sábado, 14 de novembro de 2015

PERFUMES DA VIDA


Perfumes Da Vida

Nesse imenso canteiro d’gente...
Cujas flores e espinhos somos
O jardineiro cultiva-nos semente
Extrai muda e nós multiplicamos

Silenciosamente nesse celeiro
Á nossa alma é sanatório mental
Tantos são nossos enigmas e cheiro
Curas e carmas d’carne ou espiritual...

Nesse imenso jardim que extrapola
Vincula ou dá liberdade e algema 
Aprisiona mente trancafia engaiola
Apoesia extravasa em poema...

Tantos são os perfumes da existência
Aromas essências coisas que não sei
Se há vida há um fio de consciência
Todo ato consequência sei é lei!

A leniência é virtude em verso e prosa
Paciência, Incenso, mirra, alecrim é extrato... 
O ventre d’gaia é uma flor miraculosa
Há tantos perfumes da vida que não sei...É fato!

Nasce disso todo dia o sol no quintal
O arrebol ilumina frontes, fontes (a)mar além...
Brilha todo mundo lá d’cima d’bem e d’mal
Agracia-me com nova chance e você também...

Son Dos Poemas

COMPÊNDIO LITERAL



Compêndio Literal


Das vísceras órgãos e entranhas
As sensações mais esquisitas
Mais loucas mundanas e estranhas
As palavras entre as línguas ditas

Neste amor difundo visceral...
Na lateral duo órgãos do rim
No beijo mais afável e atemporal
No filtro de cada gota d’você e d’mim...

O fígado é o pró motor bílis testemunhas 
Com manha faz doce do amargor
Dissolve o delito na ponta dos dedos e unha
Rasgado no peito direito em grau superior...

Ainda que no lado esquerdo tão só palpita
A essência d’cada órgão é centro d’amor
É como a ursa maior que no infinito habita
Corisca sem parar e grita sem dor

Sábia é a linguagem escrita num beijo
No mármore das folhas d’outono
No contorno d’todo lábio desejo
O dual d’olhar amolecido e cônsono

Na fronte o extrato é sumula d’amor
O descanso dos cotovelos batente
O maior órgão tecido em pele é flor
E o amor é caminheiro ao poente...

Son dos Poemas

FELICIDADE TARDIA



Felicidade Tardia

Bem ardilosa e astuta...
Essa tal felicidade sempre atrasada
Só d'brincadeira é trabalhosa labuta
Não tem desculpa é escandalosa e ousada

Fina dama equilibrista bailarina...
Jubilosa felicidade sê chama hora feliz
Tão pragmática cuja palavra é feminina
Independente força motora mola motriz...

Felicidade mesmo tardia é oportuna
A poesia mais linda sensação utópica
Um estado de espírito que afortuna
Confuso é não ter senha nem lógica

Essa consorte bonita alerta esbelta 
Dama de companhia festiva elegante
Moça de fino trato inspiradora poeta
A tal senhorita é senhora impontual...

A lei de felícia é rainha enigma boreal
Deixa tuas pernas bambas e dança tango
Toca n’alma lambada salsa ou prelúdio astral
Num cerimonial com sorriso doce sabor morango...

Felicidade é trem que chega atrasado
Esperar o namorado e a prima Vera na estação
É ouvir-te amo com espanto no olhar aventurado
É sorrir por último e ser feliz.

Son Dos Poemas

D’Alma D’Primavera


D’Alma D’Primavera

A alma é colorida e matizada...
O rubro mais divertido faz fluir
O esboço do sorriso vira risada...
E o meio embevecido agradece por vir

Anjos sorriem do pedestal radiante
Beija-flores bebericam mel d’primavera
O sol reluz sobre as pedras d’diamante
E tudo fica perfumado na atmosfera...

A dama soberana espalha seu buquê
Com poção floral perfuma os caminhos
Inspira a realidade por vezes clichê
Cobre o céu com manto de passarinhos

D’alma primaveril tudo se espera
A visão embriaga a garganta canta
A natureza conspira e suspira primavera
O mundo vira flores d'utopia e tudo planta...

Surta as loucuras d’todo pensamento
Parada dessa florista paisagista ambiental
Amor d’primavera com cheiro d’vento
Dama da estação Eva nua além do quintal...

Son Dos Poemas

Som D'Arborização



Som D'Arborização

Dia da árvore em ostensão
Primavera das hortênsias
D'oliveiras e outras essências
Som da natureza em poesia
Das turbulências e calmarias
Dos ramos dobrados ao vento
Das seivas poéticas e sentimentos
Desde as raízes e rizomas 
Até as copas das folhagens corpulentas 
A tradução do pensamentos é boa soma
A sedução pela poesia da terra
Os monumentais arvoredos das serras
Os segredos entre bosques e brenhas
A mata que nada mata é nossa senha
A fauna a flora sons da poética
A orquestra das frutíferas dialética
Os arbustos robustos são estética
As rimas os sustos e as cordas
A insensatez do homem arde a floresta
A lenha a madeira faz a horda
Á maneia da lei
Para a sobrevivência?
O próprio universo diz e desenha
Para deter o calor em demasia
Só plantar muitas árvores...
E nascerá poesias...


Son Dos Poemas

AGRADECIMENTO/AMIZADE



Agradecimento/Amizade

Reconhecimento do bem...
D’tantos carinhos e gratulações
Coisas d’amor e muito mais além
Enxurrada d’flores d’múltiplos corações


Amizade amor e confraternização
Movimento d’vento pura energia lavrada
Uivos e sussurros desejos e emoção
Mantra d’chuva d’boa ventura emanada

Cântico d’opulência apogeu d’sentimentos
Sim caminhei entre nuvens d’expressão cordial
Ah!Quão auspiciosos foram os ventos...
Tantos cumprimentos d’efeito colateral

Bilateral é o retorno doce sabor do fruto...
De cá e daí um dilúvio em amor perfumado
O lucro tido como certo d’mim é absoluto
Amor lapidado qual um diamante bruto...

Impressiona-me os numerais crescentes
Buquês d’carinho com aroma d’amizade
Exaltação contida em ofertas e presentes
Num lume d’estrelas com singularidade

Amizade plantada cultivada com poesia
Uma árvore fértil com flores e rizoma
Gratidão imensa a toda essa cortesia
O melhor presente meu amor... Meu idioma!

Son Dos Poemas

AH...TENTA AÇÃO!



Ah ...Tenta Ação!

Sempre atenta á toda ação
Há no ar um buquê de primavera 
Um cheiro de perfeição...
Flores e aroma de d'nova aurora


Uma longa espera ao som da imaginação
Tão longa era a era da tentação...
Um jardim de Eva e uma costela de Adão
Nus lençóis d’ noite faz a lua vestir a escuridão...

Espalhar suave fragrância com gosto de fantasia
Manter um elo com romance apaixonado
Aromatizante é o perfume que exala poesia
Um fast -food que vicia em fatia de sedução e pecado

Onde há fumaça dizem há incêndio ou amor
Que poderia dizer desse seu ar sedutor?
Há tanta ação em expansão nesse olhar pecador... 
Bem poderia ser eu sua maçã tentadora supor...

Com exatidão ser inexato ao mar e a luz
Ter plenidão ser paixão e não serpente q’ te seduz...
Nossa bem aventurança um sol de esperança é cura
Uma dança de folia poção de magia tão doce loucura...

Ah, tentação... Que ostenta e atenta...
Com boca seca com desejo drena sedenta 
Com alma apega e com o beijo enxuga e abusa
Com a lábia lambuza ousa e usa e usa...

Son Dos Poemas

DESABAFO POÉTICO



Desabafo Poético

Respirei arco-íris no peito do universo
Fiquei embriagada de lua cheia confesso...
A garganta arranhou e deu um nó
Engoli as cores sorvidas num verso só


A boca travou calando a língua sem trema
A vida seguiu deixando á míngua poema
O mar aumentou suas águas ruidosas
As areias choraram em conchas desgostosas

Angustiosa poesia se fez lírica e marítima 
Em ondas nauseantes de rimas rítmicas 
Rica foi a melodia entoada pelo vento
Um som de violino no ouvido do pensamento

Saudosas lágrimas acresceram sal ao mar
Ninfas e sereias lacrimejaram gotas d’estrelas
Aos meus olhos lúdicos desaguaram em cachoeiras
Pude vê-las num burburinho cintilando no ar...

Calei minha voz desabafei á tua alma extasiada
Pisei em nuvens de amor completamente abismada
Falei o dialeto dos homens e dos anjos invisíveis...
A linguagem dos sonhos dos amores impossíveis...

Provei doce amargo travado em sua boca 
Desagüei feito a chuva num beijo nua e louca
Desabafei poetizando solo no colo delta minguante
Imperceptível desmilinguida feita lua de amante...

Son Dos Poemas

CORUJAS



Corujas


Criaturas dos ares noturnos...
Impregnadas de mistérios
Enigmas das noites soturnos 
Dos portais dos hemisférios
Libertárias d’medos imediatos
Cochicham segredos sons enigmáticos...

Habitantes entre dois mundos...
Sussurros da escuridão
Vozes d’universos oriundos 
Canto de feitiço em intersecção
Espanto dos sonhos fecundos
Presságio ou simples intuição?!...

A resposta é caminheiro intrigante
Caça e caçador na turva neblina
Na flor das plumas d’ pena elegante
Há um manto de beleza d’asas Angelina
O rito e o mito destoante e coruscante...
O arrepio do vento gemendo na colina...

Astutos os sentidos são profecia
Encontrar o alimento prazer saciedade
Na madrugada a relva é solo e poesia
Mirante o cardume d’sonhos é realidade
Ao alvorecer o tempo é cronologia
A poesia da coruja singularidade

Aos noctívagos seres da lua magenta
Das cores primárias e tão violáceas
Aos cordões d’alquimia d’luz d’placenta
Corujas são seres d´outras galáxias
Olhos da natureza que observa pertenta
Ares d’sabedoria corujas perfeitas...

Ave d’almas líricas e místicas
Sedenta concentrada e atenta
Olhos e ouvidos d’prontidão ariscas
Cabeça que gira o mundo surrealista
Tudo faz sentido d’noite sob as trevas
A captura da escuridão o afiar d’garras

O cio da coruja o ato e delito 
O deleite renovado o cliclo lenitivo
O grito da natureza o sempre mito
O assovio peculiar o grito intuitivo
O olhar ao luar passionalmente bonito...
O reflexo d’eu lírico com ar sensitivo

O cheiro etílico e sorrateiro d’ilusão
Num voo ligeiro mergulho nesse imaginário
Afinando meu cântico descrevo a visão
Sem exatidão na ordem dos fios coronários
Na fonte mais pura d’minha imaginação...
Corujas são seres extraordinários...

Reeditado parcialmente 17/09/2013
Sonia Gonçalves 08/03/2013

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

CONSPIRAÇÃO RECICLADA



Conspiração Reciclada

Reciclo a conspiração d’Eros cupido
Intensificando o feitiço d’Andrômeda
Acrescento as estrelas ao líquido antídoto
E o salutar do sorriso da própria Gioconda


Absorvidos em fluídos d’mona d’boemia
No ar impreciso da face d’Mona lisa
Ao som do universo da nona sinfonia
Na precisa fibra d’vidro quebrada na brisa

Agora somos fagulhas d’vida d’alvorada
Folhas abrolhadas nas brumas d’Avalon
Somamos efêmeras quimeras nascidas d’nada
Sintetizadas partículas d’Universo d’Orion

Somos nós d’pingos d’água d’alquimia...
Pensamentos d’menino d’menina pura
Fragmentos música letra e melodia
Sons equalizados na carne púrpura

Poema e poesia em combustão sistemática
Centelha divina d’ouro e d’couro pele e voz
Tristesse d ‘Chopin interpretação temática
Sonata d’emoção, sorriso, choro fonte e foz...

Somos efeitos, sonhos, desejos, loucura...
Sons da vida, Frida, ferida, ópera clássica
Somos semicolcheias, colmeias confusa partitura... 
Música interpretada, escrita épica poética...

Son Dos Poemas

MEU FANTASMA



Meu Fantasma

Sim, és meu poeta fantasma
Espectro do meu pensamento
Fantasia d'alento d'minh'alma
Ecos d'destino brado do vento...


Ópera de mim e do mundo
latitude do meu latifúndio
Amo, senhor criado mudo
Amor consentido compêndio...

Água e incêndio fragoroso
Amor retilíneo e reticente
Espectro solar assombroso
És meu poeta expoente...

Desejo e fantasia, noite dia...
És meu fantasma leniente
Furacão e calmaria
Meu presente perseverante...

Carvão e diamante d'alegoria
Pão com manteiga, fartura...
Café com poema em poesia...
Espanto e sedução, ternura....

Brandura me dá teu olhar que tramo
Loucura sensata, fragata d'mim...
Escultura de você fantasma que amo!
Fanatismo encanto ode sem fim...

Son Dos Poemas

Ânsia Que Te Abraça




Ânsia Que Te Abraça


Anseio eu abraçar tua ânsia...
Segurar tua mão acender teu caminho
Ser teu remédio placebo e ciência
Seiva por circunstância pão e vinho...

Envolver-te com carinho e leniência
Espantar-te o peito afugentar a dor
Acalmar teu espírito com elegância
Depurar tu’ alma com essência d’amor...

Minha sentença será t’a mansidão 
Continuar esse poema e deixar fluir
Espantar tua agonia vil e vão
Ser incenso e cura a loucura d’existir

Escrever-te ‘ encanto em expansão 
Mesclar teus sonhos com meus desejos 
Libertar teu espírito ser t’a inspiração
Ser amada entre lençóis d’beijos...

Aspiro sim ser tua mistura poética
Ser teu lume de beijos sonhado
Sentir-te sem medida sem métrica
Dizer-te és meu poeta declamado...

Dar-te-ei a poção mais doce d’meu amor
Falarei a língua dos Anjos em verdade
Direi adeus num buquê perfumado de flor
E vos prometerei eterna lealdade...

Son Dos Poemas

CONTEMPLAR-TE


Contemplar-te

Com insistência meu olhar te veleja
Na proeminência do ato e do fato
Com licença poética a poesia te beija
Com a língua sedenta deseja contato

Como fio condutor d’amor eletrizante
Fico extasiada por tua figura alinhada
Poema charmoso sedutor elegante 
Escrevente d’alma erótica e requintada...

Contemplar-te muda sentença visual
Rabiscar-te alia consciência e consequência
Declamar-te com teor d’amor atemporal
Amar-te d’alma corpórea pura leniência

Por conformidade e cortesia lunar
Com a fúria d’um vulcão em erupção
Com o coração na boca sempre amar
Um poema além da fonte da intuição...

Guardar-te como animal em madriguera
Esconder-te como um coelho na cartola
Cantar-te poesia qual uma ave cardinheira
Tocar-te como linda melodia ‘estribilho d’viola

Repetir-te como ondas d’amplificador 
Absorver-te em cantos d’amor matinais
Contemplar-te meu hibisco e beija-flor 
Meu cancioneiro d’poéticos madrigais...

Son Dos Poemas

RITUAL D'AMOR


Ritual D'Amor

Fica o dito sendo rito...
Tudo está escrito no original
Sou eu tua poesia em verso explícito?
A erudição do teu sonho carnal...

Então faremos é rezar e amar
Comer, dormir, sonhar e repetir
Deixe teu peito livre p’ra me abrigar
Teu coração poeta p’ra me fazer sorrir...

Possuir meus desejos e tantos beijos 
Haja na boca insana, insaciável e urgente
Beber totalmente meus segredos
Escrever nosso enredo com diamante...

Gravar este ensejo na vértebra d’cada costela
Caminhar feito peregrino procurando o norte
Misticamente ir á Santiago da Compostela
Magicamente meditar nosso destino e sorte...

Então comporá serenata tocada tocante...
Em noite enluarada d’amor embevecido 
Recitar-me-á poesia ao riste sussurrante
Com a expressão mais linda ao pé d’ouvido

Então dividiremos eternos momentos...
Tomaremos vinho da vinícola na fonte
Plagiaremos o sol e a lua em pensamentos
Tomaremos banho d’cachoeira no horizonte...

Son dos Poemas 

AVL - Acadêmica: Sônia Gonçalves - Cadeira: 14 - Patrono: Carlos Drummond de Andrade

SETEMBRO EM PROSA



Setembro em Prosa

Mais um mês transeunte, preste atenção e depure os sentidos...
Nesse mês o natural é ficar mesmo embevecido, verifique tudo o que acontece acredite que tudo é transeunte, assunte que nem tudo se esquece, mas setembro é o mês em que a vida floresce.
Envaidece os sentidos embriagados espalha uma fragrância com essência de natureza e cheiro de chuva fértil, terras produtivas suspiram flores sempre vivas, rosas, miosótis, girassóis e violetas e outras tantas presentes... O buquê é atraente para as borboletas com o cheiro inerente dos crisântemos em tons variados. O atrevimento fica por conta das rosas que fazem pose e grita “close” á lente do tempo, enverga-se livre, leve e nua, faz pacto com a lua transcendente. Deitada sobre a relva dos rios e cabeceiras aprofunda harmonia com a natureza...
Setembro chega fazendo coreografia nas quedas d’águas das nascentes e cachoeiras que energizam e dá ciência á poesia, consistência ao poema com diversidade pinta telas e temas... 
O sol surge luminoso acorda a vida com os quatro elementos, o ar puro dos pinheiros os passaredos voando ao vento, o enredo escrito á luz do fogo dos candeeiros pelas mentes pensativas no silêncio das estrelas ao som dos coriscos e terra molhada...
Conta Gaia em sua geografia fecunda, dita simplicidade e toda fortuna dela oriunda, sagrada verdade. Seja a terra bendita a Benedita feminina que me lembra de que hoje arrebenta e nasce setembro a gosto da cabal supremacia.
Foram nove meses de gestação, dias corridos de preparação...
Arruma o quarto, pendura esculturas antevê bons momentos...
Exercita a musculatura da boca, com sorriso tudo na face e fácil, essencial é ser como móbile porque há dança e movimento...
Assim como as andorinhas espreitam o verão no céu de setembro, abre a partitura na nova sinfonia mensal, mantras de chuvas, versos, parreiras plantas e cura austral.
Tanta prosa margeia essa era de loucura, tantas heras é canção nas folhas de primavera nas reticências e tal...
Há expectativas para a mais linda estação... Aquela que eclode em prazerosa visão, mostra a dama da noite perfumada ao albor crepuscular... Traz flores nas mãos e nova canção de amor particular... Ah!...Uno universo espetacular! 
Tens o coração oleado de calêndula untado de poesia, conta contos e lendas, fragmenta lembranças e germina esperança... Quantas onze horas de diversas tonalidades, renovará nosso espírito com desenhos escritos no pergaminho da felicidade...
Fragrâncias espalhará com cheiro de manhãs setembrinas fazendo bruxas e fadas saírem da rotina, se desnudar ao luar, colher flores e framboesas do campo, suspirar pelos cantos, versejar feito camponesas em meio á neblina... Quantas meninas, quantos meninos nascerão...
Quantos ribeirões quantos riachos e águas quebrarão...
Quantas flores quadras e lírios, alvas brumas, tantas plumas, quantas penas voarão?...
Bem digo a rosa dos ventos, saber que setembro é agora novo tempo, novos versos mês portento.
Tantos setembros sem sombras de dúvidas
Enfeitarão nossa retina com momentos coloridos...
Escrevo aqui artigo prosaico ambíguo...
Sim!... Desejo bem até para os nãos amigos...
Son Dos Poemas

ACADEMIA D'MIM



Academia D’mim

Fabula em mim tanta métrica sintética... 
Da voz da garganta das cordas do goto
Questiona coletiva nas sumas da poética
Traduz e diz tá lento expresso gosto

Conta em versos nus e simplificados...
Sem metáforas ou seiva elaborada
Dita ciência d’amores ultrapassados
Á tua vontade d’boca louca varrida

Diz que sou tua querida decorada... 
Que estivemos num sonho ateu
Tão surreal foi tua poesia declamada...
O ósculo pedante cujo destino lambeu...

D’um jeito petulante abrasador... 
No vigor do beijo mágico medicinal 
Na louca academia d’mim és tenor
Na galeria sonho e melodia és real...

Conte ao vento sobre tua coletânea
Tua coleção de selos insetos e fotografias...
Diz a reticência d’tua alma mundana errônea 
Além bem além das nomenclaturas...

Diga que sou teu trevo da sorte
Por mim escreves sem rumo sem fim
No marfim d’teu olhar estrelado ao norte
Diz sou tua academia poesia d’mim...

Son Dos Poemas

Chuva Cadenciada


Chuva Cadenciada

Ao compasso dobra ‘ açucena... 
Borboletas dançam sobre criptas
Meu poema simula alonga cantilena
Minha voz é sonora quadras escritas...

Um extensor de amor extremo
Dobrado nos versos que me lembro
Cai a chuva em ritmo supremo
Minh' alvorada meu doce setembro...

Meu manto d’lembranças a dura pena...
Os olhos que á chuva afina cantiga
Tantas lágrimas fez-me Madalena
E a cena muda diz corre prossiga...

Chove hoje renovação para os lírios 
Água da chuva é ar de encantamento...
Inspiração faz poesia serem delírios
Recordação d’um uno momento...

Ouço a cadente chuva compassada
Na companhia inconstante do vento...
Há poesia farfalhante na alma recitada
No burburinho de mim pensamento...

Indago ao espelho clarear d’minha fronte 
Imaginar qual seria meu frontispício... 
Se resquício d’chuva seria água da fonte,
Sei sou cisco d’sanidade num hospício...

Empalideço no alvor da densa alvorada...
Com a monotonia da chuva teço poesia
Tanto amor sei um dia fui tua amada
Tecida em fios d’sede e seca agonia...

Son Dos Poemas

CONFIANÇA





Confiança

Com fiança tudo se torna perfeito
Lábios balbuciam nomes sem mencionar
Amor do meu do teu de todo jeito
Entreabertos são os portões (a) mar


Confiança não se compra nem furta
Cobre o coração como uma bruma 
Colhe-se por cultivar como fosse fruta
Estoura pende ir pelo ar como bolha d'espuma

Aprendi que cresce como chama de lampião
Fica pendurada como estalactite numa gruta
Frágil como cristal pode cair e ir ao chão...
Espatifar feito um espelho d'forma abrupta...

Com fiança é a caução que se dá
Faz teus sentidos sedados até onde sei lá
Obter o aval do vento e achar-se acolhida.
Lamber na boca beijos melados aqui... Acolá...

Quem fiança dar-te rubrica em amor
A fronha que te cobre os ouvidos e aconchega
A garantia que te faz precioso penhor
É o amor suave que em teu peito abriga...

A confiança é um manto d'entrega em contextura 
Um colar de madrepérola em esperança
O céu diamantado lavra 'alma e te escritura
E uma rede d’ternura te assegura em confiança...

Son Dos Poemas

GLOSA



Sei que pareço um ladrão…
Mas há muitos que eu conheço
Que, sem parecer o que são,
São aquilo que eu pareço.
Antonio Aleixo

GLOSA
Nesse mundo nada se cria, 
Tudo se copia arte é ilusão;
Quando crio diamante d’utopia,
Sei que pareço um ladrão!

Meu furto é surto d’ impressão
E com poesia apago o que pareço,
Sem plágio não roubo inspiração!
Mas há muitos que eu conheço...

Dissimulados e camuflados... 
A esses, não dou perdão!
Roubadores são aparvoados 
Que, sem parecer o que são...

Não valem quanto pesa vintém
Pessoas desse tipo desmereço!
Inversos de mim mentem bem
São aquilo que eu pareço!...


Parabéns com Louvor acadêmica Sônia Gonçalves !

Patrono : Carlos Drummond de Andrade.
Acadêmica: Sônia Gonçalves 
Cadeira: 14

MEU POEMA D'MADRUGADA



Meu Poema D'Madrugada

Escrevo-te prosa com pena e nanquim
Num outono madrugador e chuvoso
Eu vestida de rosa num tempo sem fim
Num beijo rubro e suntuoso...

No silêncio do paraiso abrasador
Na nudez dos pensamentos 
No aconchego mais meigo amor
Escrevo-te por todos os tempos...

Ao som do vento conspirante
Nossa trilha a armadilha tão perfeita
A energia das cachoeiras inspirante
O céu da boca o presente a borboleta...

Acaricia da pele aos sentidos viris
O suspirar em tua boca toda saudade...
O saborear cada gota de orvalho gris
Ao percorrer teus caminhos da felicidade

Ah!...Meu poema caudaloso feito um piano...
Melodioso é o amor aos brados e volume
Ecoa o som das montanhas o vento minuano...
Ano após ano encontro-te na existência incólume.

Son Dos Poemas

MEU ETERNO ROMEU



Meu Eterno Romeu


Não sei dizer quem nos escreveu...
Passaram-se séculos dias sem fim
Conheci um sonho inventei Romeu
E tudo aconteceu desde o beijo festim...

O amor mais expansivo e verdadeiro
Mais expressivo e marcante
Partilhado como a um sonho derradeiro
Um devaneio, um dueto d'amante...

Esculpi-te Romeu em minha medula
Na vértebra da espina na curvatura
Amei-te em polvorosa com sanha e gula
Como uma doce Julieta sonhadora e pura...

Melodiei teu nome numa opereta
Além dos dezesseis bem mais além...
Metamorfoseei sai do casulo fui borboleta
Virei a ampulheta desde o tempo porém...

Trouxe lembranças de ti resquícios 
Um minueto de Julieta e Romeu 
As travessura dos Capuletos e Montéquios
O sabor do perfeito no mel do beijo teu...

O olhar do sempre Romeu apaixonado
Meu coração pulsando em euforia
O hidromel mais doce enfeitiçado...
E o padecer d'amor todo dia poema e poesia...

Son Dos Poemas

MAGIA DO TEMPO


Magia Do Tempo

Brincar de passa tempo incessante...
Rabisca o céu com palavras cruzadas
Faz um ritual de beijos chispante...
Sem gemidos de dores só o som d’almas

O feitiço das borboletas luminosas...
Na imensa avenida o nosso logos da paixão
O farfalhar d’ asas úmidas nas águas d’s rosas
O revigorante beijo e o poderio d’atracção...

A fascinação pelas línguas eloquentes
O sabor de mistério em boa nova e diferente
A magia dos lírios segura no branco dos dentes
Servindo a paixão ao ponto bem Al dente

A face do desejo em pura contemplação
Fareja o cheiro de felicidade eminente 
O tempero que apimenta o amor é admiração
A entrega por inteiro faz a magia presente...

Tão doce é o momento exato e fervoroso
Elevando temperatura da luminescência ambiental
O amor mais amado em vestes fantasia real
O desejo febril o nu artístico em tom escandaloso.

Son Dos Poemas

Poesia Telúrica


Poesia Telúrica

Telúrica é a paixão que me faz ser...
Oblíqua nos versos ocupar a mente
Enviesar de acuidades o querer
Em ondas de ternura obviamente


Envolver-me num lençol de carinho
Lacrimejar os olhos sem motivo aparente
Sentir-me árvore e também passarinho
Decorar-te na ponta d’língua habilmente...

Palavrear em corrente telúrica
Dispensar a grife por etiqueta
Divagar entre a teoria e ser prática...
Metamorfosear qual uma borboleta

Colorindo a poesia telúrica de púrpura 
Desenhando um leão rajado nas nuvens alvas
Matizar o poema trajado de laranja madura
Beber fantasia e amar sem ressalvas...

Telúrica é a poesia que me faz rabiscar
Margear o sol com asas de cera sem temer
Ir buscar ás estrelas só pra te centelhar
Encher de fagulhas ás estações e florescer...

Encontrar um elo n’m bocejar d’ temporada
Amar seu perfil no telurismo d’uma canção
Sentir o magnetismo do poema apaixonada
Sintonizar o nível da poesia d’alma e coração.

Son Dos Poemas

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Sô D'Momento








Sô D'Momento

D'improviso Sô assim
Dona do meu nariz e d'mim!
Sempre dou a volta por cima
A nada sou apegada d'fato
Tenho comigo mesmo um pacto!
Aprendi conter meu desespero
Desde menina sou abençoada
Sei que tudo é passageiro...
Reconheço as coisas efêmeras
Minhas pegadas deixo na areia
Sô somente minha e demais ninguém!
Acredito nas bruxas na corrente do bem!
E em cada rima faço-me também
Sei que o mal não é eterno
Terno mesmo é amar ao Eterno bem além...
Caminho nas estrelas infindas
Buscando sempre as coisas mais lindas
Minha essência queima incenso
Nas veias arde poesia e poema
Inspiração é sopro é ventura
Amor reciprocidade e ternura!
Sempre volto p'ra mim porque penso!
Sô de repente...
Rompante do momento
Sem direção sigo o vento
Com palavras Sô alada
Faço de tudo uma grande salada
Tempero com vinagre de maçã
Deixo a vida agridoce com sabor de Hã?
Hidrato minha pele macia
Sô ousada atrevida Sô poesia...
Mas também Sô cordata
Sem hora sem nada sem data
Serei jovial até a morte...
Com sorte esta vai demorar...


Son Dos Poemas

Sinos D'Requiem



Sinos D'Réquiem

Com sorte tarde essa tal morte indecente...
Cuja luz crepuscular pode apagar ao poente
Estranhamente se natural é reconfortante
Caso contrário desespero massacrante...


Louco explicar o ar fatídico cinzento
Usar de filosofia fibra e unguento...
Aceitar como tom natural o excêntrico
Chorar o impacto corriqueiro tétrico

Perceber o ar poético e inóspito 
Vestir a mortalha escura d'óbito 
Jorrar lágrimas d'loucura e desprazer 
Pagar com a morte ávida a sede d'viver

Saber que seguimos o destino á pino
Mesmo sem ouvir ouviremos o hino
Os sinos replicando bisonhos...
Marchas fúnebres e sons tristonhos

Se dia das bruxas será desta a culpa?
Esculpida nos jazigos sem perdão e desculpa
Se n'outro dia poesia escrita pelo firmamento
Pelo divino destino ou trágico momento...

Esquisito é saber que da vida faz parte
Entre uma estação e outro conspira a arte
Este óbito que dilacera e paralisa a sorte
O vento canta réquiem e conspira com a morte...

Son Dos Poemas

Novembrando



Novembrando

Novembro em trajes desafivelados
Falando em girassóis e gerúndio
Agora onze auroras em meses dobrados
Ás décimas d’outubro em prelúdio


Mais onze vezes em fila de espera
Soletrando o presente em fragmentos
Os prazeres nas cores da primavera
E afazeres futurando os pensamentos

Sopra o vento e movimenta o vetor
Geme a canção de novembro ainda
Entrega em mãos amor ao portador
Diz-me ouve a melodia mais linda...

Novembro traz tua poesia ao amanhecer
Espalha as rimas dos meses pelos ares
Contempla a divindade do alvorecer
E floresce a magia nas algas dos mares

Gira mundo gira sóis amarelados
Palpita no peito em ritmo indecoroso
Deita tua pele aos raios diamantados
Anunciando novembro prodigioso...

Prossegue a pé ao próximo capitulo
Voa numa rajada de vento forte
Segue com fé atmosfera do uno
Chegou novembro com sopro d'sorte...

Son Dos Poemas