quinta-feira, 22 de outubro de 2015

M'eu Poeta



M'eu Poeta

Enquanto pensa há dor
Absorve os espinhos
Questionador
Voam passarinhos...

Desaprende teu aconchego
Espalha tua agonia amuada
Suspira em vão com sôfrego
Espanta tua poesia encarnada

Perde o nascer do sol ao sorrir
Rasura a partitura jaz escrita
Vê pintura corada d’o arrebol luzir...
Lavra a escritura em negrita

Ah!... Meu mercador Veneziano
Faz romper a lágrima em choro
Confundir até o vento minuano
Arrancar d'mim crua tira d'couro

Avivar lembranças nuas sem porquês
Dá a pena 'alma já tão apenada
Revoam esperanças em buquês
Arranha a mesma no fio da espada

Unta-me com azeite d'nostalgia
Acorda m'eu shakespeariano
Desperta m'eu poeta melancolia
Inspirar-me na poesia grega d'Urano

Ah!...Poeta amado trovador
Nesta chorosa poesia concreta
Salgada por mar d'amor
Minha homenagem a ti m'eu poeta...

Son Dos Poemas

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