quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Beleza Além Da Matéria


bailarines de tango fernando botero



Beleza Além Da Matéria

Além do espelho da imagem há ação
Ação do tempo, do vento, da ilusão...
Muito mas muito além da imaginação
Há um corpo perfeito para um coração

Além da matéria fina delgada ou capilar 
Do peso do obeso adiposo há um ser secular
Toda matéria do bem é física é benção particular
Se te falta pedaço não queixes por ser singular

Toda matéria é corpo é lindo espetacular...
Comanda a beleza do ser interior que faz amar
É voz é silêncio com fala sem fala é senhor
Bonito é o corpo que ‘alma acalma em amor 

Sem estereótipos fabricados pela mídia 
Sem seios sem silicones sem clones e falsídia
Além do botox das cirúrgicas das mãos do cirurgião
Existe uma beleza unânime e singular perfeição

A corpórea ação esbelta ovalada é só variação 
A mulher não é o pedaço que faz falta não
Seu corpo que silhueta é baixa ou alta é são 
Tão lindas por dentro iguais... coração...

Sempre são desígnios etéreos que nos guia
Finalidades que margeiam nossos seres
Escopos ou sopros do destino finalidades 
Vontade soberana eterna magia...
Alegres ou tristes...Poesias...

Son Dos Poemas 

Meu Anjo D'Amor



Meu Anjo D’Amor

Meu poema Anjo d’amor escrevente...
Sopro de inspiração de Eros presente
Poder de escolher o destino amor derradeiro
Ler o poema d’amor é saber verdadeiro...


Você principado do meu amor em regência
Fala minha língua poética converso fluência
Com elegância desfragmenta frases e orações
Com eloquência liberta a deixa e deixa fluir emoções...

Coração valente és traço d’ minha reminiscência
Letra e filosofia palco da vida em ciência...
Autor dos delírios meu sol expoente...
Mel dos lábios meu amor do verso docente...

Anjo meu de amor incondicional...
Desejo e devaneio de sabor essencial
Ritual que te faz viver a lua sempre pálida
Amar a noite e abraçar a poesia mais cálida

Lambuzar-se de ternura como as abelhas
Beber a brandura numa lua de mel nas estrelas
Abraçar a magia e beijar a fortuna como troco...
Num gesto ensandecido d’amor puro nu e louco...

Tão lindo é querer-te, ler-te e requerer...
Ler literalmente passear em teu verbo e ser...
Meu Anjo de amor incandescente e especial
Amor da minha vida letra que assina elo existencial...

Son Dos Poemas 

Caligrafia Poética



Caligrafia Poética

Tão bonita é tua caligrafia...
Tudo em você é sempre mais belo
Dá um nó no meu tino forma um elo...
Desatina-me com t’a alma de poesia...


Quanta beleza nessas poucas linhas...
O calor do encontro em todos os santos?
A decoração das flores em que caminhas...
O sabor do beijo doce d’alma e tantos...

Tua caligrafia tão poética em versos poucos...
Uma poesia completa nos beijos mais loucos
Teu nome marcado com meu batom
Meu cheiro no teu travesseiro meu som...

Amo tua poesia e caligrafia...
A culpa é das estrelas ou da lua magia?
Tudo é de você minha doce mania...
Mais de cinquenta tons te pintaria...

Enfeitaria de mim teu meio ambiente
Com tua magnitude me faria presente
Amar-te-ia até o raiar do dia sonolento
Paralisaria o tempo beijar-te-ia no vento...

Dançaria contigo e você comigo dançaria?
Far-te-ia poesia isso sim te faria...
Retrataria você na minha tela indiscreta
Amar-te-ia na lua e nas estrelas poeta...

Son Dos Poemas

O Nascer da Poesia



O Nascer Poesia

Prazeroso é o cheiro essência que alimenta...
Aroma de lua de mel ao sol poente atenta...
Um gosto alheio de anis estrelado dá sabor
O elo com belo faz presente ardido amor


O carinho é mudo mais profundo sentir...
A inspiração está no nada ao ser tudo existir
Os órgãos alinhados margeiam o bem querer
Há poesia no universo que até o gelo faz derreter

Há amor, dor, alegria, sofrençia e sofrimento...
Inspira-te e faz inspirar palavras em acasalamento
Assim nasce poesia n’m arroubo n’m rompante
Margeia todo o teu ser e toca-te a todo instante...

Ela é Via Láctea, calda d’cometa sonho lírico...
É suspiro do coração lirismo d’sentido onírico
Pertence ao ser resoluto ar de pulmão intenso
Tem luz de percepção a flor da pele eu penso...

Absoluto é o doce do poetar a poesia
Afetuosa e romântica cativa quem aprecia...
Espalha pelos cantos mil fragmentos...
(Des) regrada e nua aos quatro ventos...

Poesia é o beijo guia turístico d’pensamento
Conspira o vento faz gemer pôr encantamento...
É som de lira é luva vestida na mão ousada
Poesia é fogo acende a pira da musa amada...

Son Dos Poemas 

A Todas Ás Rosas



Á Todas As Rosas 

Todas as rosas são poemas
Sejam vermelhas brancas ou amarelas
Sempre haverá poetas poetizando-as
São todas lindas e perfumadas... Rosas...

Diferentes nas cores são musas
Iguais nas essências exaladas
Tão cantadas pelos deuses e músicas
Ofertadas em peles aveludadas

Amadas como poções enfeitiçadas
Todas lindas rosas em beleza equiparadas
Ás mulheres em amor comparadas
Como um lindo buque de amor ofertadas

Senão tratar com carinho são despedaçadas
Tem que se saber tocar porque são delicadas!
Rosas de todas as cores, mas são rosas...Desejadas...
Como as mulheres românticas e cheirosas...

Amada pelos poetas em todas as estações
Rosas... Tentações das tentações...
Olores que entumecem o cio das paixões
Sangue que jorra pelos poros na voz de tantas canções...

Rosas todas belas com encantos e magias...
Bonitas como a lua em tantas fases
Declamadas em poemas em milhões de frases
Todas as rosas são lindas poesias!

Son Dos Poemas

Seda



Seda

Acetinados são teus beijos de mel
Sabor de vida que embriaga o olhar
Amanteigados como manjar em gel
Dessedenta a alma e faz desejar

Rasgar seda em amor que sente
Incendiar universo com coração ardente
Morder em brasa os lábios quentes
Render se em amor em corpos latentes

Se dando como se dá em pele fervente
Sedando lábios tão suaves em sê da mente
Selando com beijos todos os gemidos 
Sorvendo os sabores deixando-os seduzidos

De seda são teus gestos que faço guardar
Escrevendo em mim poesia pra eu lembrar
Em cada sol das manhãs nascentes
Em todas as tardes onde houver sóis poentes

Na incoerência que faz do bicho a seda
No encontrar de almas que faz do amor vereda
Trocar de néctares que faz ser teu o azeite
Saborear cama e mesa e ser de leite!

Lembranças de seda, tocada em semibreve.
Sentir lambuzada de mel indecente se atreve
Voando livre em céu, viva a mente ser seda leve...
Levada pelo vento... Como uma nota tão breve.

Sonia Son Dos poemas

domingo, 25 de setembro de 2016

A sete Chaves



A Sete Chaves 

A sete chaves está o segredo da Aorta 
O primeiro parâmetro o limiar da porta...
Una vontade louca de viver sem explicação
A dúvida é ser ou não ser, eis a questão.

Na segunda lacuna se senta razão
Sustenta o expoente eleva a expressão
Razão e emoção simples sentimentos
Nosso bom raciocino sãos pensamentos...

Na terceira linha preste atenção na tecedura
Anexo aos versos soltos expresso a literatura
O mês em questão num pouso leve toca o chão
A poesia avoante com brevê breve apousa o coração...

O voo livre num quarto de lua se consuma 
A brisa ocupa o quadrante com névoa embruma
E nós sonhamos o sonho mais bonito em realidade
A felicidade diz com razão está na espontaneidade...

Perco-me nessa sintonia de emoção nebulosa
Escrevo o fiel argumento em poema e boa prosa
O vento sopra Van Beethoven me toca a quinta sinfonia
Minh' aquiescência sonora num ritual de magia

Quando percebo que dia é hoje vejo sexta feira
Meço então a distância do mês que jáz fora
Mas ainda sinto sua presença e a boca declama...
Languida penso e bocejo e meu beijo te chama

Sem nada prometer só puro sentimento declamo
Decido a direção nesse exato momento te amo...
Nesse sétimo mês em vigor seguirei só o vento 
A rigor as sete chaves é amor será JULHO PORTENTO.

Son Dos Poemas 
(Sônia M.Gonçalves)

sábado, 24 de setembro de 2016

Imagem de Sábado


Imagem de sábado

Mensagem de bom dia!
Sondagem, triagem, viagem?
Inspiração ou bobagem...
Tanto faz...
O vento nos leva e traz...
Sábado é dia de vagabundear
Tão bom falar besteiras...
De quando em vez viajar...
Sempre ir á amar...
Tomar banho de sol 
Ver gente na praça
No peito e na raça 
Deixar os versos soltos correr
Imaginar a poesia fluir..
Ir e no minuto seguinte vir
Sábado é dia pra Sorrir 
Ver o dia Feliz nascer
Saber o que nos faz acontecer
Eu e você todo dia...


Son Dos Poemas

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

D'Alma D'Primavera


D’Alma D’Primavera

A alma é colorida e matizada...
O rubro mais divertido faz fluir
O esboço do sorriso vira risada...
E o meio embevecido agradece por vir

Anjos sorriem do pedestal radiante
Beija-flores bebericam mel d’primavera
O sol reluz sobre as pedras d’diamante
E tudo fica perfumado na atmosfera...

A dama soberana espalha seu buquê
Com poção floral perfuma os caminhos
Inspira a realidade por vezes clichê
Cobre o céu com manto de passarinhos

D’alma primaveril tudo se espera
A visão embriaga a garganta canta
A natureza conspira e suspira primavera
O mundo vira flores d'utopia e tudo planta...

Surta as loucuras d’todo pensamento
Parada dessa florista paisagista ambiental
Amor d’primavera com cheiro d’vento
Dama da estação Eva nua além do quintal...

Son Dos Poemas 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Tempestade De Amor



Tempestade D’Amor

O dia que a poetisa...
Recebeu sopro de amor em forma de brisa
Carinho dos quatro cantos do planeta
Tempestade ar de amor d’forma perfeita

A magia das palavras do bem emanadas
Imenso sol de energias boas concentradas
Afagando minh’ alma com preciosidade
Fazendo-me feliz realmente de verdade!

Uma tempestade de amor me choveu
Gotas d’carinho e amizade meu coração leu
Fez-me sentir dentro do coração seu amor
Um véu descortinado á meu louvor

Os sons mais lindos entoados para mim
Brinde dos Anjos que me fizeram tim tim!
Asas d’amigos abraços além dos meus horizontes
Rompendo a fronteira das mentes aos montes...

Almas estreladas lampejos de toda idade...
Voando até mim trazendo lume de felicidade
Anjos vestidos de amigos me abraçaram
Imenso cordão composto mil faces desfilaram...

Criaturas do bem que me quer também...
Beijos de bênçãos... Amém!

SOn Dos Poemas

SÓ Poesie

sopoesie.blogspot.com.br

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Encontro Vocálico




Encontro Vocálico

Onde encontrar meu eu com tua vogal seminua?
Nossas sílabas diferentes nas lacunas da lua...
Juntos abriremos parênteses unindo lábios vocálicos
Que tal um encontro vocal no coral dos hálitos?

Faremos um teste de linguística sem trema...
Falaremos apenas a língua dos Anjos poesia e poema...
Expressaremos num hiato rápido nosso amor tão longo
Resumiremos todos os anos num crescente ditongo...

Recitaremos nosso caso num lindo soneto...
Abrigarei toda minha poesia ousada em teu peito
Conjugaremos o verbo amar de todos os jeitos...
Faremos duetos entre flores e amores perfeitos

Tomaremos em nossos cálices caldas doces vogais
Faremos verão n’outro como duas andorinhas no cais
Côncavos em versos tomaremos um banho de vento
Dançaremos ao som do regresso e sabor do momento...

Desvendaremos o enigma dos girassóis...
Abriremos uma cratera no destino com sóis...
Uma fenda onde possa penetrar poema e sol a pino
Serei tua poeta fartei-te sorrir meu menino...

Romperemos os tritongos nas paralelas do fonema
Partiremos esse imenso losango e portal d’poema
Escreveremos dueto num encontro homérico 
Usaremos as vogais e hiato do palato vocálico

Rolaremos pelo chão em lençóis poéticos
Estaremos na constelação de Andrômeda com cânticos
Seremos poesia e poema românticos...

Son Dos Poemas



Sonial de Felicidade


https://www.youtube.com/watch?v=Zr_lIKNBkq0

Sonial de Felicidade

Um luau onírico com risco eminente de felicidade...
Meu nascimento o vento o tempo e recordações...
Sem saudades me faço um poço de sensações
O afeto? Faz eco e bebo em poções de verdade...

Há um lirismo e placidez resumidos Sonial
Soniar a leveza do ser que margeia os crepúsculos
Insoniar nas pálpebras na rigidez dos músculos
Acordar num sonho de felicidade real, atemporal...

Ouso ter a idade do céu que me vejo e me doo
Á flor d’alma e da pele á cada gota d’aquarela
Ouço uma sonata chuá nos olhos sobre a tela
Acoplada ás estrelas foragida num beijo voo...

Sô como o bicho da seda místico trigueiro
Já teci um século inteiro em meio dia
Chorei lágrimas de felicidades e sorri poesia...
Sorvi o mel das amoras num amanhecer forasteiro

Vivi mais de mil quilômetros devida equacional
Faz parte de mim a filosofia feiticeira dos xamãs
Essa somática só aumenta á colheita como as maçãs...
A cada ano envelheço num tom mais sazonal

Com agonia nas avenidas passo pelos pardais
Mutantes multam registram e passarinhos voejam
As chuvas fecundam sementes e sensações pelejam
Vejo-me sabiá sei lá... Num sarau de pássaros florais...

Penduro nas arandelas as flores de alecrim 
Cultivo esperança na flor de cravo e canela
Tenho a idade do céu e toda idade é sempre bela...
Coleciono primaveras floridas nos canteiros de mim 
Son Dos Poemas

sonial
Significado de Sonial
adj.
Que se refere aos sonhos; característico dos sonhos; onírico.
(Etm. do latim: somnialis)

https://www.youtube.com/watch?v=Zr_lIKNBkq0

Sonial de Felicidade

Um luau onírico com risco eminente de felicidade...
Meu nascimento o vento o tempo e recordações...
Sem saudades me faço um poço de sensações
O afeto? Faz eco e bebo em poções de verdade...

Há um lirismo e placidez resumidos Sonial
Soniar a leveza do ser que margeia os crepúsculos
Insoniar nas pálpebras na rigidez dos músculos
Acordar num sonho de felicidade real, atemporal...

Ouso ter a idade do céu que me vejo e me doo
Á flor d’alma e da pele á cada gota d’aquarela
Ouço uma sonata chuá nos olhos sobre a tela
Acoplada ás estrelas foragida num beijo voo...

Sô como o bicho da seda místico trigueiro
Já teci um século inteiro em meio dia
Chorei lágrimas de felicidades e sorri poesia...
Sorvi o mel das amoras num amanhecer forasteiro

Vivi mais de mil quilômetros devida equacional
Faz parte de mim a filosofia feiticeira dos xamãs
Essa somática só aumenta á colheita como as maçãs...
A cada ano envelheço num tom mais sazonal

Com agonia nas avenidas passo pelos pardais
Mutantes multam registram e passarinhos voejam
As chuvas fecundam sementes e sensações pelejam
Vejo-me sabiá sei lá... Num sarau de pássaros florais...

Penduro nas arandelas as flores de alecrim 
Cultivo esperança na flor de cravo e canela
Tenho a idade do céu e toda idade é sempre bela...
Coleciono primaveras floridas nos canteiros de mim 
Son Dos Poemas

sonial
Significado de Sonial
adj.
Que se refere aos sonhos; característico dos sonhos; onírico.
(Etm. do latim: somnialis)

domingo, 18 de setembro de 2016

Cordel D'Manha


Cordel D’Manha

Só por manha amanhã seria...
Uma folia onde poesia absoluta reinaria...
Dormiria você que sempre amor teceria
Amortecendo versos eternos com terna inspiração 
Seria-te amante de um diamante tecido ocasião

Emoldurando o brilho do dia amante polido
Com lágrimas de cristais chorando pelo querido
Amanhã sem você e para sempre adormeceria...
Seria-me dor de saudade e ardor no coração me seria
Há dor por merecer o que desejaria são...

Diria que a dor sentiu porque desejou então?
O que encontraria nos lençóis de manhã em vão...
Tomaria cálices de orvalho em sua poção festim
Deixaria você enfeitiçado com a falta que faz em mim
Auroraria em teus sonhos eterno amanhecer...

Esvaneceria como lampejo sempre ao alvorecer
Ressuscitaria em teus beijos molhados de prazer
Tanto amor e paixão tenta a intenção que faria chover...
Pura timidez assim fez o que fez por embriaguez 
Percepção traz convicção dá asas á imaginação avidez

Nada é ou foi em vão quando vestiu fantasia...
Uma indumentária de sonho real de poema e poesia
Uma pequena área em particular sinfonia
Onde a letra da ópera a cada dia se multiplicaria
Amaria poema e inspiraria poesia poesia...

Um cordel encantado de você meu bem amado...Amor...
Sol iluminado dos meus sons e pecados inspirador
Faz-me beijar-te á língua dá liga d’olhos sonhados
Inspira-me a boca que louca deseja-te amanhã seres alados..
Meu corpo físico q’ alma é simples quer sua cronologia

Gozar em sua filosofia nua e crua te amanheceria...
Tua sempre em reverência d’amanhã amado meu
Do amor que um dia entre poesia e poema aconteceu
Um espelho que vislumbro com meus olhos cerrados
Meus braços abertos envolve teu corpo saudável e fechado
Com meu peito colado ao teu... Diamantes eternos serão...
Sempre ternos e sãos...

Son Dos Poemas

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Tempo Indomável



Tempo Indomável

Galopando as horas prenunciadas
Nada mais é igual as boêmias madrugadas
Tão claro quanto clara aurora d'meu dia
Ouço sons sussurrantes da poesia
E o mundo?...Gira, gira... sem parar...
Assim tudo finda sem nunca findar
Porque toda matéria é pó pressupôr
Todas as águas da chuva respingam vapor...
E de novo... e de novo...do chão vai brotar
A flor renascida o olor vai espalhar
Acontecendo assim a vida sempre fluirá
E os espinhos extraídos ao sol secarão
Haverá primavera em pleno verão
E todos os sonhos pelos ares irão
Deitar-se no mar em forma d'estrelas 
Fagulhas d'amor nas cores vermelhas
Assim é e sempre há de ser...
Todos os sonhos d'acordo com o ser
Uma centelha apenas ao céu dar-se ascensão
Todo ano vindouro serve pra acalentar o coração.
Apagar velhos pecados... Porque novos virão
Tal qual o som que escuto agora delicada versão
Um violino que implora e chora notas acústicas
Nessa angústia de minh'alma d'auroras mais rústicas.
O tempo é galopante corcel indomável...
Passa rápido nossa feição sempre mutável...

Son Dos Poemas

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Irrestritamente Sua


Irrestritamente Sua

Todas as palavras e enumênico
Em fidelíssimo registro uníssono 
A comunhão eterna com helênico
O grito do guerreiro o som belíssono
O tom do espirito no céu irisado
Amor rebuscado lá nas alturas...
Exclusivamente por amor amado
Referendado nas fartas escrituras
Nas partituras que o vento assovia
Nos batimentos intensos do coração
No ritual e cântico em poesia
A lanterna acende os olhos arde magia

Faz lenda eterna surti-me inspiração
Teu amor ser meu exclusivo pura eufonia...

Son Dos Poemas
Sônia M.Gonçalves

Relicário De Amor



Relicário de Amor

Sem sentidos distantes e entre
Um poema que tatuei sem jeito
Um amor que invadiu meu peito
Com toques suaves no ventre

Sopros de moinhos emanados de vida
Qual um relicário guarda os sentimentos
Coleciono lados duplos em moedas de ventos
Uma paixão sem meio e sem medida

Rasgando nos ares a coroa em provas
Brincando com o destino sem mocidade
Afrontando o tempo com eternidade
Mostrando a cara lavada em águas de rosas

E o escapulário protetor da frente versa
Defronte do amor sem peso e sem razão
Num piscar e fechar de asas do coração
Ambidestra as emoções em mão reversa

Sem porquês e sem interrogações
Mantenho guardado no meu relicário
Sonhos e desejos, secreto e solitário...
Segredos e mistérios climas e estações

Liberdade pra eu voar, voltar ou partir...
Boa ventura faz-me seguir como um trem
Esse meu poder de sempre ver além
Amar acordar com rosa e sorrir.

Alinhando-me feito linha em equador
Assim é meu relicário de existir
Exigindo da vida sem nada exigir
Inspirando poemas em rosário de amor.

Sonia Gonçalves
Son Dos Poemas

Salgueiro Chorão





Salgueiro Chorão

Meu salgueiro encantador...
Por que choras desfolhando a dor
Com teus olhos molhados á deflorar a flor
Doa e fecunda sementes oriundas de amor

Meu salgueiro chorão sonhador...
Por que derrama seu pranto entristecedor
Por que choras se és verde de lembrança
Espalha suas lágrimas e alonga esperança...

Meu salgueiro branco nativo sem cor
Com seu tronco forte faz-me vassalo amor
Derrama sobre a terra tua seiva de ciência...
Fecundando os campos com sua onipotência

Meu salgueiro de asas choronas...
Observo-te á resvalar entornando suas ramas
Refletindo tom prateado enredando suas tramas
Escorre da face á terra lágrimas espontâneas

Meu salgueiro chorão e sombrio...
Reflete n’ lençóis d’águas sol e sombra ramos cios... 
Tristonhos são seus braços tão cheios de vazio
Meu salgueiro chora aos rios...

Sorrindo em contas de lágrimas
Desliza sonhos salgando as eiras 
Sonhando em ramas derramas...
Amor de todas as maneiras...

SOn Dos Poemas 


lI

Meu salgueiro chorão
Continua...
Chorador chora paixão
Sob o sol e a lua sempre nua...
Canta a natureza in natura 
A água tão mole que a pedra fura
Chora pelos lobos guarás
Pelas tartarugas e tamanduás
Pelos ogros e lobisomem
Pela natureza morta
E logro dos homens
Chora pela pele e pelo cordeiro
Pela lenda do carvalho
E dos cavalheiros...
Por todas as fadas e oferendas
Pela exclusão e extinção 
Da poluição da floresta e seu pulmão
Chora pela chuva que não desce
Pela lágrima seca que tudo esquece
A falta de nobreza e respeito
Chora pela natureza que ao vento fenece...


Son Dos Poemas 2016

Todas As Frases



TODAS AS FRASES

Transpiram um pensamento
Desferem uma sentença
Em longo ou breve fraseamento
É resquício d'uma sabença


Informa com sapiência da ideia
É forte qual um golpe de machado
Forma uma oração ou odisseia
Traduz o sujeito conta o predicado...

Toda frase é livre expressão 
Pode ser oral ou simples escrita
São justas ou injustificadas
Todas as letras são delicadas, bonitas...

Mas em negrito mais chamativas
Depende da intenção do expositor
Se pura expressão são chamas vivas
Mas se disser eu te amo é só Amor...

Son Dos Poemas 
Sônia M.Gonçalves

Fervor



Fervor

Furor cuja causa é presença
Ardor das águas claras ebulientes 
Amor em gotas é vapor
Condensação dos poros
Suspiros ferventes
Que acalma e queima
Amor que brinca e reina...
Nos absolve e condena
Apenas amar absortos
N'arte a pena é descrever
Brincar de vivo morto...
Ora aqui ora acolá
A vida vaga mas é cheia
Ás vezes é preciso ir divagar...
Comer estrelas de carambola
Andar devagar
Olhar o luar ouvir o som
Violoncelo ou viola?
Um barulhinho é sempre bom...
Pensar devagarinho 
Olhar os passarinhos
Repôr as ideias no lugar
Libertar, deixar voar...


Son Dos Poemas 
Sônia M.Gonçalves

Metrologia



Metrologia 

Beleza é padrão?
Para cada fio uma medida
Liso ou anelado
Curto ou comprido 
Preso ou armado?
Secos e molhados
O ar pode ser comprimido?
Engolido ou tomado? 
Sentido...
Totalmente sem padrão...
Sem razão e sem patrão
Sem nexos anexados
Os sentidos dispersos
Resmungo diversos
Versos embaralhados...
Alienados
Copiosos e copiados
Diz, esse troço...
É poemado ou poetizado?
Quem mediu?
Quem disse a verdade
Quem mentiu?
Padrão tenho eu 
Que vivo sem pensar nisso...
Ou naquilo...Não me aniquilo
Sigo o meu.

Son Dos Poemas 
Sônia M. Gonçalves

Indexados



INDEXADOS

No mesmo índice
No cume do mundo
No mesmo vértice
No ápice aprazerado


No sabor dormente
Na língua de fogo
Na razão incoerente
No losango do jogo

O rei e o valete 
O blefe do apostador
O homem e o pivete
O xeque-mate do amor

Do jardim das Oliveiras
Á minha Fonte Áurea
A secura das figueiras
No d'ouro da láurea

No reverso d'alma
A partida mais louca
No beijo que acalma
Na fronteira toca a boca

Son Dos Poemas 
Sônia M. Gonçalves

DESAFOGO



Desafogo

Por desaforo
Desabafo...
Safo 
Grafo
Só água apaga o fogo
E refresca o ego
Cego
Sigo...
Faço um poema
Sô riso não choro
Escrevo sem tema
Sem palavras extremas
Livre é meu pensamento
Se preferir jogo as rimas ao vento
Nasci nua vestida de dama
Não gosto de bolso
Não uso pijama
Não visto a fama 
Sem deitar na cama
Detesto carregar peso
Se tiver pesado derrubo
Se vestido desnudo
Não desiludo jamais
Nem roubo o silêncio 
Que diz o cartaz
Desafogo 
Infinita em Paz...


Son Dos Poemas 
Sônia M. Gonçalves

Sô Apegada Ao Amor



Sô Apegada Ao Amor

Sem necessidade de grude
Sou açude d'águas comportas 
Sô livre apego e quietude
Sô cegada tenho olhos d'águias...


Sossego com amor bem apegada
Envergada aos seres amantes
Desapegada?...Sô pra você mais nada
Só como nuvens passeantes...

Mas se me apego, não sonego...
Sô cuidados apego e ternura
Enxergo com radar de morcego
Sigo o faro com instinto pegadura

Não nego Sô apegamento puro estilo
Meu argumento é chamado amor
Voo livre sou canto do vento estribilho
Meu livramento é deixar livre condor

Cheiro á flor prisioneira aterrada
Se extraída frasco de perfume universal
Essência pura de pétalas mortas despregadas
Pelo desapego Sô apego ao ser normal...

Por isso Sô acautelada ao desapego
Para que não seja ao amor meu indiferente 
Estarei morta se inerte como um prego
Se desapego disser meu amor a mente mente...

Son Dos Poemas 
Sônia M. Gonçalves

Modismo



Modismo

Nada se cria tudo se copia 
Filme, imagem,literatura, poesia
Até o tabagismo um mal que vicia...
Beber a moda é o ócio de cada dia

Copiar a agonia a escrituração
Plagiar amor ir até o sangue do coração
A fria realidade todos querem fama
Amar o que todo mundo ama...

Há tantos sustentando os efêmeros 
Gente se adequando as categorias
Tantos gêneros e subgêneros 
Humanos imitando tantas crias

Faz-me pensar, modismo é chato!
Na vida nada se cria tudo se copia?
Imagina comer todos o mesmo prato
A falta de imaginação é o que alicia

O cerebelo não tem limite
Não se limita ao belo imitar
Seu poder é infindo acredite!
Criar e coçar é só começar...

Son Dos Poemas 
Sônia M.Gonçalves

Existência



Existência

Incoerência carregar o universo na cabeça
A maior confluência de sonhos vivos
Amar o que se tem como recompensa
Pensar no que se ama por tantos motivos


Confusão diversos em todos os sentidos
Segurar um lume de carícias ter á mão
Explorar-se em côncavos e convexos
Tatuar na nuca um sopro de paixão...

Sempre o vento á soprar nosso juízo
Apegar-se á coluna firme feito balaústre
O desespero que segue a vida e o sorriso
A loucura em se adivinhar o amor ilustre...

Vir um milênio em girassóis nos olhos 
Caminhar entre bromélias e dente de leão
Ler o poema do minuano todos os anos...
Plantar ramos e gerânios pura intenção

Trazer as pérolas nos sopros ciclópicos... 
Ouço-te numa cachoeira de sonatas ás sós
Escrevendo sonhos sobre nossos tópicos
Acendendo a luz das candeia ás margens de nós...

Son Dos Poemas 
Sônia M.Gonçalves

SE-PA-RA-CÃO



SE-PA-RA-ÇÃO

Se para o cão o bom alimento
Um prato cheio de ração 
Para o coração o provimento
Pode ser a dor da separação

Se falta amor nada funciona
Tudo fica emperrado na lama
Até o ar parado em torno estaciona
De que serve a cama sem alma?

O olhar sem o brilho que te acalmas
A sala de jantar é pra fazer as ceias
Não pra medir forças espancar ás palmas
Para separar é preciso unir as meias

Separação é a metáfora indecifrável
Seja esta imposta ou pretensão
O realizar da matéria é realizável
Irrealizável é a insuportável discussão...

Combinado então, nossa matéria é prima
Não dilaceremos o coração em vão
Suas rimas, minhas rimas, nosso prisma
A sina é nossa Se-pa-ra-ção...

Son Dos Poemas 
Sônia M. Gonçalves

Domingo a noite



Domingo a noite

Ah domingo a noite tem magia
Tem força e rejuvenescimento
Tem prosa, pizza e poesia
Tem lua cheia no pensamento

Brigadeiro com recheio de trufa...
Tem pés descalços pra relaxar
Pijamas com tênis, chinelo ou pantufa
Tem travesseiros e pernas pro ar

Estratagema sendo bem traçados
Poemas recitados, cinema e leitura
Têm família solteiros e casados...
Noite dominical sons de brandura...

Domingo a noite é dia de começo
Dia de descanso pra se cansar
De lembrar tudo que nunca esqueço
Ah!...Domingo a noite é dia de acordar

Son Dos Poemas 
Sônia M.Gonçalves

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Filha Da Gente (Parabéns Filha!)



Filha Da Gente (Parabéns Filha!)

Quando as filhas são da gente...
São páginas anexas nunca viradas
É criança adulta sempre exigente
Buquê d’tantas flores perfumadas

Sempre viva das estações presente
Tema do coração poetizada
Quantas filhas são lições eternamente
Escrita ao nosso jeito enfeitada...

Nossa emancipação d’filha á genitora
Backups do nosso poema mais importante
É nossa filha advogada e professora
Defensora sonhadora bem relevante...

A filha da gente é nossa sempre criança
Esculpida pela vida bem talhada
Nosso diamante d’alma esperança
A joia mais bonita e trabalhada...

Son Dos Poemas

Depoimento


Depoimento

Fiz uma entrevista com o vento...
Ele me garantiu que nada tem garantia
Mesmo adquirido num estabelecimento
Assinado um contrato o nada é que te fias

O fato é fator por demais abstrato
Segue o vetor desenhando a poesia...
A vida é uma folia do destino brincalhão
Hora é sério sisudo n'outra grande fanfarrão

O sempre é uma incógnita que nos alimenta...
Lá do alto alguém nos conhece e sempre movimenta
Mexe e remexe brinca com nós de fantoches
Alguns se bastam um pão com manteiga 

Outros sós queixas querem brioches...
De preferência até dizer chega!
Perguntei então ao vento, porque ventas?
Disse-me:...A conversa é longa, puxa a brisa e te sentas...

Por que tanto sofrimento eu quis saber?...
Ele me respondeu com certo desdém e indagação...
Se a matéria busca o sustento, sopra viver, então...
Se a’lma é etérea e’motivo o coração
Por que precisa mais que amor e pão?
- O vento é pomposo, mas é simplista...
- M'eu jornalista num furo de reportagem
- Moral da entrevista:
- O pouco café se multiplica,
- A garantia é ter fé, acredita!

Son Dos Poemas

VERSO MAIS A MIM


Verso Mais A Mim

Com inspiração lida nas lendas...
Já fui comparada a Anaïs Nin
Meu caminho é cume picos e sendas
Meu sorriso a chave do portal de Odin...

Meu mistério é não ser o que talvez seja sim...
Penso que sou e assim posso...
E como ser senão tivesse poesia em mim?
Como fragmentos de versos, normal, confesso...

Mas, meu sorriso abre sim certos umbrais...
Magia da poesia que profecia vitoriosa
Caça-me euforia quando sorria causa temporais...
Assim verso á mim versando á rosa jubilosa

Nos lençóis da poética da prosa faceira
Do poema que escrevo em nórdico amor
Com meu cheiro de desejo e língua feiticeira
Diferente é escrever com batom e suor...

Mistério é poetizar com mitologia nórdica...
Escalar a sabedoria dos deuses da guerra e morte
Complexar o nascer do ser em poeira poética
Morrer de amor e ainda bem dizer é “sorte”!

Sorte mesmo é bicho comer capim...
Ao passo que outros seres mais espertos
Comem mesmo é cupim...
O meu alimento é mel de poemas concretos

De certo os beijos surreais e fulgentes...
Á quentura dos sentidos e lábios trepidantes
São mistérios de Odin e dos seres troantes

Son Dos Poemas 
SÓ Poesie

SE FOR AMIGO APROVA (cordel em prosa)



SE FOR AMIGO APROVA (cordel em prosa)

Vamos fazer a prova dos nove sem calculadora...
Amizade são almas para com a nossa unificadora
Se for amigo não precisa provar porque te peço...
Amigo mesmo se prova sozinho é réu confesso

Quando você menos espera lá está ele no tribunal
Te defendendo com unhas e dentes porque é ímpar e tal...
Portanto se for amigo és puro amor és pura essência
Logo a prova é esse cordel tecido por congruência

E se for amigo não precisa provar nada pra ninguém
Porque amigo é lealdade é querer e se também
A fidelidade circunda quando amizade aprofunda
Logo, fique a vontade pois é dessa poesia oriunda...

Que por sabor de amizade se faz procedente
Seja amizade boa para mim seja melhor pra gente
Vamos sempre reciclar nossa amizade cor de rosa
Falar sempre a verdade, ter dois dedinhos de prosa...

Amigos de verdade dizem o que pensam sem ofender
Quando erramos com o outro e erramos até sem querer
Pedimos desculpas sem culpa nem vergonha, sem temer...
Porque amigo é pra toda hora aconteça o que acontecer...

Contudo nos corrigimos porque errar é normal
Mas permanecer no sempre mesmo erro é ser um tanto banal
Então sejamos nós mesmos nesse papo bem informal...
Puxe a cadeira e se sente ou sentemos nós no batente afinal...

Amigos não têm cerimônia é a família escolhida por vontade
Escolhemos a dedo é quantos se podem contar em cumplicidade
E vamos tricotando um manto de carinho que não se desmancha
Fazer quem sabe uma colcha de fuxico bordada com conchas...

Com remendos coloridos diversos tons de risadas sem mancha
Se for amigo me ensine que te aprendo e a amizade deslancha
Talvez possa ser de retalhos de remendos nossa colcha de cetim
Então apreende meu coração no teu peito e o teu de você em mim

Não precisa ser ser perfeito, também não sou dura rocha
Podemos dar um tom rubro vivente ou violeta bem roxa
Amarrar com laços de fitas lilás e apertar sem afrouxar 
Misturar nossos tantos talentos ver amizade desabrochar

Feito uma rosa azul no paraíso ou outra cor qualquer...
Afinal amizade independe de ser homem ou ser mulher...
Sendo assim vamos fechar logo essa prosa com riso
E lembre-se, por amizade está dispensado nem tudo é preciso...

Só preciso que se apresente meu amigo mais querido
E leia esse tal cordel numa prosa consentido
Por afinidade dispenso-te de apresentar qualquer prova...
Mas se for amigo diga a verdade não se omita
Por amizade aprova acredita?

Son Dos Poemas 
Sônia M.Gonçalves