quarta-feira, 15 de junho de 2016

Do Barro Que Viemos




Do Barro Que Viemos

Amoldada em teu reino encantado
Em barros semelhantes pré-moldados
Num molejo dos dedos que faz gingado
O mais longo dos cortejos sentenciados...


Libertos são os desejos cantos de solfejos 
Barrados no baile onde o tempo são ensejos
Versos de poemas liras ao ar cantam alento
Talhados em poesia faz tempestade ser vento

Inspire-se com a brisa e sinta-me agora...
Um fino orvalho é minha alma que chora
Verte lágrimas poéticas em poesia de greda
Grita em seu silêncio é amor quem segreda

Salga os dissabores faz-me doce os suplícios
Diga ás estrelas que os raios do sol são resquícios...
Imaculada como a lua por seus olhos cândidos
Talhada é fibra minha d’alma barroca sou cânticos

Cozinho barreados ao vinho em fogo vaporoso
Jarros são de barro e nosso jeito de amar saboroso...
Ardido amor que tempera o vício do som...
Com pétalas de barro faz solo propício ser bom

Em brasa o barro de nós é matéria são prismas
Nossa primazia beijos são fogueiras... Sofismas... 
Cozer o barro em fogo brando faz vapor
Moldar a língua no céu de sua boca acende-me amor...

Son Dos Poemas
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