terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Correria



Correria

Abordo d’mim hábito é calmaria...
Acalmar-te-ia em meu porto
Se o tempo mudasse eu correria
Moldaria o mundo ao meu gosto


Correria se o tempo sustasse
Se pudesse eu dar-te um espanto
Quem sabe tivesse asa eu voltasse...
Assustaria o tempo n’outro canto

Em mimnh’ pontaria alvo é o vento
Um ponteiro quebrado que faz girar
Contratempo é prosseguir inquieto
Atitude é ser puro talento e andar...

O tempo é errôneo enlace matrimonial 
Fenômeno este que faz pairar na altitude
É pensamento parcimônia e passional
Pode ser fuga poética ou simples virtude

Se do tempo à correria é correnteza...
As certezas são sós as poesias dos suspiros
Verdade é dá madeira papel á natureza
Das sobras respostas reportadas em papiros

Se o tempo tá lento é lerdo e coloquial
Se precipitação é estar nas presas da sorte
Bom é arrebentar como aurora boreal
Nascer deusa do alvorecer e amanhecer ao norte.

Son Dos Poemas

RITUAL



Ritual

Acordo cedo olho os dedos d'mim...
Imagino o jogo peço par ou ímpar?
Falando por metáforas sem fim
Se ímpar te porei á par...


Jogar-te-ei no fogo dessa poesia
Se par por magia for amor una parelha...
Desfilaremos numa vereda d’fantasia
Tão ímpares seremos luz e centelha

Acenderemos ao amar pares d’estrelas
Seremos acolhidos por Netuno
Estaremos luminosos n’ águas vivas
Renasceremos na umidade do sereno

Recolhidos aos cuidados dos bruxedos
Faremos o ritual da dança pra lua
Dois piões mágicos lúdicos brinquedos 
Fortes como rochedos que ao sol perpetua

Explorarei teu universo e zoologia singular
Assim poderei ler-te num ritual completo
Escrever-te-ei em rimas na ponta do paladar
Serei teu sonho lírico espetacular dialeto

Farei tua língua falar com a minha fluir
Serei tua Iracema com lábios de mel
Beberei em tua boca poema em elixir
Desenharemos grã final pra esse cordel.

Son Dos Poemas

Aniversário Sampa









25 de Janeiro Aniversário de São Paulo

SAMPA

Terra altaneira d’garoa pendente...
D’manhãs climáticas cinzas e metrôs
Paixão d’bruma coleção e pingente
D’Avenida São João em tempos retrôs


Sampa amada minh’megametrópole 
Cidade onde o tempo faz dinheiro
O vento é rápido agente financeiro
O faroeste é urbano e megalópole

Já o caboclo ocupa o topo das janelas
Portando manual d’sobrevivência
Paulistanos loucos ruas e avenidas
E outros palanques com eloquência...

São Paulo meu ponto franco mais forte
Efeito colateral da rosa-dos-ventos
Comanda marcada meu sul e leste
Sudeste das estações se’de eventos...

Mil fotografias e paisagens mutantes
São Paulo me transita em formosura
Pontes transeuntes rodoviárias viajantes
Deslumbrante é o movimento loucura...

Meu berço meu orgulho d’sentinela
Traz na garganta uma serpente entalada
Do poluído Pinheiro Tietê a espinha espinhela
Traz cheiro d’pressa e poesia engasgada

Meu berço esplêndida utopia estampa
Meu sonho d’magia á margem cotidiana
Rebento da minh'alma poesia “Sampa”
Canta muito prazer sou Sô paulistana.

Son Dos Poemas

A Primeira Mordida



Á Primeira Mordida

Com a cara lambida pelo nevoeiro...
Hausto toda sua boca meu sonho de cavaleiro
Sorvo tuas metáforas como água da fonte
Bebo em tua boca meu riso d’ diamante...


Tento não sorrir, pois a palavra é sugestiva...
Mais intrigante é essa rompante compulsiva
Coisa de quem ama as flores sempre viva
É amante dessa diversificada flora primitiva...

Quando o sol morde minha língua de poesia...
Acaricia o paraíso que me arrebata e silencia
Amo-te a primeira mordida da manhã
Arde em mim seu gosto e aroma de maçã

Minh ’alma faz-te lema e interrogativa
Diz sem ponto final você é minha afirmativa...
Danço ao poema então q’me chama d’perfeição
Interagindo chamo-te em sonho rima percepção...

Há chama também nas labaredas e quentura
Diz que há carinho e ama-me com ternura
Há tanta emoção no acaso se por acaso for
Se acaso uma orquídea num vaso abrir será amor

Se amor acontecer à primeira mordida...
Poderá durar para sempre e ir além da vida
Há tanto carinho nos teus reversos e magnitude...
Amar você minha melhor resposta e atitude...

Beijo-te poema com versos amiúdes...
Minha virtude é sempre amardes...

Son Dos Poemas

Cheiro De Poema



Cheiro De Poema

Sinto o cheiro das células e floemas
Dá vontade de conhecer flores das oliveiras...
Sinto saudade de romper as fronteiras
Ver as árvores carregadas de poemas

Sombreadas pela magia de Gaia...
Feitiço das pétalas vermelhas da poesia
Das saias das rosas que voam nas sendas...
Cheiro de poema do livro da garoa das lendas...

Encontro teu amor pelos cantos...
Escorrem nas veias nos veios de seus lábios
Nos encantos dos teus olhos apaixonados
Encontro saudoso dos destinos cruzados...

Conspirado desde a costela de Adão...
Tramado nos hemisférios do infinito em profusão
Na constelação de Órion nas entranhas
Encontro marcado no brilho das estrelas

O cheiro de amor que exala das fruteiras divinas
A paixão que abraça a menina do poeta com rimas
Amor solitário e solidário em compor
Versos inspirados n'encontro de pele e flor

Sinto o cheiro de sua fragrância erudita
Das civilizações do seu olhar de cancioneiro eremita...
Sinto o cheiro do perfume em sua música preferida
Um rito um grito de saudade em súplica proferida...

Sinto o cheiro de sua falta extrema...
Sinto o olor o cheiro dos suspiros poema....

Son Dos Poemas

Dama Da Noite



Dama Da Noite

Dama perfumada da noite com requinte e esmero
Perfume de brumas com elegância e cheiro
Cheiro de orvalho da paisagem molhada
Tão preciosa que se faz poema na madrugada

Fragrância noturna sedosa e natural
Tem cheiro de dama lasciva e sensual 
Flor que perfuma as janelas em oferenda
Adormecendo a madrugada faz brotar a lenda

Como fosse uma princesa á ser despertada
Desabrocha ávida com sede de madrugada 
Alva flor dos poetas amantes e passarinhos 
Linda como uma rosa livre isenta de espinhos...

Dama que enfeitiça o vento faz lançar o perfume
Faz dança com véu da noite aveludada de lume
Impregna a alma de ternura com buquê de desejo...
Seu desafio é margear os luares e acordar com beijo

Exala inspirações aos corações apaixonados
Faz brilhar a pupila da noite com lábaros estrelados
Dama da noite com saia de renda branca é bailarina
Baila menina flor com lampejo e velejo de dançarina...

Dá som á poesia faz sua magia com elegância
Inspira os olhos líricos e onírica fragrância
Escala os sonhos anuncia verão na primavera
Vira poesia e dança um balé clássico após longa espera...

Son Dos Poemas

Conto Elegante




Conto Elegante

A poetisa é o que te faz elegante...
Poetiza a poesia... Oh, meu dia amante!
Poetizar o amor nunca é massificante
Mostra tua cara de poema d’ diamante

Conta quanto eloquente é o teu amor
Diz aquele sentimento diferente q’te arrebatou
Fala quão importante és bardo versejador 
Fala teu falo e calo-te com beijo sem pudor

Deixo cair sobre mim toda tua indecência...
A relatividade que me dá tua ciência
Minha singularidade que também te faz 
A indolência que nos toma após e assim ter paz...

Deixo-te bater asas e voar livre em minha nudez
Tocar minha intimides e espantar a timidez
Explorar toda minha’lma penetrar meu coração
Passear em meu ser e sussurrar palavrão...

Permito-lhe dizer baixinho proparoxítona...
Acentuar em minha boca monossilábica 
Murmurejar em meus lábios teus gemidos
Ser cavaleiro meu guerreiro dos sonhos atrevidos

Pondera comigo e vadiarei em teus enredos...
Explorarei (eu) teus melhores sabores e segredos
Beberei teus grilhões e soltarei tua alma
Devorar-te-ei feito uma pantera voraz e calma...

Far-te-ei fera e lindo domador...
Serei teu sonho e você sonhador...
Meu amor homem sedutor...

Son Dos Poemas

Vigília Da Lua



Vigília D’Lua

Aquela lua branca que te vigia...
Conta manhã de outono que reverencia
Estrelas são teus luzeiros que te alumia
A vida que te apoesia faz tua alforria...


Relativo é sua relativa complexidade...
A saudade é como sente sua expressividade
A expressão tudo o que me rouba boa impressão
Segredo é quando abro botão por botão...

Com graça e ar de pecadora confesso...
Singular é fazer-se simples sabendo-se complexo
Perceber a sagacidade que te cerceia e sacia
Ser perspicaz ao perceber a poesia que te magia...

Margeia tua vida e tudo que te dá prazer...
Acariciar-te íntimo sempre melhor te fazer
Foliar na fuligem da serração do destino
Fazer-te remoçar e sorrir feito um menino...

Assim noto á lua amarelada, clara é a gema...
O ciúme que amordaça a tua língua de poema
O cúmulo é atestar que poema é estulto...
Criminoso querer amordaçar um poeta absoluto

Ingenuidade é jogar ao vento o que sente...
Mostrar pra todo mundo como se sente carente
O melhor divã é feito sobre o peito de você...
Inteligente é dizer-te amo mesmo que seja clichê...

Son Dos Poemas 

Trama D' Poema


Trama D' Poema

A gente escreve jornais...
Nossos escritos parecem caderno dois 
Cheio de traços e duetos antes e depois
Segredos esculpidos em versos abissais...


Descrever o drama com chamas aspirais
Quem sempre por te clama em polos austrais 
De camisola ou pijama penso em sedução
Com rock ou poema essa é a nossa canção...

A chama é paixão o amor é leve asa morena
A inspiração é o que faz bonita ser leve a pena
Ha claridade é o que deixa ‘ alma alva viva
A felicidade é tudo que te devora e o nada cativa...

Toda trama que me faz tua dama em poesia
Todo amor faz doer meu peito sem fantasia
A trama do tempo que não para de correr...
Ocorrer desejo do beijo que não faz adormecer...

Um mundo de inspiração paira sobre minha pessoa...
Dizer que poeta finge é palavrear como Pessoa...
Versejar imensa trama nesse jogo de damas
Dama rei e valete sempre em chamas...

Um eterno jogo de xadrez é duo e inteligente...
O xeque mate quem deu foi o sol poente
Quem armou a trama nos lençóis da doce essência
Essencial é guardar na fronha aquele cheiro de reticências...

Son Dos Poemas

domingo, 24 de janeiro de 2016

Acalanto De Amor Insano



Acalanto De Amor Insano


Acalanto assim meu amor...
Sem sonhos tão insanos
Tiro os pés dos ares e volto a pôr
Ver o por do sol sem tantos planos

Mantenho-me firme nesse plano
Ainda amo o amor mesmo que insano...
Domina minha mente sem clemência
Corrói meus sentidos faz residência

Com resistência arde nos olhos
Sem desistência me dá ciência... Conselhos!
Que nada é tão breve que não compense
Conhecer o amor verdadeiro que lhe pertence.

Nessa insanidade perseverante
Vestida de saudade sou diamante 
Nos dias que “te amo” sou anjo errante
Em outros sem “te amo” falso brilhante

Passeio numa nebulosa transparente
Sem boca pra beijar sou reticente
Sigo as normas por conveniências
Perfumam-me a mente flores e essências

Sem querer a cura para esse amor
Caminho devagar... Divago a dor...
Disfarço em preto e branco sem as cores
Volto para os campos revejo as flores!

Nesse momento...
Acalanto meu amor insano...

Sonia Son Dos Poemas

Meu Sol De Verão



Meu Sol De Verão


E então te verão aí e eu aqui altaneiro...
Vejo-te daqui imagino-te amor por inteiro
Beijo-te em plena conjugação verbal
Num verso conjugado tu e eu visto casal

Casual é o arco íris que te rodeia...
Entre uma nuvem branca que te clareia
Os sorrires tão florais que te faz altaneiro
E o dia amante cultiva a cria é jardineiro...

Tanto calor parece ser amor...
E a família é misericordiosa sempre
E há serpente faz queimar de ciúme o ventre
A poesia voa exausta diz-se incomum ao condor...

As metáforas são em cifras altaneiras 
O sol amarela o ouro do triângulo das Bermudas 
Os sorrisos de felicidades são campestres
E o curso do rio verdadeiro segue os celestes

E a diadema é da dama sempre presente
E á conta d’ lágrima é d’outra sempre inerente
E a tal dama das letras em versos citada...
Bebe sua própria lágrima condensada...

Diz ao sol de verão acalorado...
Voltar para casa é sempre bem por ser amado
Faz entender a lenda da marquesa
Perder sua luz, mas ser eterna princesa...

Embaçar a pupila qual Domitila ás avessas...
Acalantar o espírito com frias compressas
Entender que destino é o tempo com pressa
Desatino é querer alcançar o que interessa...

Observar o quadro ver quão real é a fantasia
Compreender que tudo pode ser só pó ou poesia...

Son Dos Poemas

Em Levas





Em Levas


A cada batida do meu coração...
Há inspiração em escândalos
Vejo passarinho e penso ser avião
Sinto-te presente nos citrinos-sândalos

A cada latejo do meu próprio ego...
Nasce pé d’beijo na terra dos hortos
Leva singular diz ter um olho é cego
Se tomada d’amor é seres absortos

A cada estremecimento d’vento
Faz minha medula mais sadia
Consentir um alento ao espirito 
Fazendo meu órgão vital poesia

Em resumo sou sim chama eterna
Dou boas vindas se coisas findas
Apagou a chama acenda a lanterna
Se branda for faça amor ás mordidas...

Em leva leva e traz clemências
Aves sobrevoam minha morada
Me dita à vida ávidas paciências
Fala-me a língua d’ fluir enamorada

Por fim és tu poeta com ar d’menino
Faz-te magnânimo por ser amado
Liberta feromônios ao vento El Niño
Um cheiro d’fenômeno com som d’pecado...

Son Dos Poemas

Magia Das Letras



Magia das Letras


Quando um dia precisar de energia...
Estiver inspirado elevado ao quadrado
Pense na magia contida na poesia
Na feitiçaria do que lhe é mais sagrado

Desnude teu corpo deixe tu’alma ardente
Sinta em teus lábios o sabor do licor
A serenidade quando dançaste ao poente
Aprecie o prazer ao se alimentar d’amor

Quando um dia sentimentilhar... 
Aceita o conselho d’teu coração
Enche teu pulmão ao roubar-me o ar...
Refrigere tua boca em combustão

Segure poesia prenda-a entre os dentes
Sinta a cura do hidro mel na língua impávida
Voe comigo nas estações místicas e quentes
Adoce d’loucura a saliva límpida e ávida

Sinta o gosto da paixão além d’tudo
Voeje comigo mudo pelos campos são
Desfrute a estação com dedos d’veludo
Adeje como os corvos negros ao clarão...

Liberte-se!...Sem desesperança 
Deixe o apego seja um trevo d’sorte
Sem sôfrego, pois a vida é uma dança...
Desperte a criança viva até a morte!

Son Dos Poemas

sábado, 23 de janeiro de 2016

Ritual



Ritual

Acordo cedo olho os dedos d'mim...
Imagino o jogo peço par ou ímpar?
Falando por metáforas sem fim
Se ímpar te porei á par...


Jogar-te-ei no fogo dessa poesia
Se par por magia for amor una parelha...
Desfilaremos numa vereda d’fantasia
Tão ímpares seremos luz e centelha

Acenderemos ao amar pares d’estrelas
Seremos acolhidos por Netuno
Estaremos luminosos n’ águas vivas
Renasceremos na umidade do sereno

Recolhidos aos cuidados dos bruxedos
Faremos o ritual da dança pra lua
Dois piões mágicos lúdicos brinquedos 
Fortes como rochedos que ao sol perpetua

Explorarei teu universo e zoologia singular
Assim poderei ler-te num ritual completo
Escrever-te-ei em rimas na ponta do paladar
Serei teu sonho lírico espetacular dialeto

Farei tua língua falar com a minha fluir
Serei tua Iracema com lábios de mel
Beberei em tua boca poema em elixir
Desenharemos grã final pra esse cordel.

Son Dos Poemas

domingo, 17 de janeiro de 2016

Vigília D'Lua



Vigília D’Lua 

Aquela lua branca que te vigia...
Conta manhã de outono que reverencia
Estrelas são teus luzeiros que te alumia
A vida que te apoesia faz tua alforria...

Relativo é sua relativa complexidade...
A saudade é como sente sua expressividade
A expressão tudo o que me rouba boa impressão
Segredo é quando abro botão por botão...

Com graça e ar de pecadora confesso...
Singular é fazer-se simples sabendo-se complexo
Perceber a sagacidade que te cerceia e sacia
Ser perspicaz ao perceber a poesia que te magia...

Margeia tua vida e tudo que te dá prazer...
Acariciar-te íntimo sempre melhor te fazer
Foliar na fuligem da serração do destino
Fazer-te remoçar e sorrir feito um menino...

Assim noto á lua amarelada, clara é a gema...
O ciúme que amordaça a tua língua de poema
O cúmulo é atestar que poema é estulto...
Criminoso querer amordaçar um poeta absoluto

Ingenuidade é jogar ao vento o que sente...
Mostrar pra todo mundo como se sente carente
O melhor divã é feito sobre o peito de você...
Inteligente é dizer-te amo mesmo que seja clichê...

Son Dos Poemas

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Meu Escândalo



Meu escândalo

Meu escândalo tem cheiro d'poesia...
Gosto de poema com erotismo
Perfume d’sândalo d’fantasia
Sabor genuíno com romantismo...


Meu escândalo é fogo e tentação
Incinera em expressão meu sentir
É poesia nua na flor da estação
Primavera d’um verão que há d’vir

É tatear você na luz da imaginação
Marcar tua pele com carmim
Ungir-te d’ fragrância o coração
Impregnar tua pele d’essência d’mim

Sentir teu sabor no sumo do pêssego 
Partilhar segredos d'suma importância
Fazer-te carinho e dar-te aconchego
Ouvir teu sorriso só alonga distância...

Meu escândalo é a dança ao luar
Andar nua d’fortuna mundana
Viver realidade pré e após inspirar...
Ter boa conduta e não ser puritana

Meu escândalo é querer-te sem fim
Despido de tudo vestido de vento
D’nuvem de seda ou de Serafim
Diversos esse pensamento invento...

Meu escândalo é causar espanto...
Imitar o gemido d’leste cantarolar
Fazer-te cavaleiro como por encanto
Dizer-te amo e ouvir-te me amar...

Son Dos Poemas 

Catástrofe "A lama D’Mariana"



Catástrofe "A lama D’Mariana"

Ando tão cansada d’humanidades podres...
Inabilidade e ganância dos viventes
O mar d’lama abarrotando o couro dos odres
A multa (a)pagando as vidas jacentes


O ouro dos “tolos” em moeda corrente
O minério e o ferro discordante
Serras peladas pelando a pele vi gente...
Vigente nesse céu das minas d’diamante

Rompendo a barreira ao mar lameirão...
Só não rompe as barragens mineradoras
A corda cede ao lado mais fraco em aluvião
E o financeiro veste as “luvas” exportadoras...

O desastre ambiental sem dimensão amenizado
Mercúrio ou ferro é toxico? Só no pensamento...
A verba paga cala o rio escandalizado
E o ataúde amadeirado é melhor tratamento...

Doenças e mais doenças sugerimos...
Sorrindo, pois somos leigos palpiteiros...
Bonito é olharmos tudo prostrados
Como fatos normais e corriqueiros...

Son Dos Poemas

Luz D' Paris



Luz D’Paris

A controvérsia dos sentimentos...
Mais de cinquenta tons de gris
A fatalidade emanada por loucos
O apagão da cidade luz Paris...


Há maldade em não ser humano...
Falta d’amor que aniquila o semelhante
Distancia d’Deus o homem tirano
Extingue centenas leva num instante

Julga o pecado ao ser fiel pecador
Facções governantes sádicos terroristas
Mata em nome d’Deus religião e amor
Gente inocente e muitos pacifistas...

Mundo de mente mal intencionado...
Sem sentido holocaustos vive além...
Em que era o carneiro era imolado?
Quem é soldado de quem?

Verte o sangue em sacrifícios macabros
Valas abertas ao céu aberto em explosão
Terrorismo incandescentes descalabros 
Verte á tona do primitivo homem a podridão...

Son Dos Poemas

Porta D'Luz




Portal D’Luz

Quanto mistério há num ponto de luz...
Anjos etéreos almas reluzentes...
Asas tão alvas o que será que traduz?
Auras tão claras cristais transparentes


A luz branca tornada estrela solar...
O opaco do nevoeiro a brancura
O raio da lágrima a umidade do ar
O foco de luz na consciência que cura...

Nuance d’Anjos flutuante limpidez 
Alívio d’alma contemporaneidade
Expansão da bem lívida embriaguez
Extenso é o querer ser afabilidade...

Envolve meiguice no contorno da rosa...
Fagulhas das luzes acesas fulgentes...
O carvão da escuridão tenebrosa
A visão qual loucura chamas luzentes

O arcano dos arcanjos seduz as estrelas
O enigma que abraça com asa aberta
Voa mente alada sobre os vales e deltas
E a luz do sortilégio arrebata o poeta...

Há tanta magia no ser e acreditar...
Faz despertar com afago tua consciência
Ver espíritos de luz serena voejar
Pirilampando pelos ares em coexistência

Son Dos Poemas

Som D'Conchas



Som D’Conchas

Ouço o marulho do poema sibilar...
D’dentro d’uma concha fluído
Mergulho em tua piracema d’amar
Esbaldo-me neste sonho lívido...


Fetiche meu em te ver onirismo...
Serás meu rito d’poesia som d’olaria?
Meu respirar ao teu diafragma erotismo
Ou será o delírio do poeta a poesia?

Inspiração do trovador boêmio na lua...
Nas cifras sinfônicas d’Sebastian Bach
Ouve o som d’violino da estrela nua...
Sente o perfume amor em florais d’bach...

Nossa alquimia faz-se na fusão d’amar...
Há calmaria d’ouvir o mar. As conchas...
Encontrar os lábios d’fogo e olhar d’mar
Abraçar ‘alma imaculada sem manchas...

Afortuna-me ver teu amar infinito...
Teus lábios estremecidos estresidos 
Teu jeito puro d’amor hermafrodito
Faz repercussão nos meus ouvidos...

Nossa válvula de escape é querer-se...
Mirar a chama á arder até apagar
A loucura mais doce é sempre viver-se
Ouvir o som d’vento nas conchas do (a)mar...

Son Dos Poemas


Ti Verso Troante



Ti Verso Toante

Ouço teus versos toantes
Leio tuas letras escritas
Ao som de rimas e suspenses
Traz saudades infinitas...


Atônita sempre assombrada
Espanto-me em te ver frondoso
Surge tua imagem formada d’nada
Nuvem d’ar sensual libidinoso...

Deprava os meus sentidos
Dissolutos absolutos em sincronia 
Tu sussurras em meus ouvidos
Te verso... Ah! Amada poesia...

Tantas são tuas sílabas tônicas
A simetria dos lábios mentolados
A sintonia das nossas almas
Teus olhos furtivos amendoados

A vogal trêmula dos versos teus
A linguagem voraz e desejosa
Nosso doce céu d’camafeus...
A rega da rosa a água cheirosa...

Você e eu duas almas amantes
Toantes num mar d’letras
Poema e poesia versos picantes...
Poções d’alquimias perfeitas...

Son Dos Poemas 

Com ciência?Livre!



Com ciência?Livre!

N'alma há uma íris colorida 
Cem cruzeiros, cem luzeiros
Vejo assim é o espelho da vida
Um clarão em todos os sentidos


Há ciência explico meu free lances 
Com ciência tudo esclarece até dor...
Mas a consciência varia os nuances
Com docência saber amar é dá cor

Perfeccionismo é ter olhar d’ lince
Apreciar o detalhar do sol surgir
Enxergar todos os tons em relance
Dar chance p’ra o bem emergir...

Reflorir as consciências sem cor
Nem brancas negras ou pardas
Saber que toda semente d’amor
É maior que lembranças tardas...

Construir o seguir sem pré conceitos 
Seguimento credo raça ou classe social
Saber aprender com os próprios defeitos
Somos parte d’toda consciência essencial...

Sejamos então consciências puras...
Todos os dias livres em existência
Duras eras jazem pálidas descoloridas... 
Bela é a cor dá vida ao colorir dá consciência.

Son Dos Poemas

http://www.recantodasletras.com.br/es…/publicacoes/index.php

Meu Melhor Bom Dia



Meu Melhor Bom Dia

Após delinear os lábios com batom...
Ouvir-te dizer claro, bom dia meu amor!
Amo muito você eu ouço o som...
Grave e sex teu tom sedutor...


Provém d’minha boca um sorriso
Dá-me alimento provento eterno
Me atenora teu timbre d’paraíso
Entoa pelo ar teu jeito moderno...

Teu ser elegante e voz d’tenor
Desperta amor agora nesse instante
Imagino teu semblante na face o rubor
Meu amor amado amante...

Meu melhor bom dia eu ouvi...
Fantasia real o mais lindo poema
A voz tão linda faz-te colibri
Um beija-flor na seiva suprema...

O floema da flor mais hibrida...
Inspiração és meu objeto d’prazer
A voz harmônica depura vida
Anunciação meu mágico querer...

Amo muito você sempre além...
Escrevo-te uno no fio d’tua espada
Nós destinos rabiscados sei lá por quem...
Nos referendos que me inclui como tu’amada...

Amo-te Sol e nem a lua pode impedir...
Cálida ávida e nua enquanto universo
P’ara sempre nosso amor existir...

http://www.recantodasletras.com.br/es…/publicacoes/index.php

A Corda



A Corda

Combina comigo tu’ poesia erótica...
As cordas que tu’alma desata e liberta
O mantra d’palavras na língua exótica
Tua mantilha de sonhos m’eu poeta...


Acorda comigo vem ver a lua...
Segura minha mão sinta-a trepidante 
Afirme nas entrelinhas sou somente tua...
Dispa-me com astúcia d’m lobo uivante

Acorda comigo faz consonância
Acaricia-me a pele como fosse veludo
Cale-me a boca em diminuta distância
Com longo beijo abrupto e mudo

Concorda comigo somos dissipares...
Uma alcateia da lua sonar e uivante
Lobo e loba em sons peculiares
Poetas do diamante incandescente

Acordas que te acordo também
Espano as estrelas em ti pousadas
P’ra amar-te vida e morte e mais além...
Só preciso-te bardo d’alv’s alvoradas

Tece comigo acórdão sentencial
Em última instância a luz do dia
Arrima nossa língua dimensional
Assina à sina a sentença é poesia!

Son Dos Poemas

http://www.recantodasletras.com.br/es…/publicacoes/index.php

Tua Falta



Tua Falta

Tanta falta tua sinto...
Pergunto-me o que te falta?
Qual enigma abre-te labirinto...
A resposta meu som de flauta


Há revolta no meu pensamento
Só a falta que me faz não me cabe
Tanto tempo d’amor sedento...
E o vento passageiro só ele sabe...

A falta nossa é tecido tempo falta
Mantendo a eterna escassez
Feito sempre afamado tempo 
Querer fazer tudo d’uma só vez

Tua falta é me fazer nunca que já fez
Quem sabe um dia quem sabe jamais...
Eu saiba que sou Sô simples talvez...
Tua indisciplina que Minh ‘falta faz

Quem saberá sempre se doce deleite...
Eu ‘anarquia que tu’ alma harmoniza
O sol levante que no ventre se deite
O doce delirante que tua boca precisa...

Tua falta é saber que me apetece...
A seiva bruta d’tua fotossíntese
Saber sô semente que tu’ árvore floresce
Acresce tronco e ramos em síntese...

Son Dos Poemas

Cobrança



Cobrança

Diga cobras e lagartos
Ratos urinam pelos porões
A falta de entendimentos
São sentimentos nus em leilões


Os ladrões sempre arrombam a festa
Entram sem convites são penetras
A escrita é a língua diz a verdade poeta
A ingratidão via d'contramão sem regras

O perdão pétalas soltas ao vento
Sem cabimento é fazer julgar
Leiloar o melhor sentimento
Jogar num jogo d'cartas d'bar

Cobrar e cobrar sem repartir
Sem dosar a balança é injusta
Se falar corre o risco de ferir
Se calar vestir a saia mais justa

Cobrança é lança trançada
Aparição que causa espanto
Á mostra cabeça duplicada
Indignada fico nesse desencanto...

Traga o veneno aos cântaros
A poesia é para desintoxicar
Dragar águas d'olhos e prantos
Deixar tudo ir salgar o mar...

Os pântanos diga-se interior...
São mágoas que cultivamos
Água pura é p'ra beber AMOR
O Natal é todo dia digamos...

Son Dos Poemas

PRECISO-TE



Preciso-Te

Como a própria borboleta do ar pra voar...
Te preciso para poder me doar
Preciso-te como a terra precisa da chuva
Como a folha da parreira o vinho da uva...

Preciso dizer viver-te em meu ser lubricamente
Polir teus devaneios como meu diamante
Vadiar nas estrelas no brilho do seu semblante
Ir á Marte ou Júpiter com meu instinto de amante

Dobrar-me ao meio amar-te inteiramente
Navegar teu veeiro de poesia literalmente
Dar-te cortesia oferecida belamente descritiva
Tantas alusões e suposições cria a mente alusiva...

Preciso-te para poder saciar...
Toda essa saga romântica sobre ti derramar
Beber de você meu elixir de vida na fonte
Sanar minha sede de hoje ontem e dante...

Ter você num véu de cascatas cristalinas...
Como as águas d’ fronte diante nascentes de rimas
Fina essência sua q’ me alimenta sustenta e me alucina
Gêmea alma minha q’ assim cativa uni verso á sina...

Preciso-te como as estrelas do céu pra brilhar
Como a noite precisa da lua com seu manto lunar
Preciso da boca tua para não mais precisar
Desatar essa sangria desfazer o nó ao te beijar...

Preciso-te amor eternamente junto de mim...
Porque nessa e noutra vida suspirada
Acharei uma maneira de dizer-te enfim...
Amar-te-ei sempre e serei de ti sempre a amada...

Son Dos Poemas

Preciso - te




Preciso-Te

Como a própria borboleta do ar pra voar...
Te preciso para poder me doar
Preciso-te como a terra precisa da chuva
Como a folha da parreira o vinho da uva...

Preciso dizer viver-te em meu ser lubricamente
Polir teus devaneios como meu diamante
Vadiar nas estrelas no brilho do seu semblante
Ir á Marte ou Júpiter com meu instinto de amante

Dobrar-me ao meio amar-te inteiramente
Navegar teu veeiro de poesia literalmente
Dar-te cortesia oferecida belamente descritiva
Tantas alusões e suposições cria a mente alusiva...

Preciso-te para poder saciar...
Toda essa saga romântica sobre ti derramar
Beber de você meu elixir de vida na fonte
Sanar minha sede de hoje ontem e dante...

Ter você num véu de cascatas cristalinas...
Como as águas d’ fronte diante nascentes de rimas
Fina essência sua q’ me alimenta sustenta e me alucina
Gêmea alma minha q’ assim cativa uni verso á sina...

Preciso-te como as estrelas do céu pra brilhar
Como a noite precisa da lua com seu manto lunar
Preciso da boca tua para não mais precisar
Desatar essa sangria desfazer o nó ao te beijar...

Preciso-te amor eternamente junto de mim...
Porque nessa e noutra vida suspirada
Acharei uma maneira de dizer-te enfim...
Amar-te-ei sempre e serei de ti sempre a amada...

Son Dos Poemas

Outubro



Outubro

Setembrei ontem hoje outubro
Em plena primavera espero 
Com manto de flores me cubro
Assim sempre viva me quero...


Com tempero ou destemperada
Pimenta é minha maçã do amor
Assim me faço equilibrada
Perfumo-me d’essência e suor

‘Alma afina sintonia que outubra
Aviva a palidez da face displicente
Cora com certa embriaguez rubra
Anuncia novo fim de ano pra gente...

Causa lua púrpura encanto d’libra
Expectativas nas fibras temporais
Gerânio nos canteiros espanta e vibra
Ao som dos tinos e sinos das catedrais

E tudo é ouvido em canção novamente
Rubros passarinhos passarinham em clamor
Numa sangria desatinada não permanente
Bem vindo seja outubro Eterno seja amor!

Son Dos Poemas