quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Existência



Existência

Incoerência carregar o universo na cabeça
A maior confluência de sonhos vivos
Amar o que se tem como recompensa
Pensar no que se ama por tantos motivos


Confusão diversos em todos os sentidos
Segurar um lume de carícias ter á mão
Explorar-se em côncavos e convexos
Tatuar na nuca um sopro de paixão...

Sempre o vento á soprar nosso juízo
Apegar-se á coluna firme feito balaústre
O desespero que segue a vida e o sorriso
A loucura em se adivinhar o amor ilustre...

Vir um milênio em girassóis nos olhos 
Caminhar entre bromélias e dente de leão
Ler o poema do minuano todos os anos...
Plantar ramos e gerânios pura intenção

Trazer as pérolas nos sopros ciclópicos... 
Ouço-te numa cachoeira de sonatas ás sós
Escrevendo sonhos sobre nossos tópicos
Acendendo a luz das candeia ás margens de nós...

Son Dos Poemas 
Sônia M.Gonçalves
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