidade d’uma dança...
Tantos crimes e pecados,
Adágios, temas, poemas,
Plágios, emendas cinemas,
São tantos os recados.
Existimos no coração dos dias;
No cio do seu interior voraz,
Em união sem sentido fugaz,
Dentro dos dias sofismas...

Son Dos Poemas






Meu Misticismo


Meu Misticismo

Meu ismo de amor inebriante
Altruísmo meu que d’mim renuncia
Abandona-me aos afagos de amor reflorescente
Bebe em minha fonte de fantasia eminente

Mística é à tarde que me permeia paraíso
Maciça a arte que de tu me roseia preciso
Margeia meus horizontes ás sombras das oliveiras
Dá-me inspiração ás folhas molhadas d’minhas parreiras

Misticismo que conduz em mim tuas cordilheiras
Penumbra dos sons das Serras da Mantiqueira
Sonho meu que me faz mística doravante
Mistificar as cascatas nas fontes alvas e dissonante

Clara vidência que me faz tua em águas claras
Cristalina como açude em desertas miragens
Desertora de mim travestida de mil personagens
Persona grata e afável ao teu amor como as gemas raras

Cara á cara somos nós feiticeiros proeminentes
Palmados até os dentes armados d’amor pungentes
Místico foi o tocar d’ sino que fez trepidar as entranhas
Mágico momento ao toque do ventre das montanhas...

Sina desta magia que faz encontrar e digerir poesia...
Lado espiritual navegante d’ águas d’simbologia
Amor e magia em aparição espantosa
Metamorfose quais borboletas e asas cor de rosa...

Ismo desesperado por amar provinda 
Idas e vindas amor que ama e nunca finda...

Son Doa Poemas

Esse Homem



Esse Homem

Que me venha assim de repente...
Chegue com fome e tentação de serpente
Que venha ele sugestivo e vadio
Desalinhe meus cabelos resvalando meu cio
Seja meu vício despertar de libido
Sussurre em meu ouvido
Palavras de amor indecente atrevido...

Venha a mim esse homem de mil faces
Morda meus lábios prenda-me nos braços
Molhe minha língua com beijo
Ensaboe meu sonho entre meios devaneios e desejo
Vinde que estampo sua pele com batom
Silencio-te, acalmo-te, alegro-te com meu som...

Faço contato com sua estampa felina elegante
Floresço-te com minha essência diamante
Mostro-te meu lado selvagem feminina excitante...
Venha-me esse homem com asas de paixão
Com seu gosto peculiar e cheio de tesão...
Faça minha manhã mágica com sua aparição

Fale dialeto das poesias ousadas e sedutoras
Traga sua língua em fogo mil tentações pecadoras
Deixe meu corpo em febre delirante e quente
Diga que inventei seu amor árduo e carente...

Conte-me suas fábulas e faça de mim seu reinado
Beije minha boca recheie meus pulmões de pecado
Venha a mim esse homem com amor enlouquecido
Dê-me seu ar d’ hálito quente envolvente enfurecido
Instigue minha ousadia dê asas á sua poesia amada
Diga que sou sua cúmplice andorinha errante avoada
Faça de mim sua ilha d’ fantasia mais louca imaginada

Traga-me seu aroma de homem sedutor
Espalhe sobre mim sua fragrância em lume...
Água d’ cheiro d’ amor puro... Perfume-me...

Son Dos Poemas



Som D’minha Morte

Sou vida um dia morte saberei...
Assim do pó sou bem vinda,
Ao pó bem vinda serei
Sê mente que não se finda... 

Então semente estarei...
Um dia rosa sobre meu corpo haverá
Ao pé da rosa d’mim abrolharei...
Sabe-se lá se poderei ouvir o sabiá...

Serei folha dobrada ao vento espirituoso
Avivando meu epitáfio lavrado no mar suntuoso
Hoje o som d’minha morte toca canção d’vida...

Sacramentada em poema de viver majestoso
Porém se morte já feita seja mágico e luminoso
Fazer a travessia como uma poesia lida.

Son Dos Poemas
O Livro D' Mim

O livro de mim se escreve assim...
Um som um poema falante
Uma nuvem de fantasia olhar d'amante
Páginas em branco sem fim...

Um lance bumerangue que vai e volta
Enche os pulmões de ar inspira e solta
A gargante que arde emudecida
As expectativas os sabores dual vida...

Dois lados da moeda cara e coroa 
Um livro um côncavo um convexo
Uma poesia um poema inverso anexo
Tantos complexos que n'alma avoa

Nunca pensei ser um livro, mas sou também...
Nunca pensei ser eterna nem ser de ninguém
Imaginar imaginei ter asas feito uma gaivota
Voar em minhas fantasia endireitar minha asa torta

Meu livro é escrito pelo princípio sem final
Rabisco que faz de mim ser tão frágil enquanto mortal
Imortal serão meus escrito espalhados pela ventania
Cada verso um manuscrito inspirado n'alma de poesia...

Meu sonho num passado distante....
Um mar de poesia um eu navegante
Tão pouco sei sem querer de mim
Vejo a lua no céu prateada em mar fim.

Son Dos Poemas

sexta-feira, 14 de novembro de 2014






Ventos Da Colina

Nosso mundo inversos unos
Únicos neste universo tão nosso castelo
Elo com belo amar em versos fecundos
Inspiração de nosso amor paralelo...

Unindo os corações com intensidade
Vento que poliniza o som e equaliza
Sintetiza com ecos definha saudade...
Vontade que nos toma em desejos protagoniza

Agoniza o vento da colina com voz do amanhecer
Desperta com fúria nosso amor na neblina
Descortina as memórias em silencioso gemer
Escreve nossa história no orvalho no atalho da colina...

Faz dos meus dias amantes quais damas celtas
Como fosse uma ave triste nas montanhas desertas
Abraço meu capricho de amor mais amado
Desenhado no meu coração poeta apaixonado...

Amor que enlouquece e ressuscita em prazer...
Desatina meus sonhos e destina meu ser
Ser tua musa sempre nua em ti alvorecer...
Amar-te na lua na rua e assim florescer

Soprar-te o vento perfuma-te as narinas
Marcar teus lábios com meu batom em rimas
Beijar teus versos com minha língua faminta...
Alma felina feminina e absinta...

Sentir o vento desafinado nas colinas uivantes
Contrariar as regras das pedras que rimam brilhantes
Amar você com o coração e olhos de amante
Beijar você adormecer e acalmar seu semblante...

Son Dos Poemas



sábado, 1 de novembro de 2014

Novembro Floral





Novembro Floral

Novembro é o protagonista agora  
Adentra nesse clima de primavera  
             Passaram-se um ano de espera eu lembro...
       O rugido do tempo acordou novembro...

O silêncio ficou nos sonhos ocultos
  Discreta as horas passadas são vultos
    E o culto agora é á vida em evolução...
         Personagem ávida da gente personificação

         Achega-se novembro aproximando verão...
        Traz uma rosa na boca e um poema na mão
    Abraça o horizonte com os olhos e acena
          Impregna o ar em aroma e faz valer a pena...

Espalha fragrância de magia avena...    
Garoa em flocos de poesia plena           
Flores de camomila inspiram poema    
Noites estrelada e poética extrema...    

   De novo poesia chuva d’ouro que abrolha
      Fé e esperança pede novembro em desfolha
    Vai libertando o semestre estilhando          
Fragmentando lembranças acumulando 

Conta lágrimas d’chuva atemporal        
Folhas secas e pálidas de verso floral    
Chora em gotas de dilúvio o coração     
Afinados com novembro nessa estação   

Ouço uma sinfonia com som erudito      
Linda melodia de novembro bem dito!


Son Dos Poemas



Amor D' Feitiço

Por isso passei bem eu sei...
Um amor de feitiço que nunca esperei
Acender magia em meu olhar
O sorriso nos lábios ao seu encontrar


Pisar em plumas de fantasia desvairada
Beber-te os beijos com ar de magia encantada
Abraçar o céu nessa feitiçaria
Confeitar d’estrelas sua poesia...


Ao tocar-te a língua com sabor de sedução
Sentir teu gosto doce meu preferido sensação...
De tocar o céu com os pés sem sair do chão
Saborear teu feitiço doce e margear com a mão


Ser musa de seu poema inspirado
Cativa por um longo beijo enfeitiçado
Apaixonando os passarinhos fogem dos ninhos
Livres como João de barro em solo sozinhos


E a retórica grita com voz de vento
O alimento é amor de nós como fosse unguento
Suaviza e dá calmaria viciante...
Livra-nos d’uma agonia petulante


Amor de feitiço foi o que colhemos...
Sonho com sabor de maçã 
Aroma d’manhã que enfeitiçamos...


Son Dos Poemas