segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Tua Boca D'Boêmia





Tua Boca D’Boêmia

O porejar dos amantes nas avenidas
O suor extraído dos poros o romance...
O versejar da lua as estrelas lambidas
A colheita e acolhida num lance


Tua boca resumida e beijada
A garganta é coxia á luz da rampa
Tua língua em código decifrada
A poesia despida é pirilampa...

O céu em cores maravilhosas 
O teatro mostrado para o mundo
Os aplausos às cálidas rosas...
Os novos roteiros e o amor profundo...

A tela do espanto dá inspiração...
Amor em toda esquina ao vento...
O verbo da menina só palavrão
Pede licença poética com-pra-zi-men-to...

A reminiscência que alavanca dá complacência...
A rigidez da barra em punho que sustenta
A seiva da fotossíntese branca condescendência 
E olhar languido é o brilho que ostenta...

Ah!...Tua boca com sabor d’absinto...
O ar puro dos pulmões desintoxicados
A boemia que desconheço, mas sinto...
Á rigor o pecado?...Só versos trocados...

Son Dos Poemas 
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