terça-feira, 6 de setembro de 2016

"Inda Choro "




"Inda Choro"

Choro portanto e tantos...
Pelos tolos eu oro
Entre ouros, escombros e tijolos
Olho o tesouro da vida...
Não compreendo porque de morrer
Bem menos porque se matarem
Desejo de lutar devemos sempre
Lutar para manter o alento do ventre
Compreender pais e filhos são bentos...
Saber sagrado amor tem asas de ventos
Mas sê para paz é preciso sangrar
Não entendo o prazer sem amar
Sem cultivar o dom d'aprender
Unir tempo e paciência
Ter a ciência ao ser semente
O germe do trigo e do centeio
O joio separadamente....
As ervas de passarinho que parasita
Acreditar que existem simbioses esquisitas
Oferecer o pão e perdão como alimento
A compreensão e o entendimento
Saber que a guerra nunca pacifica 
Não entendo o desejo do homem que crucifica
Justifica os primórdios arruma nova desculpa
Matar em nome do amor ou da terra que labuta
Sangrar como uma rosa vermelha aflita
Mil pensamentos invadem-me alma recôndita 
Inda choro pelo presente de Troya em grego
Tenho a pele com febre e sofrêgo
Pela Rosa despedaçada d'Hiroshima que doía
Por Nagasaki ás queimadas tulipas meninas feridas 
Onde eu me via e morria condoída...
Pelas crianças geradas no ódio sem esperança...
Afogadas no próprio choro do oceano
Choro á pele das Helenas e antonietas á guilhotina...
Choro com minh'alma pelas Joanas queimadas tão meninas...
Nunca vou crescer pra não entender o ópio
Que entorpece a dor e faz do sofrer satisfação é óbvio...
Não quero ter a cabeça decapitada...
Ser Madalena multi humana apedrejada
Vou guardar meu coração numa caixa forte
Serei tantas Marias, Joanas e Sônias á boa sorte...


Son Dos Poemas
Postar um comentário