quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Som D'Minha Morte



Som D’minha Morte

Sou vida um dia morte saberei...
Assim do pó sou bem vinda,
Ao pó bem vinda serei
Sê mente que não se finda... 

Então semente estarei...
Um dia rosa sobre meu corpo haverá
Ao pé da rosa d’mim abrolharei...
Sabe-se lá se poderei ouvir o sabiá...

Serei folha dobrada ao vento espirituoso
Avivando meu epitáfio lavrado no mar suntuoso
Hoje o som d’minha morte toca canção d’vida...

Sacramentada em poema de viver majestoso
Porém se morte já feita seja mágico e luminoso
Fazer a travessia como uma poesia lida.

Son Dos Poemas

Poema e Poesia


Poema e Poesia

Quando poema e poesia se encontram...
Os versos se entrelaçam em trovas dançam
Numa ode erudita unem-se em amor e semelhança
Poesia escreve emoções e a sentença é esperança...

O verso é composto de pureza e magia...
E assim faz poema com gosto sentir sabor de poesia
Ter afinidade com tudo que o princípio anuncia
A melodia lírica é só som... Analogia...

Poema abraça poesia desnuda, não fala se cala e o ar verseja...
Eleva-se nas estrofes escandalizadas veste-se fala e beija
Cruzam as barreiras d’ almas imperceptíveis do ser verbejam
Ouvem sons aos ouvidos inaudíveis, despertos velejam...

É sobre humano o querer que une clara e gema...
Numa opereta perfeita poesia, alma que aceita poema...
Ouvem os cânticos dos anjos amam em harmonia
Decoram-se na ponta da língua recitam poesia...

Quando poema encontra a poesia cria epopeia...
Escreve amor nas estrelas compõe uma odisseia...
Poema e poesia se misturam nas rimas tântricas
Fazem-se poetas rabiscam nas nuvens românticas...

SOn Dos Poemas

A Vida É


A Vida É

Bem assim... Para você e para mim...
Ando eu ou você tem que andar 
No mesmo rumo e direção sem fim...
Fortalecer seu coração se encontrar...

Abraçar as noites e o amanhecer
Revestir-se de flores por melhor ser
Sentir o perfume que tem a madrugada
Impregnar-se de orvalho beber a alvorada

Pode ser até por obrigação... Intuição...
Mas minha opinião é sempre educação
Respeito por cada ser vivente é evolução
Aceite e poderá ser semente de boa geração

Misturar-se-á ao pó da terra como bom grão
Adubará os campos e o universo compaixão
Será você a paixão de Deus florescerá do chão
Plantação perfeita em simbiose tonar-se-á pão...

Em um existir de reciprocidade
Todo ir e vir infinitamente são cordialidade
Ter de volta é dar para receber bondade
Perceber o sol e a lua e irá ás estrelas de verdade...

Você será música em puro ar de sintonia...
A vida alegre ou triste será som de melodia
Alimentará os pássaros em perfeita harmonia
Dará de comer em suas mãos servirá poesia

Será importante como um faraó... Magia...
Meu rei será sempre você meu sol de fantasia
Se repetindo e renascendo nessa dinastia
Se agregando á mim como um ramo de poesia...

Son Dos Poemas

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O Tecelão De Sonhos



O Tecelão De Sonhos


Era assim que acontecia tudo por intuição...
O tecelão escrevia poema na linha da imaginação
E sempre que amanhecia “ele” o tecelão acendia o sol
Inspirava e tecia poesia reluzia á luz do arrebol...

Desenhava um farol luminoso um velho e um cajado...
Decifrava um livro mágico a chave era o machado
Cortaria os pontos nos quatro cantos entre mundos
Escreveria um conto e outros tantos oriundos


A inspiração vinha dos rouxinóis cantantes...
Nas entrelinhas estrelinhas eram olhos faiscantes
Contavam lágrimas de chuva que brotava e escorria...
Beijava a lua na boca e do solo amor eclodia


Assim de noite ou de dia girava o sol e chovia...
O tecelão secava de sede escrevia na rede de fantasia
Dizia amar poesia amor perfeito seria qual lua e flor
Moraria eterno no peito sempre viveria o maior amor...


O sonho era tecido fino com fios em nuvens de algodão
Toda vez que ele chorava cobria de orvalho o ribeirão...
Á cada sorriso que expressava mudava o clima...
O silêncio calava a voz e o amor gritava rima


Catalogava os momentos com brilho enternecedor 
Acariciava o som ofegante elegante mesmo era o puro amor...
Um lume de poesia escrevia com sentimento
Abria as asas de poesia e voava livre com vento...



Son Dos Poemas


SÓ Poesiehttp://sopoesie.blogspot.com.br/ —




Nessa Canção D'Outono




Nessa Canção D' Outubro


Outubro é meu rei...
Outubrarei em ti bem eu sei
Minha canção repetitiva de todos os meses
Mil notas musicais mais de mil vezes


Hoje já nem lembro mais de setembro
Sou volúvel já me apaixonei por outubro
Assim me cobrirei com seu véu transparente
Passearei sobre você como sopro d' uma brisa quente...


Esquecerei nossos beijos festim...
Vou beijar todos os lírios me perfumar de jasmim
Outubro em rubores rosas quê dê você há em mim
Beberei teu cheiro de cravo e te perfumarei d' alecrim


Agora a canção é outubro em clima floral
Mas nossa canção é de maio ou quem sabe atemporal...
Dos tempos do Cyrano de Bergerac apaixonado
Q' com afinco dedicava poesia ao seu bem mais amado...


Rubra rosa de açucena para Amarilis flor da imperatriz
Amor cantado em prosa para um poema que diz...
Com todas as letras na ponta dos versos até dos cabelos raiz
Somente você meu sol de poema pode e me faz feliz...


Como essa nova canção que ouço e vislumbro
Nossos anjos guardiões estão acordando outubro...
Façamos nossa hora apropriada sem hora marcada
Nova primavera de outubro ourada... dourada....


Venha pelo vento sussurrar nu meu pensamento...
Dizer que sempre existe uma vestimenta invisível
Que veste de sempre quando o amor é impossível...


Son Dos Poemas 
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