domingo, 11 de junho de 2017

Mais Uma Vez Inverno



Mais Uma Vez Inverno 

Outrora deixa outono boêmio... 
Num divórcio climático e consensual 
Por abandono atravessa o umbral 
Clima gélido é a partilha desse anuênio 

Outra vez inverno abre mantos de orvalhos 
Embranquecendo as paisagens e carvalhos 
Tornando alvo o verde dos campos 
Espalhando verde dos chás pelos cantos 

Quiçá aquecerá o corpo e garganta... 
Liberta e urra a voz do vento frio que espanta 
Suplanta por hora todas as estações ficam antigas 
Bate divagando em bobos corações sons de cantigas 

Hiberna em lençóis quentes pede abrigo 
Perde o chá meigo do outono lindo epílogo... 
Buscando sentido frio pelos frios sentidos 
Espalha-se feito flocos de neves frívolos 

Mais uma vez inverno pede refrão 
Afaga minha pele e resfria meu coração 
Vaia as uvaias encamadas úmidas de serenos 
Acoberta memórias em flashes obscenos 

Fenômeno este relativo com face habitual... 
Tempo precioso mais faz precisar do celestial 
Presença descomunal pó de inverno é neve 
Dura poucas penas a fé que te faz é leve... 

Mais uma vez outono te margeia e atreve... 
Que venha primavera e leve! 
O que também é breve...

Son Dos Poemas#SôniaMGonaçves
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