quarta-feira, 17 de junho de 2015

Minha Fonte Côncava



Minha Fonte Côncava

Escorre a palavra pelo canto da boca
Canta a voz côncava em convexa rouca
Nada poderá calar nem dizer proibido
Beber na fonte dos olhos gemer no ouvido


Nenhuma palavra jorrará da fonte
Nem brilho nem martírio doravante
Ausente serei flor decorada n'm cântaro
Estarei voando no céu azul feito pássaro

Qual uma gralha celeste d'alvorada
Emudecida calada d'asa alada
Em tua madrugada me farei beijada

Serei tua chuva de rima molhada
Louca amada amante desvairada
Fonte dos desejos d'águas aguada...

Son Dos Poemas

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