terça-feira, 27 de outubro de 2015

Segura Minha Mão






Segura Minha Mão


Afaga minh’alma e acalanta...
Sussurra o canto dos pássaros
Liberta seu amor me encanta
Prende-me em teus abraços...

Traga a luz do teu olhar de felicidade
Aperta nossas mãos entrelaçadas
Espanta o mundo com nossa cumplicidade
Voa ao meu lado no brilho das estrelas

Guia nossa profecia na mão direita
Diz á Cassiopéia nossa lenda da paixão
Acolha-me sobre teu peito em proteção
Conta minha costela na constelação...

Pairemos sobre as pinturas em alto relevo
Nas rochas cinéreas e nos alvos cristais
Nas poções d’magia nas folhas d’trevo 
Seremos o segredo em cores dos vitrais...

Registremos nos autos nossos desejos
Grita meu nome nos altos falantes
Seremos flores onze horas e pé de beijos...
Fala da fênix do par de falcões avoantes...

Diga que faço pulsar teu coração sorrir
Presente de toda e qualquer estação
Sua amada enamorada razão de existir
Vem-me dê sua mão!...

Son Dos Poemas 

Meu Poema Branco




Meu Poema Branco
Acostumei a escrever-te no bronze...
Mas hoje escrever-te-ei nas nuvens do céu...
Marcarei com orvalho branco d'aurora das onze
Numa folha d’outono perdida ao léu.
Nas folhas virgens lisas e sem rasuras
Nas gotas d’chuva sobre um lírio branco
Nas ranhuras da memória das brumas...
Escrever-te-ei poema na praça dum banco..
.
Com as digitais dos dedos far-te-ei lembrança
Com lábios d’esperança na calda dos cometas
No meu sorriso delineado nos fios d’minha trança
Uma nova dança em várias coreografias perfeitas...
Escrever-te-ei brincadeira em vigília d’insônia
Amor abundante nas climáticas profusas
Na interrogação lacrimosa aos olhos da poesia
Beber-te-ei beijos como seiva d’uvas
Dar-te-ei mil folhas preenchidas de sabedoria
Para ver se um dia você cria juízo afinal...
Velarei teu sono com amor todo dia
E o sabiá saberá saborear o mel boreal.
Escrever-te-ei em minhas esquinas poema...
Beijarei tua licença poética na língua com rimas
Serei eu tua Iracema a poção louca da jurema
Poesia nua e crua amor que arde em chamas...

Son Dos Poemas
http://sopoesie.blogspot.com.br/

Dez Lírios D’Primavera




Dez Lírios D’Primavera

Um fazia meu gênero girassol em flor...
Meus olhos enxergavam como colírio
Refrescante tênue delírio d’AMOR
No olhar pureza brilho d’um lírio...


Dois foram os desejos concebidos
Mais um lírio aromatizava ‘alma
Beijos ávidos lábios cálidos
O mentor d’palavras dizia CALMA...

Três foram orações e cântico
Súplicas aladas com asas d’papel
Mais um sonho delírio romântico
Um encontro d’bem CASUAL...

Quatro foram quadras escritas...
Ouvi Anjos tocarem bolero d’Ravel
Ah!...Aqueles toques ás sifras...
O corpo esculpido ao CINZEL...

Cinco os céus entoou um MANTRA...
Anjos tocaram clarins em redondilha
Beijos d’festins colheitas e compra...
Fragmentos folhetim Eros armadilha...

Seis lírios alvorecidos cândidos
Híbridos sabidos boêmios ciganos...
Puros sangues brancos e tácitos
Poetas Têm corações d’MURANOS

Sete foram às juras os jurados
Sete vezes o choro ás lágrimas
A sentença convertida em LÍRIOS
Ás folhas d’outono esquálidas...

Oito flores d’liras abundantes 
Quarando lívida ao sol nascente
Alvejando os delírios d’AMANTES
Oito vasos d’primaveras somente...

Nove vezes reguei meu delírio interior
Contei os meses em tempo febril
A boca delirante sussurrava AMOR
Amei d’abril até abrir d’novo abril

Dez lírios brancos beijos instintivos
Sensitiva a mente sentia o profeta
Dezenas d’pensamentos primitivos
E o vento murmurava só delírios POETA...

Son Dos Poemas 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Vale Um Soneto


Vale Um Soneto

Vale um poema de coração impoluto
De improviso cheio de boa ventura
Anexado um soneto bem esperto e astuto
Sem metrificação medido em ternura


Águas em movimento de oceânico
Oscilante é o gemer do moinho
Rasga a praia como um amor platônico
Pousa sobre as veredas abre o caminho

Quanto de luz cabe num tom amarelo?
Furioso mistério negrito vento...
Há quantos de nós para contar esse elo

Atento o vento desfigura um castelo...
Quanto vale o belo sublime momento?
Poema compacto ao olhar paralelo

Son Dos Poemas

Serdes Criança



Serdes Criança

Conhecerdes as tuas profundezas
Deixa derramar teu sumo em inocência
Espalha teus rizomas e aromas
Descreve teus medos e sintomas

Tenha um dialogo com o céu marinho
Uma prosa risonha sem coerência juvenil
Abra os braços em cruz voe como passarinho
Prolongue teu encanto infanto pueril

Serdes na vida a continuação da infância
A referência d’alma perfumada por dentro
Abre o pergaminho d’sempre decência 
Sopre bolas de sabão colore teu centro

Espalha tua vontade em verdade criança
Dá aquiescência ao coração virtudes
Atitude em cuidar e cultivar esperança
Se lança seja vetor amor em longitudes...

Pratique a paciência do perseverar...
Encontrar teu caminho menino menina...
Tenha consciência nem tudo cabe esperar
A melhor brincadeira é brincar a sina...Assina!

Son Dos Poemas 


Ao Mar




Ao Mar

Amor é sempre instante atemporal...
Flui abobado indelevelmente
A forma de (a)mar é onda espiral
É flúor refrescante que a língua sente


Mil sabores e sensações...
Rompe os grilhões de tu'alma liberta
Aproxima em olores e tentações
Geme d'prazer ao dizer poeta...

O excesso de majestade te aflora
O dia amante é teu presente...
Os momentos bonitos o vento devora
E o tempo vai embora lentamente...

Silente os lábios calam o vocabulário
Desfere um açoite de palavras interior
Traduz tanto silêncio com imaginário
Enlouquece por dentro e grita AMOR...

Felizmente a rotina amotina..
Os sentimentos têm a fúria d'um Titã
Debelador amor pode ser cura ou morfina
Vicia teu corpo e mente assina amanhã...

E tudo recomeça convenientemente
Sinal d'cotidiano em harmonia...
O amanhecer germina nova semente
E a agonia que sente vira folha poesia...

Son Dos Poemas 

M'eu Poeta



M'eu Poeta

Enquanto pensa há dor
Absorve os espinhos
Questionador
Voam passarinhos...

Desaprende teu aconchego
Espalha tua agonia amuada
Suspira em vão com sôfrego
Espanta tua poesia encarnada

Perde o nascer do sol ao sorrir
Rasura a partitura jaz escrita
Vê pintura corada d’o arrebol luzir...
Lavra a escritura em negrita

Ah!... Meu mercador Veneziano
Faz romper a lágrima em choro
Confundir até o vento minuano
Arrancar d'mim crua tira d'couro

Avivar lembranças nuas sem porquês
Dá a pena 'alma já tão apenada
Revoam esperanças em buquês
Arranha a mesma no fio da espada

Unta-me com azeite d'nostalgia
Acorda m'eu shakespeariano
Desperta m'eu poeta melancolia
Inspirar-me na poesia grega d'Urano

Ah!...Poeta amado trovador
Nesta chorosa poesia concreta
Salgada por mar d'amor
Minha homenagem a ti m'eu poeta...

Son Dos Poemas

Anjo Da Guarda



ANJO DA  GUARDA

Dá ‘guarda que nos é concedida
Meu Anjo do olhar âmbar
Tuas asas me vestem guarida 
Abrigo incondicional d’amar

Guardião d’minha carne em fulgor
Anjo meu do olhar d’romã
Guardador do meu ser interior
Por terno amor torno eu guardiã...

Tua proposta meu voo em proteção
Mensageiro do bem em primazia 
Minha resposta formatada oração
Toda devoção a ti em poesia...

Ecos d’trovão escrevem notas d’mim
Ao carpir as tristezas cinge-me acalma...
Mil pensamentos dizem “carpe diem” 
Esculpe meu dia e abraça minh’alma...

Mil luzeiros acendem-te Anjo meu guia
Abre meus caminhos com pétalas decora
Remove os espinhos e transforma em poesia...
Devora meus pecados e perdoa-me agora...

Son Dos poemas 



D'Lua

D’Lua

Despida do prateado habitual...
Trajada d’paixão vermelha amor
Certamente veste gala nupcial 
E o crepúsculo é contraste á rigor

À noite usa gravata borboleta
Mil travessuras amor e juras
E num eclipse a fase nova é faceta
O portal lunático é sonho nas alturas...

A vinheta escrita está chamuscada
Borrada de vermelho cochonilha
Estranha a mente aviva alv’aluada 
Amadrugada com cheiro d’armadilha

O paletó é de linho lunar magenta
Com arabescos d’estrelas celestes
Quem nada teme inspira e inventa
Apimenta com creme e crateras terrestres...

Oh lua!... Linda e nua diz o poeta...
Ensandecido com o luar singular
Diferente á velocidade d’um cometa
Incandescente rubra rumo ao mar

Muda em silêncio invade o cotidiano
Sem pudor se aprofunda o espanto
Com fulgor oriundo e mundano 
Com fervor causa impacto encanto!

Son Dos Poemas

Carta Ao Professor



Carta Ao Professor

Ao Professor do meu mundo real...
Tua pupila de saber nutrido
Por teu olhar estrelado e ar boreal
Toda poesia é pra ti meu querido...


Ao professor do meu mundo cientifico
Olhando teus olhos ao sol letrado
Há tanto saber em teu ser intrínseco 
Agradeço o teu saber partilhado...

Meu professor gentil tão amado...
Tua lembrança é mantra lúdica canção...
Contigo aprendi saber amor somado
Decifrar equacionar o x da questão

Soletrar tua poesia versando as letras
Meu mestre carinhoso e cavalheiro
Marinheiro das brumas de fantasias
A ti meu todo amor único e primeiro...

Nas letras recicladas desenho tua lembrança
No apogeu d’alma minha ouço teu canto didático
A sopa de letrinhas é sempre amanhã esperança
E o som que me ensinaste meu bem pragmático

Na bagagem o ventre livre é o livro do profeta
Na língua interrogação nas rimas expressão poéticas
Há tanta magia em teu ser professor poeta...
Um mundo de poesias em ordem alfabéticas...

Ah!...Professores são corujas sapientes...
Cientistas que separam o joio do trigo
São preceptores com mentes brilhantes 
Prazer te conhecer fazer teu saber meu abrigo!
Meu amado querido professor...

Son Dos Poemas 
SÓ Poesie

Outubro




Outubro
Setembrei ontem hoje outubro
Em plena primavera espero 
Com manto de flores me cubro
Assim sempre viva me quero...

Com tempero ou destemperada
Pimenta é minha maçã do amor
Assim me faço equilibrada
Perfumo-me d’essência e suor

‘Alma afina sintonia que outubra
Aviva a palidez da face displicente
Cora com certa embriaguez rubra
Anuncia novo fim de ano pra gente...

Causa lua púrpura encanto d’libra
Expectativas nas fibras temporais
Gerânio nos canteiros espanta e vibra
Ao som dos tinos e sinos das catedrais

E tudo é ouvido em canção novamente
Rubros passarinhos passarinham em clamor
Numa sangria desatinada não permanente
Bem vindo seja outubro Eterno seja amor!

Son Dos Poemas 

Canto Utopia




CANTO UTOPIA

Ouço a poesia assoviar com certo zumzum...
Quem sabe soprada dos mares de Portugal
Ou talvez d'ma pia d' utopia em trama debrum...
Quem sabe não seria uma fênix imortal...

Ouço mesmo um grito de utopia...
Pio de coruja gritando que bem me quer
Ao longe minh’alma entre brumas assovia
Exala pelos ares uno perfume de mulher

Medito ao vai e vem do pensamento...
Inspirando poesias ao bardo cavaleiro
Visto asas coloridas de utopia ao vento
Uma Marília a espera de Dirceu viageiro

Tantos são os contos das lendas utópicas
Fadas e cânticos de sereias feiticeiras
Mitos quiméricos magia e coisas exóticas
Um mundo de fantasia ás cordilheiras...

Canto á utopia com passos de bailarinas...
Apaixonadas por soldadinhos mundanos
As rosas vermelhas das ciganas dançarinas
O poeta e a menina e os cristais de muranos...

Utopia é navegar o poema em alto mar
Guardar uma resma de poesia nas estrelas
Abrandar as interferências e dançar ao luar
Ir á Marte vestida de utopias vermelhas...
E num piscar de pálpebras voltar...

Son Dos Poemas

Os Deuses Estão Loucos

Os Deuses Estão Loucos

Enlouqueceram passando o tempo infinito...
Desfazendo os encantos d’outrora...
Sem traje á rigor sem dia e sem hora...
Decretam hoje que AMOR deve ser bonito

Rabiscar em branco o sonho amarelecido
Deve ser tecido ao fio da loucura presente
Pintar o sol de poesia e AMOR de poente...
Escrever poema com a flecha d’ouro d’ cupido...

Zeus ordenha a via láctea em êxtase lactante
Extraindo o sêmen das estrelas ciosas
Decreta AMOR deve ser perfumado de rosas
Vênus tem hormônios em ebulição é coruscante...

Eros deve estar realinhando os planetas...
Ao usar seu arco e flecha errando a pontaria
Escrevendo em sua seta AMOR renovando poesia
Enlouquecendo joaninhas rosas e borboletas...

Zéfiro e Bóreas fazem louca tempestade...
Eólio deve estar aninhado no colo do vento
Zéfiro quem provocou o reboliço da divindade?
A súbita paixão por Clóris estará em alinhamento?

O fato é que os deuses estão em movimento...
No Nilo e nas cachoeiras fazem boca dura
Os corações estão ardendo de AMOR e loucura
Na lua e na Terra na voz e pensamento... 

Há muito amor entranhado em mim e outros...
Nus pensamentos despindo os deuses mais loucos...

Son Dos Poemas



As Estrelas São Inocentes









As Estrelas São Inocentes

Eis que de repente ponderei...
As estrelas são inocentes pensei...
A culpa pode ter sido da lua propensa
Escondia-se cheia de si em névoa densa

A culpa nunca coube ás estrelas cintilantes
Pode ter sido feitiço daqueles olhos d’amantes
Brilhavam com tanta intensidade nos meus
Refletiam toda a luz advinda d’um semideus...

Instintivamente olhei senti amor bem clichê...
Vi um céu marinho e estrelas em você
No peito o coração pulsou mais forte
Apontou-me a seta sem rumo que sorte...

Milhões de centelhas caíram com mansidão
Senti o perfume d’alma aromar o coração...
Travou-se então a batalha razão emoção
Atemporal foi à sentença amor em profusão...

As estrelas coadjuvantes sãos astros inocentes
Podem atestar o sol o mar o luar em raios presentes
Culpados só os amantes por se sonharem
Beber chuva de amor e se apaixonarem...





Son Dos Poemas

Som De Liberdade



Som De Liberdade

Ecoa pelos ares livre e sem censura...
Corta o vento e captura inspiração...
Depura loucura faz-se escravidão...
Aprisiona lume de felicidade em ventura

Liberta para o bem físico e mental
Um buquê de poesia pura fantasia
Pose!... Você está sendo filmado, sorria...
Close a liberdade não é um bem literal

É elo de corrente em notas abertas...
Liberdade é um som de poesia é soltura
Melodiosa pompa que sopra o vento á altura...
Liberdade é ave sonata com asas liberta...

Existem regras e leis para os seres livres
Que nos lapidam como simples mortais
Uma fonte de direitos e deveres
Livres somos formiguinhas em temporais..

Essencial para ser é ter a mente voante...
Nota a liberdade é solo troante é arranjo
Poder ir e vir é ser uma pomba volante...
Avoada é a mente de poeta livre feito Anjo...

Cativa é a liberdade que nos aprisiona...
Dá-nos inspiração com liberdade impulsiona...

Son Dos Poemas

Verso Mais A Mim





Verso Mais A Mim

Com inspiração lida nas lendas...
Já fui comparada a Anaïs Nin
Meu caminho é cume picos e sendas
Meu sorriso a chave do portal de Odin...

Meu mistério é não ser o que talvez seja sim...
Penso que sou e assim posso...
E como ser senão tivesse poesia em mim?
Como fragmentos de versos, normal, confesso...

Mas, meu sorriso abre sim certos umbrais...
Magia da poesia que profecia vitoriosa
Caça-me euforia quando sorria causa temporais...
Assim verso á mim versando á rosa jubilosa

Nos lençóis da poética da prosa faceira
Do poema que escrevo em nórdico amor
Com meu cheiro de desejo e língua feiticeira
Diferente é escrever com batom e suor...

Mistério é poetizar com mitologia nórdica...
Escalar a sabedoria dos deuses da guerra e morte
Complexar o nascer do ser em poeira poética
Morrer de amor e ainda bem dizer é “sorte”!

Sorte mesmo é bicho comer capim...
Ao passo que outros seres mais espertos
Comem mesmo é cupim...
O meu alimento é mel de poemas concretos

De certo os beijos surreais e fulgentes...
Á quentura dos sentidos e lábios trepidantes
São mistérios de Odin e dos seres troantes

Sônia Gonçalves.




Ese Amor




Esse Amor 

Ah esse amor infinito no peito...
Queima chama rebelde age sem jeito,
Agita pinica em fios d’ urdidura,
Judia chuleia com arte é infinda loucura...

Ah esse amor sem agulha ponteia,
Extraí meu melhor n’alma minha encadeia
Acorrenta me prende libertada incendeia
Abrasa-me, me abraça delineia...

Incinera venera faz-me encandecida,
Dança sobre mim em sono d’amor tecida...
Faz de meu ser teares a sua maneira cerzida,

Cantar-te ser tão insólita poesia inesperada;
Desnudar-me e sentir-te amar ao ser amada,
Arder ás labaredas n’língua em fogo d’tua ávida.

Sonia Gonçalves.

D'S Saudades


D’S Saudades

Resumo minha saudade hoje presente...
Na certeza do ontem ser diferente amanhecer
O futuro que nesta aurora faz-se ausente
Conservarei retentivo o doce prazer de ter...

Para sempre guardearei meus rebentos...
Os frutos como joia rara em memoriais
Um baú de relíquias ao retroar dos ventos
O tremular das recordações atemporais...

Direi brincadeiras e cantigas dos tempos idos...
Oportunamente talhadas como madeira de lei
A expressão e o riso na cara dos livros lidos
Ah!...Tantas saudades rúbias que costearei...

A recordação d’alma minha inocente e angelical...
A luz que transcende o negrume ao sombrear
O açoite do beijo nos lábios puro ao mel virginal
O suspiro do âmago que brada o lembrar...

Assim fluirá meu sangue nos dias que vi gente...
Qual um trem vigente recolhendo probabilidades
Indo e vindo num zepelim viajante...
Desde a mais tenra infância acumulando saudades...

Son Dos Poemas

Encontro Cardeal




Encontro Cardeal

Marco-te a língua em brasa beijo e lampejo...
Tatuo meu nome nas tuas rúbias linhas arteriais
No centro da tua aorta do coração me elejo
Unos são nossos corpos pontos prumos cardeais...

Nos devaneios vivos da rosa sou escarlate...
Tu girassóis onde pousam os tiês...
Os desejos intensos flambados são chocolate
Passam-se os dias, um, dois, três...

Enlevo-te nesse cantar á cardeal passarinho...
Num encontro livre dos pássaros encarnados
Vermelho é o batom desejo e ósculo marco teu colarinho
O designer perfeito nossos lábios entrelaçados...

Alguns passos te encontro meu sonho cordial...
Tão boreal é o sentido que te faz meu imperador
O alento do vento acerta a seta do ponto cardeal
O real movimenta as nuvens e apruma o vetor...

Nesse encontro corrente d’onde orvalha vapor
Tua fluídica fonte dos beijos impudicos sem censura
A cura d’ alma tua loucura mais secreta AMOR...
A dor cria asas para voejar e fugir da clausura...

Amor é o efeito de causa mais colateral...
Em sigilo absoluto guardo essa terminologia
Ousadia tenho para ir amar-te num sonho astral
Assinalar meus devaneios como poesia...

Fazendo acontecer o faz de conta sem condição...
Um encontro cardeal corpo e alma e coração...

Son Dos Poemas

Alma Avoante





Alma Avoante

Há mil pés de latitude...
Há amplitude dos pombos volantes 
A alma branda alcança altitude
Beija os lábios de doce deleites...

A rosa dos ventos corrente muda...
Inunda a mente de fantasias voláteis 
A ‘lma com requinte de gentileza é muda
Em longitude faz poesias impalpáveis

Incomensurável é o tamanho do tema...
A trama que se alonga feito um espectro
Torna imenso o corpo concreto do poema...
Então eu penso... Sou meio, lado ou centro? 

Mas a alma viageira responde bobagem...
E põe na algibeira uma música “papel machê”
Lota a bagagem de vento pra “Boa Viagem”...
Nas mãos uma valise bem coisa clichê...

Assumo, gosto mesmo é de Coldiplay...
“Viva la vita” em direção ao “Paradise”
Depois de amanhã cantarei happy day!
Dançarei na chuva num jardim de reprise...

Por falar em clichê n’alma minha voante...
Passam-se porquês em instantes bucólicos...
É contínuo meu amor o viço d’ diamante
O calor que sinto em rimar com sol é viciante!

Son Dos Poemas

O Amor É Poeta





OAmor É Poeta

Se amor não for irá (a) mar...
Esplendoroso é ver teu olhar enfeitiçar
Apertados acendidos em brilho e fulgor
O poeta ouve seus sentidos e grita... Amor!

Ouvi dizer que poeta não tem querer...
Que este escreve para quem o entender
Mas d’outro que li em meio ao zum zum
Bradou “o poeta não escreve para qualquer um”...

Faz lua de mel a cada toque a pele é flambada
Desenha uma poesia nas miríades d’estrelas
Mata a sede do poeta na fonte da madrugada
Na cronologia do tempo nos pulmões das cachoeiras...

Guarda o universo no seu próprio olhar
Declama amor e tece uma trama pelo ar
Aprisiona a pena entre os dedos e liberta em cântico
Inspira poesia ao ser poeta realmente romântico

Movimenta as falanges, a saber, perfeccionistas...
O motor que o faz mover é sonho em movimento
Instrumento do homem com gestos altruístas
Amor de poeta é sonoplastia é som de poesia ao vento...

Son Dos Poemas

Uma Prece D'@amor

Una Prece D’@mor

Una prece em canção de amor aluada
Prece una á lua em flor ofertada
Aos cuidados dos anjos serafins protegido
Teu amor pelos séculos cem anos sentido

Enluarando-me d’ você sempre e você d’ mim
Sem precisar nada justificar por ser simples assim...
Preces unidas feito clara gema em poema
Seiva elaborada seja elixir dos ramos tronco o floema

Entrelace das mãos desvendando o desconhecido
Louvado amor seja teu coração sempre fortalecido
Crescendo sempre como uma árvore frondejante
Duradouro e eterno lapidado como diamante

Una prece ao dono do amor umbroso
Minha linda árvore meu salgueiro frondoso
Que seja essa a prece sua de bem estar
Bem e paz abrangidos sobre teu respirar

Que assim esteja também esse amor escudado
Protegido em seus segredos escoltado...
Amparado por falanges de anjos defensoras...
Pelo deus cupido Eros e ninfas protetoras

Assim é e será está prece celeste
Profecia dos Anjos que sopram o agreste
Derrotando as barreiras com seu movimento
Unindo 'almas fortalecidas livres como o vento...

Son Dos Poemas

D'Espanto

D’ Espanto

Visto minhas quadras em luz d’constelação
Sem rimas arranjadas sou deserto que acredito
Do inaudito som dos poemas soa pura canção
Tudo é inspiração divina é centelha do espírito

O mundo de hoje as cinzas deserta d’amanhã 
Venero o poema polido atrevido e airoso
Olho teus olhos perfumados corados d’ avelã
O que conta é o espanto o existir corajoso 

Lapidar os versos do soneto como uma escultura
Manter acesa a chama faz durar o encanto
O carvão crepitado aos poucos com quentura

A aventura de forjar n’alma um desejo
Roubar pra boca enquanto implanta espanto d’m beijo
Aceitar o valoroso amor em mel d’ ternura...

Son Dos Poemas

Cavaleiro








Cavaleiro 

Havia um tempo dos templos e templários...
Dita á luz do meu imaginário in glória
Onde a santíssima ordem conta-se tempos
As seculares profecias dobravam poesia...

Cavalgavam brumas sombrias e pálidas
Sob os ombros o manto cobria a figura esguia
Em unidade ascendente o cavaleiro ás horas cálidas
Tépida magia ao nevoeiro vinho e sangria

Cavaleiro perceptivo por bons sentimentos
Mestre dos ventos mágicos unguentos e moinhos
Trazia o dialeto dos céus traduzindo pergaminhos
O rumo poético teor da rosa abstração d' espinhos

Oh! Cavaleiro viajante dos tempos medievais
D’ reles capelas abrem-se porteiras em ti catedrais
Guardião dos portais das escrituras sagradas
Viageiro do paraíso fronteiras e cruzadas

Paladino palavreante da justiça divinal
Protetor dos injustiçados d’aura angelical
Brilhante é o halo dourado que te circunda
Esplendoroso teu ser de magia oriunda

Espalhas aragem em boa fé pelo zodíaco 
Tu cavaleiro das trombetas astronômicas celestiais
Gladiador das eras medianista e mundo onírico
Sonho lírico cavaleiro d'alma pura ternura entre mortais...

Son Dos Poemas

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Flor De Lis

Flor De Lis

Soberana flor de beleza contida
Lírio dos poetas a flor da pele nua
Teu campo é iluminado magenta qual lua
Véu de inspiração dessa flor abstraída

Faz brotar feito semente acolhida no chão
Rebento do escudeiro guardiã do espirito 
Protetor do perfume amiúde do vento
Do infinito do tempo das lendas da paixão

Real é teu corpo tua alma nobre e pura
Divina eternidade do eterno permanecer
Que cura a loucura que não deixa esquecer
O jorro da brisa que orvalha candura

Feliz queria-te perto tão belo este elo que acalma
O aro que carrega o encanto da flor de lis
O símbolo d’honra e hombridade d’alma
Lealdade forjadora do brasão d’lume amarelo...

Una idade dos castelos mitológicos
Únicos nos jardins dos lírios nas íris do destino
A heráldica das águias em voos poéticos
Os bordados de fogo libertos e clandestino

Mil revoadas em pródigos da flor de lis
Magia do portento em código de proteção
Aos três pilares das pétalas sustentáveis
Amor é a coluna que sustenta compaixão

Son Dos Poemas

Tira Teima

Tira Teima

Arde no meu interior poema...
Será amor ou pena?
Apoesia-me por dentro queima
Chama tão densa que me condena...

Entoa sinfônica expansiva e me escreve
Uma teima expressiva em som d’acalanto
Um conforto excessivo e semibreve
Então breve amor que me causa espanto...

Tomar um poema com as mãos abraçadas
Cruzadas n’m cântico d’ epopeia que inventa
A maior ousadia em dilatação das palavras
Amar e temperar com chocolate e pimenta

Fragmentar com atrevimento nota picante
Soltar as amarras e amarra-se ao ousar
Rotular o vento como senhor outorgante
E no ventre d’Andrômeda d’amor se estrelar

Se espelhar na luz do cavaleiro...
No rastro da cruz e timbre da espada
Vestir-me d’orquestra ‘alma e o corpo inteiro
E ouvir uma sonata no topo d’uma escada...

Rompe todos os conceitos e regimenta
Argumenta no escrito e tira a teima...
Se senta não é sessenta acredita e tenta...
E falarei nove vezes a língua do poema!

Son Dos Poemas

Além Da Imaginação


Além Da Imaginação 

Além muito além do tempo da razão...
Palpita meu coração a louca peleja
Verseja farfalha apruma a rima com a mão
Parola pelos ares arrima a boca que beija

Ajusta justifica a sensação sensitiva...
Fala com fluência o dialeto do amor
Explica como pode as flores sempre viva
Dar asas á imaginação e voejar beija flor

Além da altitude que resguardo utopística
Só a lágrima solitária bêbada me denuncia 
Desnuda meus olhos revela-me mística
E danço nua pra lua embriagada de poesia

Acredito no que sinto no poder rasgar os mitos
No açúcar com absinto e cortesia alucinante
No diamante enfeitiçado frisado com riscos
O rito de querer-te amar a toda hora e instante

No limítrofe bem além d'alma arde mistérios
Estrofes rimadas com fértil imaginação 
Regadas com chuva de versos aéreos 
O feitiço das vinhas degustado em poção...

Além da imaginação amor é sonho estrelado
Um mundo diferente recheados de sonhos 
O tempo guardador de segredo espanto e libido
O caminho mais florejado e temas poéticos...

Son Dos Poemas

Galeria De Sonhos

Galeria De Sonhos

O galopante pensamento abre a janela...
Lê o conto da Cinderela borralheira 
Vê o veleiro oscilando trepidando a vela
E sonha único amor pra vida inteira...

Numa tribuna de pintura poética
Acende a inspiração rabisca na tela
Abraça o sol poeta e a dialética 
O cavaleiro trovador e a donzela...

O cântico sonoroso reluz e crepita
Na galeria do som a nudez é artística 
Absoluto é o amor que ressuscita
N’cripta de versos corisca e chuvisca

Novo mundo embrumado de poemas
Orquestração dos sentidos em harmonia
Rítmica analogia na dança das anêmonas 
Imensas galerias nos corais d’poesias...

O tempo é lamina que a senda encurta
O saber escaravelho vermelho ao vento
Gárgula arquitetônica o espírito espanta
Um canto de mistério magia encanto...

Son Dos Poemas

Amar Espanta

Amar Espanta 

Espanta-me saber que amor é chama
Assusta-me pensar que pode ser trama
Uma arte que te enreda os sentidos
Um joguete sexual ais e gemidos...

Amor pode ser espantante?
Cortar o coração com diamante?
Espanta-me saber que amor acaba
Que eterna é a luz que nunca apaga

Amor amado é andar ao lado...
Amor amigo no peito abrigado
O susto é saber que pode ser surto
Opostos se atraem mais pode ser curto!

Espanta-me saber que amor é banal...
Que hoje é a base d'desejo carnal
Mas é bom saber que sou diferente
Que amor para mim é fecunda semente!

Eterno é a cura de quem ama...
A loucura que arde e te chama
Não espanta saber que é eternidade...
Porque sei que amor é felicidade! 

Espanto é saber que escolheu errado...
Não amar quem te ama parece pecado!
Difícil é escolher seu caminho...
Reaprender a voar feito passarinho...

Grandioso é meu amor virtude...
Ponderar sobre só um desejo amiúde...
Espantoso é parecer um transatlântico 
Navegando num oceano romântico...

Son Dos Poemas

Que Susto!!!

Que susto!!!

Um surto de febre e alegria...
Uma quentura desce a face em expansão
Um susto! Amor por todo corpo poesia
Uma harmonia borbulhante no coração

Na face estampada um poema raríssimo...
Na boca mil palavras empoladas
Nos lábios um sorriso apreço caríssimo
Duas línguas num dueto embrulhadas...

Uma canção d' orquestra sentimental
Na precipitação dos desejos 
No acordoamento atemporal
Num relampejar de beijos

Que susto repito! Penso e reflito...
Espelho é reflexo ou o quê fito?
Mas a febre delirante continua
Por amor me faço nua como a lua...

Na verdade é um queijo o que vejo...
E como mesmo é um beijo n’língua atua?
Na macies dos teus sentidos eu velejo
E a surpresa que me causa é estar nua?

Quanto espanto me foi assustoso...
Amar como te amo meu diamante
Amante das mulheres mais suntuoso
Um solitário anelado d’amor brilhante...

Son Dos Poemas

Tecelã D'Versos


Tecelã D’versos

N’alvorada sinto meu ser diferente...
Teço versos fio por fio entrelaçado
Laço as estrelas do destino inerente 
Faço uma trança de presente e passado...

Alinho meu olhar com o teu de avelã
Procuro a cura em tua boca ternurenta
Como-te a beijos como nozes pecã
Marco teus lábios com carmim e pimenta

Experimento teu sabor em elixir afrodisíaco
Teço-me asas num sonho onírico sou Ícaro
Abraço-te ao sol quente num poema lírico
Escrevo-te no horizonte num monte píncaro...

Sou eu tecelã da tua imparidade.
Seu meio e medianeiro romântico singular
Tua cura inteira e simplicidade
Teu confessor de amor romance secular...

Sou tecelã imaginativa nas folhas cruas
Nas manhãs pardacentas no eu tecedora 
Na flor da pele eriçada das bromélias
Na transição da língua devoradora...

Teço-te poema naquela ave cigana 
No grito das cigarrinhas no vento
No tecido subjuntivo cuja alma profana
Na envergadura d’aurora num doce lamento...

Son Dos poemas

Meu Eterno Romeu




Meu Eterno Romeu

Não sei dizer quem nos escreveu...
Passaram-se séculos dias sem fim
Conheci um sonho inventei Romeu
E tudo aconteceu desde o beijo festim...

O amor mais expansivo e verdadeiro
Mais expressivo e marcante
Partilhado como a um sonho derradeiro
Um devaneio, um dueto d'amante...

Esculpi-te Romeu em minha medula
Na vértebra da espina na curvatura
Amei-te em polvorosa com sanha e gula
Como uma doce Julieta sonhadora e pura...

Melodiei teu nome numa opereta
Além dos dezesseis bem mais além...
Metamorfoseei sai do casulo fui borboleta
Virei a ampulheta desde o tempo porém...

Trouxe lembranças de ti resquícios 
Um minueto de Julieta e Romeu 
As travessura dos Capuletos e Montéquios
O sabor do perfeito no mel do beijo teu...

O olhar do sempre Romeu apaixonado
Meu coração pulsando em euforia
O hidromel mais doce enfeitiçado...
E o padecer d'amor todo dia poema e poesia...

Son Dos Poemas

Meu PoemaD'Madrugada

Meu Poema D'Madrugada

Escrevo-te prosa com pena e nanquim
Num outono madrugador e chuvoso
Eu vestida de rosa num tempo sem fim
Num beijo rubro e suntuoso...

No silêncio do paraiso abrasador
Na nudez dos pensamentos 
No aconchego mais meigo amor
Escrevo-te por todos os tempos...

Ao som do vento conspirante
Nossa trilha a armadilha tão perfeita
A energia das cachoeiras inspirante
O céu da boca o presente a borboleta...

Acaricia da pele aos sentidos viris
O suspirar em tua boca toda saudade...
O saborear cada gota de orvalho gris
Ao percorrer teus caminhos da felicidade

Ah!...Meu poema caudaloso feito um piano...
Melodioso é o amor aos brados e volume
Ecoa o som das montanhas o vento minuano...
Ano após ano encontro-te na existência incólume.

Son Dos Poemas
(Independência do Brasil 7 de setembro)

Independência

A sentença pedinte relevante é soberania
O dia D, pois já é fulgurante amanhã, 
O trovão constituinte, revoada dinastia...
Depois d’tanta filosofia é hoje Titã!

Independência ao brado timbrado em alto tom
No grito sôfrego á beira d’lago, riacho, ribeiro
Talvez num sonho d’ bardo haja certo Dom
Desapego lusitano poeta impetuoso primeiro

Pioneiro num enredo, por conseguinte...
Concebido porque ouviram no Ipiranga,
Além dos apelos da maçonaria contribuinte

O grito d’amor “independência ou morte”
Os gestos de coragem a sangria e a sanga,
Há cura plena poesia em liberdade comporte.

Son Dos Poemas