terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A Primeira Mordida



Á Primeira Mordida

Com a cara lambida pelo nevoeiro...
Hausto toda sua boca meu sonho de cavaleiro
Sorvo tuas metáforas como água da fonte
Bebo em tua boca meu riso d’ diamante...


Tento não sorrir, pois a palavra é sugestiva...
Mais intrigante é essa rompante compulsiva
Coisa de quem ama as flores sempre viva
É amante dessa diversificada flora primitiva...

Quando o sol morde minha língua de poesia...
Acaricia o paraíso que me arrebata e silencia
Amo-te a primeira mordida da manhã
Arde em mim seu gosto e aroma de maçã

Minh ’alma faz-te lema e interrogativa
Diz sem ponto final você é minha afirmativa...
Danço ao poema então q’me chama d’perfeição
Interagindo chamo-te em sonho rima percepção...

Há chama também nas labaredas e quentura
Diz que há carinho e ama-me com ternura
Há tanta emoção no acaso se por acaso for
Se acaso uma orquídea num vaso abrir será amor

Se amor acontecer à primeira mordida...
Poderá durar para sempre e ir além da vida
Há tanto carinho nos teus reversos e magnitude...
Amar você minha melhor resposta e atitude...

Beijo-te poema com versos amiúdes...
Minha virtude é sempre amardes...

Son Dos Poemas
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