quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Aspas


“ASPAS”
“Sempre” e para o “sempre” bem amado
Segue sem o som presenteado
Emoldurado e enquadrado em pretérito
Como uma estátua de Michelangelo honra o mérito.

Em pureza arde afresco de sistina
Calma de capela como chama á luz de velas
Feliz segue o mundo em poemas e tantas meninas
Serpenteando como um rabiola em sol rotina.

Navega nas aparências de amor perfeito
Descansa em praias afrodisíacas e fecundas
Envaidecido por ser amado bate no peito
Parece não ter defeitos nas ondas úmidas.

Peregrina mar de felicidades fecha “aspas”
Amor verdadeiro brada em silêncio das frestas
Diante das lacunas que se abrem entre “aspas”
Estão as colunas que lhe servem finas castas.

Farpas de cortesia é sol de viagem
Prognóstico bom em boa nova mensagem 
Ouvir som das harpas e dos clarins
Ver mil toques de anjos e querubins

Sempre com cheirinho de alecrim
Vêm “aspas” de presságio bom!
“O nada é eterno porque não tem fim”...
Ter tudo sim! Fecha “aspas” é só um som...

Son Dos Poemas 
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