segunda-feira, 9 de abril de 2018

Escalador


Escalador

Expira a dor respira o ar...
Escala as montanhas e deixe a dor lá no sopé
A flor da pele com força tamanha faz-se senti-la
Escala com complô de amor 
Ao compor a magia deixai fluí-la
Desde o último fio de cabelo até a ponta do pé
Ouve o grito das cigarras e agarra o silêncio
Penso no vácuo, nem sempre há precipício
Por isso, no papiro, tantos suspiros d’alma
Exala de dentro toda calma possível visível
Faz do impossível um cheiro agradável 
Emanado de repente do centro que encerra
Quando cessar da chuva emergida terra
Do invisível um olor de madeira delicado
E faz-se amor mais puro no escuro aperolado...
Escala dor que sentes pelo mundo tão tolo
Anota num rolo de pergaminho o próprio saber
Deixa ali teu sabor, selado com a língua 
E singra as palavras para amanhã ser
Impressos entre mim e m’eu, t’eu e você
E os tantos passarinhos que passarinham 
As verdentas palmeiras em dobraduras
Em nossas almas campeiras e puras.

Som Dos Poemas
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