segunda-feira, 21 de março de 2016

Expresso D’Outono



Expresso D’Outono

Ouço o apito do trem d’novo outono chama...
Me abandono na unidade do pensamento
No ponto d’encontro Sô dona em fogo chama
A ópera que ouço sai da boca do miolo do vento...


O espanto é meu conto meus tantos roteiros...
Outono onde me revejo na unidade do beijo
O tempo pela metade unânimes somos inteiros
Vejo as folhas amarelecidas num lugarejo...

Mil dobraduras sapecas diabruras outonais
Travessuras é colher frutas maduras no pé
Pêssegos cerejas amoras orvalhos e outras mais
Vê uma porção d’lua d’outonos éter no ar fé...

Atenuar as mudanças bruscas e abruptas
Fiar a poesia tecendo o amor que me ilumina
Escuto os cânticos dos trilhos por vias imprevistas
Escandaloso expresso vêm o trem que amanhã culmina

Aterrissa agora nova aurora d’bruma prometedora
Novas entradas e partidas “Boa nova” estação
Gesto é intenção da vontade redentora
Viajo também nos trilhos engano a imaginação...

Perfaço meus caminhos sorrio sigo os cursos...
Vejo-me menina florida como a cerejeira
Outonearei em versos hibernarei feito os ursos
Brotarei nas castanhas das flores d’outono brejeira...

Bem Vindo Outono as folhas caem e a vida se renova!

Son Dos Poemas
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