quarta-feira, 17 de junho de 2015

Super Sônica


Super Sônica

Acalento velocidade supersônica...
Alimento amor d’alma minha romântica
Alto é meu teor em inspiração épica
A palavra expressivamente sônica...

Atônita vejo meus desejos abissais 
De pernas Poá(r) na fonte áurea e transparente
Nos áureos das cabeceiras e sons minerais
Do alto a mina d’ água é cristalina e quente

Escorre em fio d’ouro puro e arejado
O eco leva á mina garganta a loção tônica
Um gosto de elixir inodoro enfeitiçado
Um bem amado em ligação quase iônica...

Unidos os polos opostos se atraem
O negativo faz o positivo enlouquecer
Duas cargas únicas e ás ilusões se distraem
Faz a alquimia e a insônia madrugada ser...

Alvorecer usando o faro como um sonar...
Supersônico é aventura voo em auto (a)mar
Minhas asas vestem fantasia de sempre sonhar
Habitat é meu desejo e desmistificar o pecado

Pecado é embriagar-me de licor de amoras...
Elegante é ler os cânticos das corujas
A inspiração vem da fonte dos meus desejos
Dos beijos úmidos e sangria das uvas...



Son Dos Poemas

Encanto Âmbar


Encanto âmbar

Está no teu olhar de semideus...
No teu poder de me fazer Afrodite
Nos mistérios da Mitologia de Zeus
Tanto charme é dizer amor sem limite...

Clarificar-me com um banho de lua
Insinuar que me quer eternamente
Estarmos um n’outro na verdade nua e crua
Na fantasia ou livremente...

Teu encanto está no olhar âmbar
No meu amor tão puro em te escutar
Nas poesias que diz me amar...
O encanto está em toda parte e lugar

Nos versos das lindas castanhas
Está nas íris das águas nascentes
No sussurro dos ventos nas rotas e façanhas
Em criar uma frota de poesias fulgentes...

Toda magia está num flerte d’ olhar...
Contemplar teu amor nas transparentes pupilas
Ver passar tantas nuance no teu olhar âmbar...
Enxergar o mar e um cardume d’ estrelas...

Son Dos Poemas

Alma Bordô





Alma Bordô

Bordou o nome teu ao meu em núpcias...
Ao cavalgar meu corpo além da linha do tempo
No seio das nuvens lambeu o vento em carícias
Deu-me asas d’ deusa delícias d’ninfa d’ Olimpo...

Desenhou em letra utopista bordou monograma
Escreveu-me em sua realeza e monogamia
Bem agosto dos leões na liberdade do poema 
Pousou na mente fértil e aportou em poesia...

Transformou meus sonhos matizou d’ bordô
Com mel maravilhado das falanges d’um deus
Abordo fez carinhos sorriso e charme pornô
Assim esculpiu-me Zeus nu... Delírios meus...

Personalizou minha’lma riscou arabescos
Desenhou sua escultura em meus olhos
Estampou minha boca com eternos beijos
Despejou cultura em minha língua... Desejos...

No seu versejar me fez sedução de Afrodite...
O sempre lambejar do ventre da musa Calíope
Há eloquência nos lábios teus em me riste
Os dedos de prosa aos meus olhos míope...

Tanta inspiração ao dizer-me musa amada...
A vaidade maior é sentir-me tua verdade
Ter minhas alamedas nuas em terra decifrada
Timbrado bordô em código e relevo saudade...

Son Dos Poemas 


Banco D'Outono


Banco D' Outono

Então os deuses d'outono são líricos?
Minha esperança abalos sísmicos...
O franco da memória é lapso branco
E toda lembrança arquivada num banco...


Numa estação onde o trem já passou
Invernou as flores que um dia outonou
Ousou sonhar com a liberdade
Sentou num banco d'orvalho... saudade...

Hibernou o tempo tão sempre ausente...
Amou com lirismo em romantismo jacente
Pariu poesia do próprio ventre
Agora já sente amor só amor sempre...

Então...espantou as quimeras?
Dançou na lua em quantas primaveras...
Fez pose e close e charme pro mundo
Sorriu reticente para um poema mudo?

Pousou feito mariposa incandescente
Outonou nas manhãs e se banhou no poente
Agora jura de coração...
Vou a marte só no próximo verão...

Son Dos Poemas

Amor Mio










Amor Mio

Espreito-te nas esquinas por brincadeiras
Nas lembranças cingidas no céu n’s estrelas 
Naquela quina da lua em curvatura
N’louca inspiração que a licença atura...

No sono profundo tão mudo e tentador
No sonho mais louco és mio grande amor...
Tão divino é amar indelevelmente 
Fazer amor indestrutível gradualmente...

Elegante mesmo é fazer infinito o instante
Ser musa mulher e amante...
Remediar e mentir-se incondicional

Mediar amor amar igual e ser bom ouvinte
Natural mesmo é ser eterno feito o diamante
Pedinte e petulante ao ser passional.

Son Dos Poemas 



Suplicio De Tântalo



SUPLÍCIO DE TÂNTALO

Sentenciada como suplicio de Tântalo
Martírio de minh’alma setentrional...
Prisioneira n’m cântaro com asa passional
Lasciva e aromada com cheiro de sândalo...

Distante sem o néctar d’ ambrosia padeço...
Amor moldado á mitologia ás avessas...
Involuntário é o desejo cujas línguas sedentas 
Nu imaginário há poesia sem carícia me esqueço...

Aquece a saga une pune assanha e faz excitar
Dita tão perto e tão longe jaz a mitologia 
Assim Tântalo morre na fonte sem a sede matar...

Imortal é o mito do que nunca pode alcançar
Infinda a dança que anseia possuir e amar
Vislumbra o mel e lambuza o coração de poesia...

Son Dos Poemas 

Baile De Fantasia




Baile De Fantasia

Fina pétala da lua colorífica e magenta...
Um lance de perfume que faz a quarta cinzenta...
Encanto com buque de rosas e purpurinas
Tão gostoso é soprar confetes e serpentinas...


Dançar com a língua na ponta d’alma afiada
Falar o dialeto dos duendes fantasiada de fada
Ser teu sonho colorido Colombina e amada
Á fantasia que veste Pierrô triangulada...

Margeio assim teu ser meu Arlequim poeta...
Rego tuas lágrimas com licor de rosas e violeta
Amando-te nessa folia com eloquência verbal
Desvairada poesia que suspira resiliência carnal...

Totalmente embriagada faz exposição da figura
Espalha versos nus pelo salão inspiração e loucura 
Num baile onde o coração é o protagonista
E o gosto do beijo é lenda da magia alquimista

Assim a dança enfeitiça com rompante os portais
Está sempre presente feito manchete de jornais
Nosso evento festivo carnavalesco e imortal...
Nosso amor lascivo gigantesco e sensual...

Pelo sabor daquele beijo dos lábios sugestivos
Hortelã e cereja mesclando amores sensitivos
O tato da pele relevante em código braile 
Decifrando alto-relevo textura e magia nosso baile...


Son Dos Poemas



Pétalas De Incoerência








Pétalas De Incoerência 

Pensa em tudo que se faz verdade...
Felicidade num buquê de futilidade
Acumular "coisas"p'ra levar p'ra onde?

Como diz o poeta no começo tem sua beleza
Depois trambolhos tropeços em certeza
Servem só pra constituir o solo ao cair

A vaidade faz possuir sem nem usufruir...
Sem nada reciclar sopra ao planeta entupir
Num insano ir e vir de artefatos...

Uma loucura em colecionar aparatos
Brincos, carros, revistas, jatos e objetos
Coisas de bicho homem mundano abstrato

Desvia o pensamento do sonho bom
Fixa-se no pesadelo sem luz e sem som
Bom seria clarear as ideias com tom sobre tom...

Poder e beleza corresponde?
Responde dura quanto tempo no mundo do sempre?
Fecunda quantas vidas no seio ou no ventre?

Tantas são as pétalas da incoerência
Quanto mais se sabe mais se tem ignorância
A indecência que já foi um beijo de cinema...

A fotografia de uma poesia despida...
Esse é o resumo dessas pétala escriturada
Coisas e mais coisas trocadas pela vida por troco de nada!

Son Dos Poemas 


Minha Fonte Côncava



Minha Fonte Côncava

Escorre a palavra pelo canto da boca
Canta a voz côncava em convexa rouca
Nada poderá calar nem dizer proibido
Beber na fonte dos olhos gemer no ouvido


Nenhuma palavra jorrará da fonte
Nem brilho nem martírio doravante
Ausente serei flor decorada n'm cântaro
Estarei voando no céu azul feito pássaro

Qual uma gralha celeste d'alvorada
Emudecida calada d'asa alada
Em tua madrugada me farei beijada

Serei tua chuva de rima molhada
Louca amada amante desvairada
Fonte dos desejos d'águas aguada...

Son Dos Poemas

Anjo Gótico




Anjo Gótico

Sonhei-te Anjo Benedito...
Havia uvas e pés de videiras
Entre as folhas verdes oliveiras


Ramos compunha o arranjo bonito...
Sombrio era o incógnito umbral...
Pares da asas no caminhar entre os Anjos

Uma nuvem de passarinhos e Arcanjos
Estátuas e gárgulas guardavam o portal
Úmida névoa cobria a paisagem exótica

Dois corações sangravam rima poética
Apaixonados rústicos eram diferentes
Languescidos bebiam luares minguantes

Poéticos eram os gestos extrovertidos
Os sentidos introvertidos e góticos
As faces esquálidas sob a pálida neblina

A avidez enrubescia a língua cálida felina 
Extrovertidos quando juntos amantes...
Silenciosos como corvos distantes

Cheia era a lua que a veia guarnecia...
Vampiresco o amor que lhes sorvia poesia...
De suas artérias a paixão escorria...

Son Dos Poemas 
SÓ Poesie

terça-feira, 16 de junho de 2015

Tua Boca D'Poema





Tua Boca D' Poema

Quando ficamos almados...
Sintonizamos musicalidade no olhar
Ouvimos ruídos dos sentidos...
Choramos as dores do mundo no (a)mar

Quando a gente se fita há cumplicidade
Inspira tantas vontades vibrantes
Bocas devoram o desejo há lubricidade
Nossas mentes alçam voos tão volantes

Viramos um caso de simbiose apurada...
Canto aquela canção que te pede pra mim
Alimentemo-nos d’outro n’alvorada
Rouba-me um beijo e digo-te sim...

Um glossário sem limites nos fala
Há um encontro das fontes correntes
Os dedos margeiam ' alma e nos cala
A voz faz-se foz fluentes...

Passeamos no limiar do Olimpo
O silêncio nos perfume d'calmaria
Abro meus parênteses em teu tempo
Recito no vento nossa poesia...

Son Dos Poemas 






O Melhor Beijo




O Melhor Beijo

O melhor beijo é sempre o que está por vir...
Que será dado de repente n’m rompante
Aquele que os meus lábios vão te pedir
O melhor beijo ao crepitar do instante...


Será aquele que a boca sedenta aprovará... 
Levar-me-á aos céus em labaredas pecaminosas
Provar o beijo dos Anjos com gosto de maná
Com cheiro de poema e línguas cor de rosas

Fará os lábios trêmulos molhados de poesia
Eterna lembrança fará do beijo abrasador
D’ orvalho do desejar do escandaloso amor...

Das espumas calorosas em manto de magia
O melhor beijo arderá meu sangue pele e flor
O poema d'amanhã mais extravagante em textura e cor

Son Dos Poemas

Pés De Anjo



Pés De Anjo

Pise em mim com teus pés de Anjo noturno...
Amacie minh' alma com tua falange
Ensine-me que coruja é conto noturno
Que canta no horizonte bem longe...


Acaricie-me com teus pés d'asas parolantes
Diga saber o que preciso e acalma meu coração
Liberta meus trilhões de grilos falantes
Faz-me serena primaverar nessa estação...

Completa meu universo ímpar
Incompleto é o tempo que incontável
Irreparável o tempo perdido faz sonhar
Delirar e construir o imperfeito e imutável...

Contemple meu semblante ás temporadas
Seque com sal marinho minha íris hidratante
Mostre-me biologia em verdades afloradas
Dê floradas ás virgens pedras diamantes...

Pise em minha nudez meretriz e santa
Diz-me com pés de Anjos perfumados...
Pule amarelinha em minha linha infanta
Diga que sou teu amor em pecados rasgados...

Son Dos poemas

Muda D'Rosa


Muda D' Rosa

Mulheres são mudas
Muda de roupas de sapatos
Muda o penteado afia as garras
Cai na farra tem ares pacatos

Mulheres são mudas
Rosas pintadas d' orvalho
São mudas asas em revoadas
Ensaios sorrisos em retalho

Mulher é muda misteriosa
Luz para clarear e conceber
Vivaz sorri quando vitoriosa
Mulher é rosa que perfuma o viver

Sangra a vida inteira sem sofrimento
Muda com o movimento do vento
Envelhece sem perceber
Não dá nem tempo...

Cai na malha fina...
Mulher que muda alma feminina
Felina caçadora
Menina eterna sonhadora...

Son Dos Poemas