quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Tecelã D'Versos


Tecelã D’versos

N’alvorada sinto meu ser diferente...
Teço versos fio por fio entrelaçado
Laço as estrelas do destino inerente 
Faço uma trança de presente e passado...

Alinho meu olhar com o teu de avelã
Procuro a cura em tua boca ternurenta
Como-te a beijos como nozes pecã
Marco teus lábios com carmim e pimenta

Experimento teu sabor em elixir afrodisíaco
Teço-me asas num sonho onírico sou Ícaro
Abraço-te ao sol quente num poema lírico
Escrevo-te no horizonte num monte píncaro...

Sou eu tecelã da tua imparidade.
Seu meio e medianeiro romântico singular
Tua cura inteira e simplicidade
Teu confessor de amor romance secular...

Sou tecelã imaginativa nas folhas cruas
Nas manhãs pardacentas no eu tecedora 
Na flor da pele eriçada das bromélias
Na transição da língua devoradora...

Teço-te poema naquela ave cigana 
No grito das cigarrinhas no vento
No tecido subjuntivo cuja alma profana
Na envergadura d’aurora num doce lamento...

Son Dos poemas
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