sábado, 19 de dezembro de 2015

Tradução D'Você




Tradução D'Você

És como a safra envelhecida...
Suave bebida com sabor encorpado
Deixa minh' língua apetecida...
Meu olhar com brilho diamantado


Traduzindo você na lua escarlate
No gosto afrodisíaco do gergelim
No rubi rutilante de alto quilate
Na visão déjà-vu que olhas p'ra mim...

Traduzo você nas minhas adjacências...
Beijo-te oral nas palavras sofisticadas
Conjugo-te no verbo e reticências...
Verve meu ser mil fantasias

Traduzo você ao falar do infinito...
Dos beijos cativos que nunca se vão
Desejos acrescidos por sonhos bonitos
Toques de magia e resvalar pelo chão

Sou tua tradutora d'paraíso preciso
Ouvir-te respirar com certa constância...
Selar nosso pacto d'amor com sorriso
Traduzir tua língua com muita elegância

A tradução de você te faz fetichista...
Nos lençóis de folia no sabor de anis
Nos desejos compacto d'seiva alquimista
No gosto do palato no dia gris...

Son Dos Poemas

Sô Assim



Sô Assim...

Se sentir que me amas...
Amar-te-ei infinitamente também
Contudo se d'mim fizeres cética
Ah poeta deixarei d’ver-te bem
Teu bem serei eu e outras tantas...
Lendas contadas pela boca d’ninguém


Sô assim shakespeariana meio piegas
Sonhadora mística Sô cortês
Timidamente Sô social 
Inversa p’ara mim é regra de três...
Benevolente sou até certo ponto
Onde encontro meu ponto X
Escrevo com giz minh' própria utopia
Na ponta dos dedos o G extasia ...

Sô assim amor polivalente 
Minh ’amostra é gratuita
Qual radiografia Sô transparente 
Quimicamente Sô só poesia escrita
Estagiária vivente aprendiz

O que sei nada sei sabedora...
Na vida da gente amor é força motora
Transforma o sofrer em ser feliz
Minh ’diretriz é seguir o vento
Saber sensório nossa mola motriz
E o pensamento pode mudar a direção.

Son Dos Poemas

Por Tantos Beijos



Por Tantos Beijos

Tantos desejos advindos do âmago...
Extraídos das flores d’essências reais
Sensações de calores e frio no estômago 
Percorrendo as vértebras espinhais...


Quantos beijos?...Quantas poesias?
Segredos fronteiras arcos e umbrais
Regados d’licores das cerejeiras...
Sabores indivisíveis ímpares imortais...

O destino gêmeo perde o tom casual...
O feitiço e o vicio o tiro ao alvo
O lírio miscigenado branco sensual...
A cor do pecado canela e cravo...

Ósculos frementes bilíngues linguísticas...
As métricas das línguas em louvores
Os versos eloquentes das bocas líricas
O amor envolvente misticos sabores

Por tantos beijos na boca roubados
Segredos sugados importantes e banais
Explosões em profundos silêncios brados
Na cabeça tico e teco sinos cerebrais...

A polidez regendo o comportamental
A atração como imã tudo faz supor...
Almas límpidas encontro atemporal
A placidez escrevendo o mais lindo amor.

Um manto clichê d’desejos...
Expandindo o amor á consciência
Por tantos beijos...

Son Dos Poemas

Meu Poema


Filtro Dos Sonhos



Filtro Dos Sonhos

Sem filtrar meus sonhos
Faço reservas guardo-os em pensamentos
Estapafúrdios e medonhos... Sonhos!
Extravagantes são meus momentos


Aparatos e sapatos que me calçam
O velho jeans que desbota meu tempo
Fato!...São devaneios na mente voos alçam
Saboreando beijos com sabor de evento

Subterfujo-me nesses argumentos pueris
Sem querer adulterar espero passar a ventania
Mas... Nunca cresço!...Adormeço em sonhos juvenis
Amanheço e envelheço sem agonia

Sem filtros sem censuras com brandura
Sem amarras com amor e ventura
Afortunados são meus sonhos loucuras
São voos de liberdade e aventura

Á procura de um filtro solar ou lar que me proteja
Não do sol que me encontro exposta
Mas das águas salgadas que minha alma veleja
Sacio minha sede sem saber a resposta.

Assim... Envelheço á cada dia em som de poesia
Sempre jovem como uma eterna melodia
Sobrevivendo através das décadas insanamente
Renasço em momentos de amor indecentemente.

Son Dos Poemas

Poema Doce ( Aos Diabéticos)



Poema Doce ( Aos Diabéticos)


A retórica dita ter sangue doce é dose!
O mel adoça a vida o corpo repudia
Á boca é árida ávida d’glicose
A cada poente acorda doce fantasia...

Tempo feliz é céu sabor e palato
Insinua o corpo unido em mente sã
Manter o órgão imune d’mel intacto
Alimentar o pâncreas com meia maçã...

Abolir certos prazeres achocolatados
Que poder dá ao órgão essa alquimia
Transformar tantos carboidratos
Em agonia açúcar e energia...

Sãos será desejo comer só poesia...
Alimentar seu dia a dia com verso
Conversando no bar á relva d’fantasia
Aceitar que o universo é complexo

Faz conchavo e convexo do divergente
Sabotagem do fluído insulínico vital
Na corrente que corre placidamente
Abolir a glicose e dosar o sal...

Adestrar o corpo físico com doçura
Assoviar sem chupar cana comprazer
Ao diabético adoce ‘alma a ternura...
D’súbito a dextrose equilibre o ser.

Son Dos Poemas

NOTA D'SINFONIA



Nota D’ Sinfonia


Sustenta os pilares da cultura
Conta à nona o duo secular
Imortal é linda partitura
A cifra melódica espetacular

Nota do prodígio a sinfonia
Ouve a melodia de herança
Houve Van Beethoven um dia...
A música que pró dizia a criança...

Uma horta inserida no nome
Beterraba em partícula nominal
Apaga o glamour do sobrenome 
Desperta o dom sobrenatural...

A poesia erudita contida nas veias
Imortaliza o compositor ímpar
A audição de tantas sinfonias
O toque do gênio uno singular

Uma corda de sonatas ao piano
Acordada ao violino em mi ou dó!
Maior foi a surdez do jovem menino
Em dó maior sem ré solitário tão só...

Son Dos Poemas

Perfume De Poesia



Perfume De Poesia

Tem marca de fantasia
Cheiro de poema de maresia
De haikai de aldravias
Sonhos perfumam as vias aéreas


Inundam a cabeça com coisas e matérias 
Faz tanta alquimia com luzes etéreas

Têm cheiro e tem cor tem gosto também...
Olores poéticos dos versos de quem?
De quem se doa e se escreve tem sabor
De quem voa e se atreve...se descreve em amor...

Perfume de poesia tem cheiro de cheiro...
Cheiro de ervas finas e medicinais...
Têm cheiro de tentação inspiração e algo mais...
Odor agradável de águas amorais...

Têm cheiro diferente de paciência
Ocupa a pauta sinfônica como uma ciência
Tantos são os diversos cheiros e olores
Aroma sem álcool versos sem pudores

Cheiro libertino de liberdade selvagem e extrema...
Perfume de poesia têm cheiro d'alma exala poema...

Son Dos Poemas 


Meu berço Meu Orgulho



O estado mais rico do país ainda é responsável por 32% do total, mesmo apesar de vir caindo nos últimos anos... . A economia paulista responde por cerca de 32,1% do total de riquezas produzidas no país, o que tornou o estado conhecido como a "locomotiva do Brasil". Se fosse um país independente, seu PIB nominal poderia ser classificado entre os 20 maiores do mundo (estimativa aproximada até o ano de 2012 Além da grande economia, São Paulo possui índices sociais relativamente bons em comparação ao registrados no restante do país, como o segundo maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o segundo maior PIB per capita, a segunda menor taxa de mortalidade infantil e a quarta menor taxa de analfabetismo entre as unidades federativas brasileiras.Bem. acrescento que tudo isso poderia ser 100 vezes melhor se os atuais governantes tivessem se preocupando mais com a educação e obviamente com a segurança de Sampa, porque se é assim sendo mal conduzida avaliemos então tivesse a cidade e porque não dizer o estado sendo bem conduzido, priorizando o que mais faz crescer um país EDUCAÇÃO/SEGURANÇA/SAÚDE estando isso em acordo o desenvolvimento e geração de empregos fluem com o crescimento naturalmente... Emoticon heart 

MEU BERÇO MEU ORGULHO

São Paulo

Terra altaneira d’garoa pendente...
D’manhãs climáticas cinzas e metrôs
Paixão d’bruma coleção e pingente
D’Avenida São João em tempos retrôs 

Sampa amada minh’megametrópole 
Cidade onde o tempo faz dinheiro
O vento é rápido agente financeiro
O faroeste é urbano e megalópole

Já o caboclo ocupa o topo das janelas
Portando manual d’sobrevivência
Paulistanos loucos ruas e avenidas
E outros palanques com eloquência...

São Paulo meu ponto franco mais forte
Efeito colateral da rosa-dos-ventos
Comanda marcada meu sul e leste
Sudeste das estações se’de eventos...

Mil fotografias e paisagens mutantes
São Paulo me transita em formosura
Pontes transeuntes rodoviárias viajantes
Deslumbrante é o movimento loucura...

Meu berço meu orgulho d’sentinela
Traz na garganta uma serpente entalada
Do poluído Pinheiro Tietê a espinha espinhela
Traz cheiro d’pressa e poesia engasgada

Meu berço esplêndida utopia estampa
Meu sonho d’magia á margem cotidiana
Rebento da minh'alma poesia “Sampa”
Canta muito prazer sou Sô paulistana.

Son Dos Poemas 

Antologia Poética



Antologia Poética

Converto-me em verso d’antologia 
Escrevo-me sem ópio admirando papoulas
Entorpecida mente é mera fantasia
Mentolado o beijo diz mel ás papilas

Ao fluir d’amanhã salivar é o porvir 
O desejo do poeta antológico sonhador
Café ousadias maçãs e poesias fulgir...
Parir os versos com flúor e amor...

Antologia parece véu que cobre a piracema
O dialético grão d’ pólen, flor e porém...
Universos pensamentos díspares em poema
Dispo-me d’tudo isso indiferente verso além...

Deixo-me fluir feito rio térmico e corrente 
Me farto d'estrelas nos portais d’utopia
Espalmo a lua cheia atrevida incandescente
Seguro com garras e dentes onde trepida poesia...

Assim línguas destoam ar de novembrada 
Sincrônicas trazem palavras em simetrias 
Poética coluna d’concreto arvora armada
Hasteada ao vento a flâmula poesias...

Tanta coisa ainda posso escrever...
Tenho mais dedos que ‘lua crescente
Para me despir basta um poema ler
E far-te-ei uma antologia incandescente...

Son Dos Poemas

Canta Vento



Canta Vento

Canta vento sem contar o tempo...
Canta tempo sem catar o vento
Diz que sem o tempo há vida não há...
Que vem o vento e voa sabiá...


Sabe-se lá onde ao tempo estará...
Ter-se-á vento em que há matéria o fará?
Tecerá o tempo em quantas unidades...
Soprará o vento quantos lençóis de saudades?

E há vontade do tempo em conosco brincar...
Somar um mais um e somente uno somar
Saber que sem o tempo unidade nada contará
Vida inteligente na Terra nem sonho haverá...

Ouvirá o canto do vento gemer baixinho murmurar...
Tocar violino sem tempo em qualquer tempo ou lugar...
Toma-me tempo em seus braços de vento
Faz-me ninar com sua canção de passar lento...

Conta quantos quilômetros de vento o tempo tem...
Encanta-me com seu canto e te conto meu tempo também... 
Revelo-te meu elo quantos quilômetros o belo é além...
Assovia a melodia mais bonita canta que te acalanto bem...

Sussurra tua voz em tempo poema ao meu ouvido...
Diz que o tempo é um holograma do sempre indefinido
Uma mensagem em holografia de olhar estrábica...
Uma linda fotografia em inspirar esporádica...

Passa tempo que até o poeta por aqui passou...
Criou asas de vento passarinhou e voou...

Son Dos Poemas
SÓ Poesie