sábado, 14 de novembro de 2015

CORUJAS



Corujas


Criaturas dos ares noturnos...
Impregnadas de mistérios
Enigmas das noites soturnos 
Dos portais dos hemisférios
Libertárias d’medos imediatos
Cochicham segredos sons enigmáticos...

Habitantes entre dois mundos...
Sussurros da escuridão
Vozes d’universos oriundos 
Canto de feitiço em intersecção
Espanto dos sonhos fecundos
Presságio ou simples intuição?!...

A resposta é caminheiro intrigante
Caça e caçador na turva neblina
Na flor das plumas d’ pena elegante
Há um manto de beleza d’asas Angelina
O rito e o mito destoante e coruscante...
O arrepio do vento gemendo na colina...

Astutos os sentidos são profecia
Encontrar o alimento prazer saciedade
Na madrugada a relva é solo e poesia
Mirante o cardume d’sonhos é realidade
Ao alvorecer o tempo é cronologia
A poesia da coruja singularidade

Aos noctívagos seres da lua magenta
Das cores primárias e tão violáceas
Aos cordões d’alquimia d’luz d’placenta
Corujas são seres d´outras galáxias
Olhos da natureza que observa pertenta
Ares d’sabedoria corujas perfeitas...

Ave d’almas líricas e místicas
Sedenta concentrada e atenta
Olhos e ouvidos d’prontidão ariscas
Cabeça que gira o mundo surrealista
Tudo faz sentido d’noite sob as trevas
A captura da escuridão o afiar d’garras

O cio da coruja o ato e delito 
O deleite renovado o cliclo lenitivo
O grito da natureza o sempre mito
O assovio peculiar o grito intuitivo
O olhar ao luar passionalmente bonito...
O reflexo d’eu lírico com ar sensitivo

O cheiro etílico e sorrateiro d’ilusão
Num voo ligeiro mergulho nesse imaginário
Afinando meu cântico descrevo a visão
Sem exatidão na ordem dos fios coronários
Na fonte mais pura d’minha imaginação...
Corujas são seres extraordinários...

Reeditado parcialmente 17/09/2013
Sonia Gonçalves 08/03/2013
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