sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Chuva Cadenciada


Chuva Cadenciada

Ao compasso dobra ‘ açucena... 
Borboletas dançam sobre criptas
Meu poema simula alonga cantilena
Minha voz é sonora quadras escritas...

Um extensor de amor extremo
Dobrado nos versos que me lembro
Cai a chuva em ritmo supremo
Minh' alvorada meu doce setembro...

Meu manto d’lembranças a dura pena...
Os olhos que á chuva afina cantiga
Tantas lágrimas fez-me Madalena
E a cena muda diz corre prossiga...

Chove hoje renovação para os lírios 
Água da chuva é ar de encantamento...
Inspiração faz poesia serem delírios
Recordação d’um uno momento...

Ouço a cadente chuva compassada
Na companhia inconstante do vento...
Há poesia farfalhante na alma recitada
No burburinho de mim pensamento...

Indago ao espelho clarear d’minha fronte 
Imaginar qual seria meu frontispício... 
Se resquício d’chuva seria água da fonte,
Sei sou cisco d’sanidade num hospício...

Empalideço no alvor da densa alvorada...
Com a monotonia da chuva teço poesia
Tanto amor sei um dia fui tua amada
Tecida em fios d’sede e seca agonia...

Son Dos Poemas
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