quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Alma Avoante





Alma Avoante

Há mil pés de latitude...
Há amplitude dos pombos volantes 
A alma branda alcança altitude
Beija os lábios de doce deleites...

A rosa dos ventos corrente muda...
Inunda a mente de fantasias voláteis 
A ‘lma com requinte de gentileza é muda
Em longitude faz poesias impalpáveis

Incomensurável é o tamanho do tema...
A trama que se alonga feito um espectro
Torna imenso o corpo concreto do poema...
Então eu penso... Sou meio, lado ou centro? 

Mas a alma viageira responde bobagem...
E põe na algibeira uma música “papel machê”
Lota a bagagem de vento pra “Boa Viagem”...
Nas mãos uma valise bem coisa clichê...

Assumo, gosto mesmo é de Coldiplay...
“Viva la vita” em direção ao “Paradise”
Depois de amanhã cantarei happy day!
Dançarei na chuva num jardim de reprise...

Por falar em clichê n’alma minha voante...
Passam-se porquês em instantes bucólicos...
É contínuo meu amor o viço d’ diamante
O calor que sinto em rimar com sol é viciante!

Son Dos Poemas

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