quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Tempo Indomável



Tempo Indomável

Galopando as horas prenunciadas
Nada mais é igual as boêmias madrugadas
Tão claro quanto clara aurora d'meu dia
Ouço sons sussurrantes da poesia
E o mundo?...Gira, gira... sem parar...
Assim tudo finda sem nunca findar
Porque toda matéria é pó pressupôr
Todas as águas da chuva respingam vapor...
E de novo... e de novo...do chão vai brotar
A flor renascida o olor vai espalhar
Acontecendo assim a vida sempre fluirá
E os espinhos extraídos ao sol secarão
Haverá primavera em pleno verão
E todos os sonhos pelos ares irão
Deitar-se no mar em forma d'estrelas 
Fagulhas d'amor nas cores vermelhas
Assim é e sempre há de ser...
Todos os sonhos d'acordo com o ser
Uma centelha apenas ao céu dar-se ascensão
Todo ano vindouro serve pra acalentar o coração.
Apagar velhos pecados... Porque novos virão
Tal qual o som que escuto agora delicada versão
Um violino que implora e chora notas acústicas
Nessa angústia de minh'alma d'auroras mais rústicas.
O tempo é galopante corcel indomável...
Passa rápido nossa feição sempre mutável...

Son Dos Poemas
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