quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Sinos D'Requiem



Sinos D'Réquiem

Com sorte tarde essa tal morte indecente...
Cuja luz crepuscular pode apagar ao poente
Estranhamente se natural é reconfortante
Caso contrário desespero massacrante...


Louco explicar o ar fatídico cinzento
Usar de filosofia fibra e unguento...
Aceitar como tom natural o excêntrico
Chorar o impacto corriqueiro tétrico

Perceber o ar poético e inóspito 
Vestir a mortalha escura d'óbito 
Jorrar lágrimas d'loucura e desprazer 
Pagar com a morte ávida a sede d'viver

Saber que seguimos o destino á pino
Mesmo sem ouvir ouviremos o hino
Os sinos replicando bisonhos...
Marchas fúnebres e sons tristonhos

Se dia das bruxas será desta a culpa?
Esculpida nos jazigos sem perdão e desculpa
Se n'outro dia poesia escrita pelo firmamento
Pelo divino destino ou trágico momento...

Esquisito é saber que da vida faz parte
Entre uma estação e outro conspira a arte
Este óbito que dilacera e paralisa a sorte
O vento canta réquiem e conspira com a morte...

Son Dos Poemas

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