sábado, 14 de novembro de 2015

DESABAFO POÉTICO



Desabafo Poético

Respirei arco-íris no peito do universo
Fiquei embriagada de lua cheia confesso...
A garganta arranhou e deu um nó
Engoli as cores sorvidas num verso só


A boca travou calando a língua sem trema
A vida seguiu deixando á míngua poema
O mar aumentou suas águas ruidosas
As areias choraram em conchas desgostosas

Angustiosa poesia se fez lírica e marítima 
Em ondas nauseantes de rimas rítmicas 
Rica foi a melodia entoada pelo vento
Um som de violino no ouvido do pensamento

Saudosas lágrimas acresceram sal ao mar
Ninfas e sereias lacrimejaram gotas d’estrelas
Aos meus olhos lúdicos desaguaram em cachoeiras
Pude vê-las num burburinho cintilando no ar...

Calei minha voz desabafei á tua alma extasiada
Pisei em nuvens de amor completamente abismada
Falei o dialeto dos homens e dos anjos invisíveis...
A linguagem dos sonhos dos amores impossíveis...

Provei doce amargo travado em sua boca 
Desagüei feito a chuva num beijo nua e louca
Desabafei poetizando solo no colo delta minguante
Imperceptível desmilinguida feita lua de amante...

Son Dos Poemas
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