quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Seda



Seda

Acetinados são teus beijos de mel
Sabor de vida que embriaga o olhar
Amanteigados como manjar em gel
Dessedenta a alma e faz desejar

Rasgar seda em amor que sente
Incendiar universo com coração ardente
Morder em brasa os lábios quentes
Render se em amor em corpos latentes

Se dando como se dá em pele fervente
Sedando lábios tão suaves em sê da mente
Selando com beijos todos os gemidos 
Sorvendo os sabores deixando-os seduzidos

De seda são teus gestos que faço guardar
Escrevendo em mim poesia pra eu lembrar
Em cada sol das manhãs nascentes
Em todas as tardes onde houver sóis poentes

Na incoerência que faz do bicho a seda
No encontrar de almas que faz do amor vereda
Trocar de néctares que faz ser teu o azeite
Saborear cama e mesa e ser de leite!

Lembranças de seda, tocada em semibreve.
Sentir lambuzada de mel indecente se atreve
Voando livre em céu, viva a mente ser seda leve...
Levada pelo vento... Como uma nota tão breve.

Sonia Son Dos poemas
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