domingo, 16 de outubro de 2016

Irrestritamente Sua


Irrestritamente Sua

Todas as palavras e enumênico
Em fidelíssimo registro uníssono 
A comunhão eterna com helênico
O grito do guerreiro o som belíssono
O tom do espirito no céu irisado
Amor rebuscado lá nas alturas...
Exclusivamente por amor amado
Referendado nas fartas escrituras
Nas partituras que o vento assovia
Nos batimentos intensos do coração
No ritual e cântico em poesia
A lanterna acende os olhos arde magia

Faz lenda eterna surti-me inspiração
Teu amor ser meu exclusivo pura eufonia...

Son Dos Poemas
Sônia M.Gonçalves

UBIQUIDADE


UBIQUIDADE
Perante sua aparição faço-te eleito
Com satisfação dou-te amor espontâneo
Por entendimento és meu par temporâneo
Elejo-te perfume e essência de amor perfeito
És meu poema de itinerário desconhecido
Amante e amado pelo tempo absoluto
Reconhecido n’alma meu amor impoluto
Onipresente culto-o no peito incandescido...
Inexplicável é a ubiquidade de sua aparição 
Adocicado é o teu sangue fluído amorável
Meu amado dos olhos âmbar de constelação...
Na magia primaveril leio-te desejos ilimitados


Causa-me rubor e espanto teu beijo inigualável
Tua boca é tonel d'encanto e suspiros melificados

Son Dos Poemas
Sônia M. Gonçalves

Solidão Embalsamada



Solidão embalsamada

Olor de balsamita ao crespor do ar da manhã
Solidão balsamificada que habita perfumando o viver
Mel d'esperança maturada qual coquetel de hortelã
Amor e mais nada tão difícil de entender
A escrita faz o vicio e o homem, uma tríade, quarteto...
Os acordes da trindade invadem-me equiescência
Rouba-me os sentidos e o perfeito discernimento
Misteriosa solidão d'alma num céu d' transcendência
O frescor do espirito, a esquisita simbiótica paixão
Agonia em combustão que explode pirotécnica
Esse sítio notável dá-me asa á alma que voa na aflição
O ciúme faz a cisma confrontar e insinuar ao coração

Compreendo... Amor independe da beleza física
A língua lírica adoça o sentir, saboreia amor e ludibria a visão...

Son Dos Poemas 
Sônia m> Gonçalves

Borboleteando Primavera



Borboleteando Primavera

Ando borboleta em tom tecida...
Num tom furta-cor primaveril
Borboleta ando de primavera urdida
Com a alma ardida d'amor a mil...

Sutil a vida é mantida florida
Enfeitada de prosas e ramos de rosas
De Sol de primavera permanente
Clonada em forma diversas glosas
Sofrida li Frida...

Esta tinha alma florida 
Porém ferida
Ando entontecida com tantas cores
Moldada arrumada comum arranjo
Embevecida no meio de tantas flores
A boca apetecida com papo de Anjo...

Tão doce entorpecimento 
Florir feito botões de flamboyant
Levitar feito flor de hortelã pelo vento
Sorrir á flor d'alma ao capim da manhã
Destilar o amor incomensurável

Abraçar o incomparável
A estação mais linda e memorável
Permanecer assim florinda
Borboleteando o meu centro
Primaverando-me por dentro 
Florindo pelo avesso de mim...

Son Dos Poemas 
Sônia M.Gonçalves

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

S'emana Da Criança


12 de Outubro Dia das Crianças (Brasil)

S’emana Da Criança

Se emana da criança doçura...
A carência de tantos cuidados
Na pequenez tão grande criatura 
Anjos que nos são emprestados

P’ra doutrinar e sermos doutrinados
Ao seu sorriso de pureza e majestade
Redimir nossos tantos pecados
Proteger e nos fazer melhor de verdade...

Se for criança é ser puro e transparente...
Não ter maldade no coração e só brincar
Se ser ingênuo é ser o melhor tipo de gente
Por que não o sempre ser e só amar?

O ser mais lindo é o ser infanto juvenil
Onde o jovem guarda a criança no olhar
O ser infanto se faz presente mesmo senil
Chama lembranças perdidas á mar...

Ser criança para nunca imacular
A alma com a dureza da adultidade
Ser como um bebê que descobre o caminhar...
Cultivai dentro de si a amabilidade

Se emana d’sua alma o sabor de infância
Faz preeminente a tu a tua criança
Se em teu universo ainda há doce e fantasia
Sorria todo dia... Respire fundo há esperança...

Son Dos Poemas 
Sônia M.Gonçalves

Vamos brincar?


Vamos Brincar?

Que rei sou eu?
Gnomo ou pigmeu?
O pic é meu ou é seu?
Com quem está o anel?
Será que está nos dedos da Anatel?
O mundo se achou ou se perdeu?
Cadê aquela criança que estava aqui?
O tempo comeu ou vento levou?
Cadê o gato?
Subiu no telhado e levou seu sapato?
E o leite do prato?
Quem bebeu?
Foi você ou foi o gato?
E o dedo mindinho irmão do anelar...
E o fura bolo que também serve pra lamber e apontar
Vamos brincar?
Você leu o pequeno polegar?
Cadê o pai de todos?
Onde posso encontrar?
Aquela criança que costumava brincar...

Son Dos Poemas 
Sônia M.Gonçalves

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Sô do Tempo/Sô do Vento



Sô do Tempo/Sô do Vento

Sô do tempo onde nasce o vento...
Sou o som do substantivo próprio
Sou o número imparcial do conjunto
Sô teu adjunto meu singular colóquio

Sô o som da tua adivinhação loca
A transição da hora que crepusculejo
Sou todo o verbo no tempo da tua boca
O beijo n’alma n’palma que me dá molejo

Sou o vento tremulante no beiço em desuso
Os sonhos carnudos nos lábios basculantes
Sou o diamante no lusco-fusco difuso
Os fragmentos dos pensamentos coruscantes...

Sô o acorde chiado do fólio que vai e vem
A letra muda na variante do acordeão
O som mais afoito do desejo que tu tem
A Paz e Bem no caminho por intuição

Sô o som no coração do vento fragoso
O dia chuvoso no tempo uniforme e lívido
Seu doce sabor real no vinho bem licoroso
O amor plantado num cruzamento híbrido

Na tua voz de mel rouca meio ensandecida
Nos ramos das tâmaras mais adocicadas
Sô só o vento do silêncio ás lufadas
O pingo de orvalho ás manhãs borrifadas...

Son Dos Poemas 
Sônia M.Gonçalves

sábado, 1 de outubro de 2016

D'Lua



D’Lua

Despida do prateado habitual...
Trajada d’paixão vermelha amor
Certamente veste gala nupcial 
E o crepúsculo é contraste á rigor

À noite usa gravata borboleta
Mil travessuras amor e juras
E num eclipse a fase nova é faceta
O portal lunático é sonho nas alturas...

A vinheta escrita está chamuscada
Borrada de vermelho cochonilha
Estranha a mente aviva alv’aluada 
Amadrugada com cheiro d’armadilha

O paletó é de linho lunar magenta
Com arabescos d’estrelas celestes
Quem nada teme inspira e inventa
Apimenta com creme e crateras terrestres...

Oh lua!... Linda e nua diz o poeta...
Ensandecido com o luar singular
Diferente á velocidade d’um cometa
Incandescente rubra rumo ao mar

Muda em silêncio invade o cotidiano
Sem pudor se aprofunda o espanto
Com fulgor oriundo e mundano 
Com fervor causa impacto encanto!

Son Dos Poemas